O Instituto Fonte, em 2023 e 2024, está atuando em conjunto com a Unidade de Assessoria de Pão para o Mundo, na figura de Edien Pantoja, para o aprimoramento do sistema de monitoramento para três diferentes organizações integrantes da rede apoiada por PPM no Brasil: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS) e a FASE – Solidariedade e Educação.
Em dezembro, em sessão presencial, o processo procurou aprofundar a compreensão sobre como foi estruturado e vivenciar, na prática, cada sistema de monitoramento em funcionamento.
Pelo Instituto Fonte, são facilitadoras do processo as consultoras Denise Castro e Ju da Paz. Elas consideram que o diferencial da atuação que estão desenvolvendo fica evidente na customização de cada assessoria. “Em cada organização, identificamos questões específicas sobre suas práticas de monitoramento. A partir daí, foi possível aprofundar a compreensão das próprias equipes sobre o funcionamento desse sistema, seus potencias e prioridades para seu aprimoramento”, explicou Denise.
Um aspecto importante para as organizações reside na condução desenvolvida pelo Instituto Fonte que, mesmo diante de um tema que parece tão concreto e difícil, conseguiu trazer leveza, fluidez e percepções inovadoras sobre aspectos invisíveis do monitoramento como, por exemplo, a qualidade daquilo que já foi implementado por cada uma. Para Denise, “é importante que o monitoramento seja percebido como algo vivo e orgânico para estar em constante adequação às perguntas que a organização busca responder na realização de seus propósitos”.
Ju da Paz destaca como aspecto positivo da assessoria a abertura das organizações ao processo e o formato de parceria com Pão para o Mundo. “Estamos aprendendo bastante e ganhando novos repertórios em processos de monitoramento, enquanto dialogamos com cada organização”.
Nos últimos anos, o Instituto Fonte tem procurado fazer de sua comunicação um processo de reflexão, de aprendizagem e de compartilhamento dos significados das assessorias que desenvolve ao lado de outras organizações da sociedade civil.
Dessa vez, gostaríamos de falar um pouco de um processo que representou múltiplas aprendizagens nos campos do planejamento, monitoramento, avaliação e facilitação de processos, realizado em parceria com a Cáritas do Brasil. Em seus quase 70 anos de existência, a trajetória desta organização destaca-se por sua ampla capacidade de articular a participação e a escuta de agentes que compõem sua rede atuação, em todo Brasil. E a realização da Assembleia é um momento relevante de interação com essas vozes e exige muito cuidado em sua preparação, pois sinaliza novas forças de atuação e o reforço da estratégia para os próximos anos, assim como é o encontro para também celebrar conquistas.
Abertura da Assembleia Cáritas 2023
Em 2023, o Instituto Fonte foi responsável por realizar a assessoria ao Comitê de Formação, que pensa a forma como os diálogos ocorrem durante a Assembleia. Conduziu a revisão do sistema de monitoramento da organização, que auxiliou na construção da programação e das dinâmicas, na produção do Guia Metodológico do Participante e esteve à frente da orientação das atividades realizadas no segundo dia de Assembleia, debatendo e levantando propostas sobre como desenvolver o tema da “Sinodalidade na luta por direitos e justiça socioambiental”, foco de estudo da organização para o território brasileiro no ano de 2024. Dois materiais foram fruto das atividades: o Cordel para celebrar as conquistas da organização e Carta para o Futuro da Cáritas, direcionada para a gestão dos próximos três anos.
Ju da Paz é a consultora responsável pela assessoria junto à Caritas Brasil. Seu olhar, como condutora do processo, destaca o caráter participativo da organização em todos os processos que desenvolve e o valor que dedica para a voz de seus colaboradores, parceiros e toda a rede de ação que integra e articula. “A Cáritas me desafia no desenvolvimento de metodologias capazes de ampliar, ou mesmo reforçar, a participação. É o que eles chamam internamente de ‘ampliar a tenda’, isto é, criar formas de favorecer a participação das pessoas, com confiança e cuidado”, explicou a facilitadora.
Grupos de trabalho
Este ano a programação distribuiu-se em três dias de atividades e incluiu um momento para visitas aos locais onde a Cáritas desenvolve projetos, como Mariana e Brumadinho, onde tem desenvolvido ações muito próximas das famílias que estão sofrendo diretamente as consequências dos dois desastres ambientais da região.
Para o Instituto Fonte é sempre um aprendizado desenvolver formatos participativos de planejamento e avaliação em uma organização tão ampla, tanto em quantidade de pessoas com as quais dialoga, como também com a amplitude regional de cada ação que implementa.
Fotos: Acervo Cáritas Brasileira, da Assembleia e de algumas visitas realizadas aos projetos.
Abertura da Assembleia Cáritas 2023Abertura da Assembleia Cáritas 2023Grupos de trabalhoVisitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos
O Instituto Fonte acaba de iniciar um processo para contratação de Assessoria Administrativo-Financeira.
Estamos em busca de profissional que será responsável pelos procedimentos e controles administrativos e financeiros da instituição, de forma a atender aos procedimentos estatutários e apoiar a Diretoria Colegiada. A pessoa vai acompanhar os processos inerentes aos contratos de serviços de consultoria, publicações e projetos, formatando as informações para monitoramento e prestação de contas interna e externa.
Para acessar a descrição completa sobre a vaga, responsabilidades, atividades e como se inscrever, CLIQUE AQUI!
Mesmo mantendo sua atuação em todo o Brasil, o Instituto Fonte encarou uma importante mudança neste ano de 2023. Pela primeira vez, após mais de vinte anos de atuação, a organização arrumou as malas de sua sede administrativa rumo ao Nordeste. Agora, divide o espaço com a anfitriã FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), em Recife, Pernambuco.
A mudança veio com ares que já faziam parte das transformações que o Instituto estava vivendo, como uma proximidade muito grande com organizações de base que atuam no território nordestino. “A sensação de estar morando no coração de movimentos sociais, cruzando com atores que são referência de mudança e luta, é parecida com aquela de quando fomos morar na Ação Educativa”, explicou a consultora, moradora de Olinda, Saritta Falcão Britto.
A casa, que já foi residência de Dom Helder, parece estar sempre aberta para receber as pessoas e dialogar com as organizações, de acordo com Helena Rondon, também consultora do IF e moradora de Recife. Para ela, “é um espaço bonito e repleto de histórias de luta”.
As consultoras do Instituto Fonte e sua rede de parceiros permanecem espalhadas por todo o Brasil, atuando para o desenvolvimento social e oferecendo consultorias em gestão, avaliação, planejamento, monitoramento, formação e facilitação de processos para organizações, seus gestores, equipes e públicos.
Integrantes da FASE: Luiza de Marillac Melo (coordenadora), Rosimere Nery (educadora), Sarah Vidal e Ieda Valeriano (colaboradoras)Consultoras do Instituto Fonte, Saritta Falcão Brito e Helena Rondon.
“Nos últimos anos, o Fonte tem sido mais provocado a atuar junto aos de movimentos sociais locais e nacionais. Isso tem enriquecido muito nosso ativismo delicado e ampliado nossa missão no campo social brasileiro”. (Saritta Falcão Britto, consultora)
Ela é de palavras suficientes. Nem muitas, nem poucas. Suficientes. Também não é fácil cultivar seu sorriso. Ele tem um tempo para surgir, vem aos poucos e pode ser permanentemente controlado com certa facilidade. Sua docilidade não aparece de imediato, mas surge em pequenos gestos de cuidado com o próximo: uma lembrança, um chocolate, um mimo delicado.
Seu nome fala sobre sua essência, Flora, que há 20 anos floresce e faz florescer, junto a uma enorme rede de profissionais do desenvolvimento, o Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social. Nesse dia 17 de maio, data em que essa fonte completa, oficialmente, 20 primaveras, comemoramos com uma logomarca especial e relembrando/projetando a história dessa organização, a partir da voz de quem esteve presente durante todo esse período.
Flora Lovato contou sobre o passado e realizações. Mas também tratou de perspectivas para o futuro organizacional, em um momento ainda difícil para projeções futuras no campo social.
De especial para esse momento, Flora carrega sua voz em sintonia com as de outras quatro mulheres comprometidas com a missão do Instituto Fonte, sua renovação e seu olhar profundo para a prática social reflexiva como proposta de intervenção e aprendizagem.
Vinte anos de parceria entre Flora e Fonte. Vinte anos de Fonte contados por Flora. Vinte anos de Flora contados pelo Fonte.
De onde chego…
Eu chego no Instituto Fonte no fim dos anos 90. O contexto externo era muito propício à inserção das empresas, das iniciativas privadas e fundações no setor social. Havia uma necessidade em aprender a dialogar com as organizações sociais e era comum a indagação, pelo mundo corporativo, sobre a capacidade de gestão das organizações.
A entrada das empresas no setor social traz recursos e vem também atrelada à capacitação das ONGs em sua gestão, e esse foi meu viés profissional naquele momento. Eu trabalhava para que as organizações aprimorassem a sua gestão.
Logo depois, quando o Instituto Fonte se funde com o Instituto Christophorus, tenho contato com uma nova visão de mundo, que olha para as trajetórias das organizações e aponta como maior desafio para elas a compreensão em torno de seu próprio caminho, para que o próximo passo desta trajetória seja dado com assertividade, com correção, com primor. Eu saio de um lugar onde a gestão era o centro e vou para outro no qual a gestão transforma-se em mais uma ferramenta para o desenvolvimento. A partir daí, faço vários cursos e formações para me apropriar desse novo jeito de olhar o mundo e compreender as organizações. E a transformação que eu percebia em mim, assim como nas organizações com as quais eu trabalhava, era muito maior do que aquele que percebia ao trabalhar apenas a partir da qualificação de sua gestão.
20 anos praticando o desenvolvimento de organizações
Nesses 20 anos, o Instituto Fonte realizou muito em consultorias, desenvolveu programas de formação e foi uma organização bem inovadora na abordagem que adotou para seus diferentes campos de atuação.
O Profides: profissão desenvolvimento, que está entrando em sua décima edição, inspirou vários participantes a criarem também iniciativas a partir desse olhar social de desenvolvimento, sobre as organizações e o contexto social.
Preparando atividade do Profides 3, em 2008
Acho que devo falar do GRA – Grupo Recife de Aprendizagem como um grupo do Nordeste e que carrega a identidade do Profides, com integrantes das edições II, IV e VIII, e que hoje é um coletivo muito sólido capaz inclusive de organizar uma Pós-Graduação sobre a prática social reflexiva, a primeira no Brasil. É um grupo que se forma como desdobramento de um programa do Fonte, de uma prática do Fonte e que permanece unido para praticar, no Nordeste. E é importante diferenciar essa natureza de identidade, do qual emerge também um Fonte no mundo que acontece a partir desses coletivos que surgem livremente. Um Fonte que se viu multiplicado em diversas outras iniciativas.
Então, acho que o Profides e o Artistas do Invisível são programas muito inovadores, que vão servir de semente ou inspiração para outras iniciativas como o Instituto Geração, o Programa Lidera, da Ação Empresarial para a Cidadania, e vários outros projetos.
O Artistas do Invisível consolida um grupo de pessoas aqui no Brasil que vem sendo o que hoje a gente chama de profissional da prática social reflexiva, que cria uma dinâmica, com disciplina e rigor, voltada para seu próprio desenvolvimento como processo para que o mundo e as organizações também possam se transformar. Vale lembrar que a Noetá foi um parceiro importante no desenvolvimento de novas turmas do Artistas e em outras atividades, como na oficina do Ativismo Delicado.
Para ajudar organizações a ajudarem o mundo a mudar, o próprio praticante tem que contribuir com seu próprio desenvolvimento.
Consultorias: prática, aprendizagem e desenvolvimento
Outro ponto muito inovador e inspirador veio das consultorias, realizadas por esse corpo muito sólido de consultores para os mais diversos tipos de organizações, empresas, a ponto de precisarmos expandir o grupo inicial. Em um determinado momento, ganhamos força e presença no campo social e ficou difícil cuidar do tamanho que o Fonte adquiriu e acabamos perdendo vitalidade institucional dentro daquele formato de atuação.
Facilitando reunião de planejamento na Liga Solidaria
Hoje, o grupo de pessoas que está no Fonte são cinco mulheres que têm em comum o fato de terem participado de um programa de pós-graduação dentro da prática social reflexiva e possuem o desejo de continuar fazendo uma diferença significativa no mundo por meio do Fonte.
O Fonte, como organização, precisa ser um esteio. Precisa praticar dentro de si o que ele faz para fora. O que a gente prega para os nossos clientes e para os nossos parceiros também deve viver dentro do Instituto Fonte, como organização.
As publicações sempre tiveram relevância na trajetória do Instituto Fonte. O primeiro grande marco é a Coleção Gestão e Sustentabilidade, um conjunto de livros que fez diferença em um momento em que havia pouca publicação voltada para organizações da sociedade civil ou que tratasse desse tema de forma específica para as ONGs. Alguns livros dessa coleção foram reeditados três vezes. Vários ainda continuam sendo usados como referência, seja no trabalho, seja em pesquisa. O ICE – Instituto de Cidadania Empresarial – que também comemora 20 anos em 2019, foi a organização que acreditou nesse trabalho e apoiou financeiramente sua realização.
O ICE também apoiou o Projeto Gestão, que realizamos na mesma época, com 25 instituições que viveram significativos processos de desenvolvimento, envolvendo desde sua governança até sua comunicação, mobilização de recursos e gestão financeira. O apoio do ICE nessa fase inicial foi crucial para o fortalecimento das ONGs e para a construção do vínculo entre elas e a iniciativa privada que começava a dar passos mais consistentes no campo social. Nossa crença nessa época, e que continua até hoje, é a de que com as publicações podemos alcançar pessoas e grupos que, de outra forma, não teriam acesso a esse conhecimento.
No caminho da construção de processos a partir da “prática social reflexiva”, houve uma parceria que marcou toda nossa história e que começa ainda com o Cristophorus. Nesses 20 anos, construímos muitos diálogos com Allan Kaplan e o Proteus (organização criada e gerida por Allan e Sue Davidoff na África do Sul). A primeira coisa que ele faz conosco é nos ajudar a cuidar do Fonte.
Uma outra coisa foi a inspiração e o apoio que ele nos deu no desenho do Profides, e do Artistas do Invisível, este último a pedido de Marina Magalhães, que era nossa colega de Fonte na época. Com esses programas nossa relação se fortalece e ele se aproxima de outros outros atores aqui no Brasil. Claro que ele caminha com as próprias pernas, mas a gente, de certa forma, vai abrindo canais para outras organizações, outras pessoas dialogarem com Allan e sua teoria.
Esta é uma reunião de planejamento, em 2004, conduzida por Allan
Essa parceria foi crescendo e hoje três grupos de pessoas concluíram o Artistas. Realizamos várias oficinas em diferentes cidades do país e inclusive a série Delicado Ativismo em que Ana Biglione, da Noetá, foi parceira. E mais recentemente realizamos um programa de pós-graduação no Recife a partir da iniciativa do GRA – Grupo Recife de Aprendizagem, certificado pela Alanus University. As parcerias com o GRA e com a Noetá ainda frutificam e com elas vamos criar outras propostas bem sólidas para o futuro.
Avalio que juntas, essas organizações (Proteus, Fonte, GRA e Noetá) estão batalhando muito para que no Brasil se tenha um corpo de profissionais, praticantes sociais reflexivos, além de estarem ajudando esse corpo a se reconhecer e a se fortalecer.
O Fonte e o agora…
Allan contribuiu muito com toda nossa trajetória e achamos importante contar novamente com ele em 2018. Ele nos fez duas perguntas cruciais: se o Fonte ainda poderia fazer sentido para o mundo e, em fazendo, se haveria um grupo dentre nós que aceitaria colocar energia e empenho em renová-lo.
Entendemos que se a organização fosse continuar ela só valeria continuar se ela fizesse sentido para o mundo, se a gente de fato visse que iríamos fazer algum tipo de diferencial para as organizações e para o campo social. Tudo que a gente quer estar falando pra fora era algo que precisava renascer, uma fogueira que precisaria ser reacendida dentro do próprio Fonte. Teve um trabalho conjunto, como Fonte, de aprendizagem e ter a disciplina em torno dessa prática como central. Tanto no trabalho que a gente faz no mundo, como no trabalho que a gente faz pra dentro do próprio Fonte. Isso significa, primeiro, assim como dizemos pro nosso cliente, vamos observar a sua organização, o que está acontecendo, quais são os fatos, quais são os padrões seguidos ou criados, era necessário que a gente também olhasse pra esses aspectos dentro do Fonte: quais são os sinais da nossa prática? Como podemos cuidar do que parece que está se estagnando? Onde parece que tem vida e como a gente pode cuidar da vida?
Encontro de planejamento do Fonte, em setembro de 2018 na Serrinha após decisão das cinco mulheres.
As cinco mulheres que compõem o Instituto Fonte acreditaram e acreditam nisso. Além de terem participado conjuntamente da Pós-Graduação em Prática Social Reflexiva, partilham a crença de que organizações como o Instituto Fonte foram e continuam sendo relevantes no contexto social, particularmente hoje. Por isso, decidiram renovar a organização, mantendo inclusive alguns de seus programas. O Profides iniciou agora sua décima turma. Em breve, o conhecimento construído em torno dessa prática ao longo destes 20 anos também será disponibilizado com nossa escrita. Será uma publicação autoral, sobre nossas reflexões e aprendizagens e sobre esse jeito de atuar no mundo a partir de nossa própria experiência.
O mundo do Fonte e o mundo
Aqui no Brasil estamos vivendo um momento muito singular. Eu acho que em raros momentos vi tanto acirramento de forças acontecendo, tão baixa capacidade de diálogo, e vi tão pouca capacidade de as pessoas compreenderem o sentido do que elas mesmas estão fazendo e do que está emergindo no país, para o significado deste momento, principalmente em termos de políticas públicas: o que significa um programa como o Escola sem partido, o que significa acabar com o SUS entre tantas outras possíveis perguntas que poderia lançar. Enfim, acho que estamos com pouca capacidade de compreensão e de leitura sobre o sentido de nossas escolhas. E cada vez menos com capacidade de conversar, de dialogar, de ouvir, de se ouvir, de se compreender, e também de compreender o outro. Acho que nesse momento tem muita incompreensão.
Esse contexto mais amplo me diz que organizações como o Fonte, que ajudam outras a construir sentido sobre o que vem fazendo, a refletir e assumir consequências pelas escolhas que vem assumindo, de como seu jeito de pensar afeta e produz coisas no mundo, ainda são necessárias. Sinto que o mundo está dizendo que quem contribui para a criação de sentido e significado tem espaço para atuar no mundo.
Acho que também está sendo dito pelo mundo, pelas organizações, que esse não é o momento de atuação isolada. Não é o momento de se fazer coisas sozinhos, é o momento de se fortalecer nesse espírito de “ninguém solta a mão de ninguém”. A gente quer muito fazer junto a outras pessoas e com outras organizações… e uma dessas, por exemplo, é o Ficas, com quem estamos compartilhando sua casa e com quem estamos desenhando projetos novos. Queremos fazer junto com outras organizações, como Noetá e o GRA, com quem já trabalhamos, mas também com novas. Eu acho que a gente precisa fazer junto para criar o novo, o futuro que imaginamos e queremos.
Para comemorar os 20 anos, o Fonte planejou uma série de entrevistas mensais sobre temas e ações importantes no contexto do desenvolvimento social de organizações e profissionais.
Cada rede social institucional vai contar com diferentes formas de publicações, que nos ajudarão a contar essa história para parceiras/os, amigas/os e outras pessoas interessadas na trajetória do Instituto Fonte.
Venha com a gente. Gostaria de escrever, lembrar, contar alguma história vivida conosco, enviar fotos de formações, escreva e mande para contato@institutofonte.org.br.
Facilitando reunião de planejamento na Liga Solidaria
Facilitando encontro de avaliação do Programa Proniño da Fundação Telefônica, na Espanha
Profides 3, com Alexandre Randi, no Centro Paulus, em dezembro de 2003
Reunião de planejamento, em 2004, conduzida por Allan.
Reunião de planejamento, em 2004.
No Profides 4, em 2010..
Facilitando a observação de plantas no Profides 4, em 2010.
Preparando atividade do Profides 3, em 2008.
Em aula de geometria projetiva conduzida por Allan Kaplan com meus colegas do Fellowship do CDRA, em 2005.
Numa reunião de planejamento do Fonte, em 2004
Preparação para contar história no Profides 6, em 2012.
Numa festa de confraternização do Instituto Fonte.
No Profides 10, em 2019.
No Profides 10, em 2019.
Encontro de aprendizagem da equipe do projeto Escola da Juventude, 2017.
Equipe do Artistas do Invisível em reunião durante um dos módulos, 2017
Facilitação de encontro de avaliação do programa São Paulo pela Primeiríssima Infância, realizado pela Fundação Maria Cecília de Souto Vidigal – encontro realizado em Votuporanga, em 2017
Encontro de planejamento do Fonte, em setembro de 2018 na Serrinha após decisão das cinco mulheres.
Encontro da equipe de facilitação do Programa Blend, realizado pela Fundação Otacílio Coser, em 2018
Aristides no Centro Paulus, em 2016
Congresso do GIFE, em 2016
Workshop da Pós Graduação em Prática Social Reflexiva realizado no Centro Luiz Freire em Olinda, 2017
Os últimos encontros do Programa Escuta Nordeste aconteceram no mês de março, com organizações do Ceará: o Centro de Estudos e Assistência às lutas do/a trabalhador/a rural (Cealtru), Associação Santo Dias e o CEU – Condomínio Espiritual Uirapuru, de Fortaleza e a Associação dos Remanescentes de Quilombo da Comunidade Povoado Boqueirão do Arara e a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Baixa das Carnaúbas, de Caucaia.
O tema da mobilização de recursos tem sido recorrente e esteve presente nesses encontros, mas é importante destacar que houve pontos que retornam, agora em 2019, para a pauta temática dessas organizações e que vão influenciar, diretamente, suas ações: a luta de terras, no caso da Associação Quilombola, e a fome, na Associação Baixa das Carnaúbas.
Suzany Costa, consultora do Instituto Fonte. Ao fundo, muita reflexão e trabalho!
Os encontros presenciais fazem parte da primeira etapa do Escuta Nordeste e consistem em uma intervenção relacionada a questões apontadas previamente. A segunda etapa é a elaboração de um artigo (analítico) sobre o conjunto das escutas das organizações selecionadas. Por fim, a terceira fase é a realização do Lab Escuta Nordeste, um momento de retorno, interação e trocas entre essas e outras organizações e seus temas. Está programado para o início do segundo semestre de 2019.
O Escuta NE é uma iniciativa pró-bono do Instituto Fonte, que apoia organizações sociais por meio da facilitação diferenciada e com novas reflexões sobre suas próprias práticas. Nesta edição, o projeto contou com a parceria do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA).
Um programa para fomentar uma prática política reflexiva para sermos, hoje, artistas criadores da nação democrática e sustentável do amanhã.
O Ser Político é um programa para um mergulho profundo no político que vive em cada um de nós, despertando habilidades para agirmos conscientes dos efeitos de nossas ações sobre um mundo que é vivo, complexo e que pede responsabilidade para transformá-lo.
O programa se propõe a promover o desenvolvimento:
de um pensar próprio para agir em liberdade, no qual este Ser Político conduza a si mesmo como agente criador de uma sociedade democrática e sustentável, em colaboração.
de habilidades perceptivas e sociais para a qualidade da intervenção política, por meio de atividades de observação, da natureza e de situações sociais reais, e de práticas meditativas, artísticas e de escrita.
da capacidade de se estabelecer relações de confiança na diversidade e na divergência para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
de lideranças políticas – dentro e fora do sistema político – com potencial de inovação para incidir nas agendas e nos processos de formulação e implementação de políticas públicas.
de relações de confiança na diversidade e na divergência, para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
Para quem?
Um programa para pessoas que atuam ou se sentem chamadas a atuar politicamente e sejam questionadoras da qualidade de sua incidência.
Fundamentos e abordagem
O programa se fundamenta na compreensão de que os processos sociais são fenômenos vivos e cada indivíduo é parte ativa da situação na qual está inserido.
Neste caminho da aprendizagem, a experiência do participante é o principal referencial para que um novo tipo de consciência emerja da compreensão dos processos naturais e sociais. Para tanto, serão conduzidos exercícios de leitura, observação, artísticos e de escrita na busca por um desenvolvimento auto reflexivo acurado e disciplinado.
O Programa apoia-se na Prática Social Reflexiva (PSR), uma abordagem cunhada pelo The Proteus School of Reflective Social Pratice e propagada no Brasil, desde 2002, pelo Instituto Fonte. Trata-se de uma prática de profunda sensibilidade social, baseada na compreensão de que o mundo das relações sociais é tão vivo e emergente quanto qualquer organismo. Sua referência é a fenomenologia de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), desenvolvida para enxergar as profundezas do mundo vivo, adaptando o pensamento para que ele se torne um órgão de percepção da vida.
Formato do programa
Imersão
O programa será de imersão, em quatro (4) módulos com duração de quatro (4) dias cada. Durante cada módulo, os participantes ficarão hospedados no mesmo local da realização do programa. Em cada intervalo entre os módulos haverá uma sessão de mentoria para o acompanhamento dos participantes.
A prática política ancorada na observação atenta da realidade requer tanto a imersão nessas realidades, para enxerga-las e senti-las de perto, como também um distanciamento da posição em que costumamos estar como observadores, nos deslocando para outras posições de ponto de vista.
Em um país diverso como o Brasil, as realidades são muitas e maiores ainda os pontos de vista.
Para instigar a observação consciente das relações que se estabelecem em diferentes contextos, os quatro (4) módulos do percurso formativo serão divididos entre duas capitais simbólicas do Brasil contemporâneo: São Paulo, símbolo do desenvolvimento econômico e do Brasil industrializado; e Recife, símbolo do nascimento da sociedade brasileira miscigenada, ocidentalizada e politizada.
DATA
LOCAL
Módulo 1
01 a 04 de Agosto/19
Recife/PE
Módulo 2
03 a 06 de Outubro/19
São Paulo/SP
Módulo 3
06 a 09 de Fevereiro/20
Recife/PE
Módulo 4
21 a 24 de Maio/20
São Paulo/SP
Conteúdo do programa
Módulo I: O Ser Político.
O Programa inicia-se com ênfase no desenvolvimento de faculdades centrais da Prática Social Reflexiva: qualidades da atenção, da consciência e da abertura. Expande no participante suas habilidades perceptivas, levando-o a ter um olhar cada vez mais atento sobre si, o mundo e as relações que se estabelecem entre estes. O aprendizado permite que o participante reconheça o que sua ação mantém, fortalece e transforma no mundo.
Trabalho escrito (entre módulos): Eu político (1500 palavras)
Módulo II: A complexidade no fazer político.
Este módulo busca ampliar a compreensão da complexidade presente na paisagem política – polaridades, contradições, relações – reconhecendo um mundo vivo, de conexões e constante mudança. A partir do estudo sobre o sistema democrático brasileiro – sistemas de governo e político, forma de organização de Estado, partidos e de controle social – promoverá a investigação de situações vivenciadas pelos participantes e também por convidados, provocando a busca pela compreensão sobre a qualidade da intervenção política própria de cada um.
Módulo III: Uma prática servidora.
O foco é compreender os desafios do exercício do poder ao colocar sua vontade no fazer politico. O participante irá vivenciar 24h da rotina de uma família em comunidade em situação de vulnerabilidade e risco social e ambiental. Esse módulo pedirá abertura do participante para que dê dois passos para dentro de si em busca dos padrões e forças motrizes que orientam sua ação. Um mergulho radical, luz e sombra, numa dança de aprendizagem em busca da real mudança capaz de sustentar e honrar o poder que é outorgado pela representação.
Trabalho escrito (entre módulos): O Ser Político (1500 palavras)
Módulo IV: Uma politica autêntica
O percurso de desenvolvimento culminará no reconhecimento sobre o que se transforma na prática política de cada um e o que emerge no caminhar da vida politica do grupo de participantes. Estes, conscientes de que cada um é corresponsável pela criação das realidades coletivas, irão em busca de se maravilhar com o que quer nascer da relação do grupo e que seja capaz de se sustentar na complexidade do fazer político autêntico para, assim, propagarem uma prática política reflexiva.
Coordenação Pedagógica
André Previato é natural de São Paulo/SP, onde reside, tem atuado nos últimos quatro anos com empreendedorismo cívico voltado ao aprimoramento da democracia, em especial na RAPS – Rede de Ação Política pela Sustentabilidade e no AGORA!. Nesse período se envolveu ativamente em candidaturas de renovação alinhadas ao desenvolvimento sustentável. É mestre pela London School of Economics and Political Science (LSE), especialista em Direito Econômico pela GV-Law e graduado em Direito pela PUC-SP. Certificou-se como mediador pela CEDR e pela FIESP.
Dalva Correia é natural de Recife/PE, onde reside, e atua na gestão pública do município em diferentes políticas públicas, atualmente com foco no envelhecimento e como consultora em processos de Desenvolvimento Institucional (DI), além do empreendimento do “O Ser Político” como proposta de formação para novas lideranças. É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco especialista em processos de facilitações grupais com ênfase nos referenciais da Prática Social Reflexiva e Pedagogia Social.
Denise Castro é ativista e facilitadora de processos multissetoriais. Líder da Rede de Ação Politica pela Sustentabilidade (RAPS). Se desenvolveu como gestora organizacional no terceiro setor, articuladora e estrategista, adquirindo experiência na gestão pública por meio da relação público-privada. Atua no desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de transformação social. Desenha e empreende programas de aprendizagem com abordagem inovadora a partir da prática da pessoa e de um olhar sensível e integrado a natureza. É uma das idealizadoras e empreendedoras da oficina de aprendizagem O Ser Político, concebida para contribuir com o desenvolvimento de novas lideranças políticas. Pós-graduada em Prática Social Reflexiva pelo Instituto de Filosofia da Inovação Social da Alanus University em Bonn e Graduada em Ciências Biológicas pela PUC-CAMPINAS.
Organização
O programa é organizado pelo Grupo Recife de Aprendizagem (GRA) e o Instituto Fonte em meio ao contexto político do país que nos desafia a ressignificar nossa prática. Esta é mais uma atuação conjunta entre esses dois atores que reúnem profissionais com forte experiência em formação. O GRA e Instituto Fonte também estiveram juntos no Escuta NE, na Pós-graduação em Pratica Social Reflexiva e no Profissão Desenvolvimento.
Grupo Recife de Aprendizagem: Coletivo de 14 lideranças com atuação nos setores governamental, empresarial e da sociedade civil organizada. Desde 2006, essas lideranças vêm experimentando na sua prática profissional os princípios e a abordagem de desenvolvimento baseada na premissa de que os processos sociais são orgânicos e dinâmicos. Dessa forma, vêm exercendo um papel transformador nos campos da defesa de direitos, meio ambiente, criança e adolescente, responsabilidade empresarial, investimento social privado, educação popular, dentre outros.
Instituto Fonte: Organização da sociedade civil brasileira que, há 20 anos, facilita processos de desenvolvimento social, ajuda indivíduos a compreenderem e aprofundarem sua atuação e apoia a sustentabilidade de comunidades, grupos e iniciativas sociais.
Inscrições
A política trata da convivência entre diferentes que se organizam para objetivos comuns. A riqueza do percurso formativo proposto será tão grande quanto maior a diversidade do grupo. Nesta perspectiva, a coordenação cuidará para que o custo do Programa não seja impeditivo para a formação de um grupo diverso, que o potencialize.
Todas e todos que se identifiquem com a proposta O Ser Político estão convidados a realizar a inscrição e se engajar no desenvolvimento de ações de mobilização de recursos que estão sendo desenvolvidas. Essa disposição promoverá o comprometimento e a corresponsabilização financeira do grupo, inclusive para a obtenção de fontes alternativas de financiamento.
O Programa tem a intensão de que sua dimensão econômica faça parte do processo de desenvolvimento. Desde as inscrições, a coordenação dará transparência ao orçamento geral e trará à tona a reflexão sobre a relação entre os padrões valorativos dominantes e nossa situação social de desigualdade.
Inscrições encerradas.
A coordenação fica à disposição para responder a eventuais dúvidas pelo email: contato@institutofonte.org.br
O Instituto Fonte tem a alegria de apresentar as organizações selecionadas para o Escuta Nordeste 2018.
CEARÁ
Centro de Formação e Assessoria da Mulher – Elofeminista
Associação Condomínio Espiritual Uirapuru – CEU
Associação dos Remanescente Quilombolas comunidade povoado Boqueirão da Arara
Centro de Estudos e Assistência às lutas do/a Trabalhador/a Rural – CEALTRU
Associação Santo Dias
Associação Baixa das Carnaúbas
PERNAMBUCO
Em cena arte e cidadania
Associação Pedagógica Waldorf do Recife
Queremos parabenizar as organizações selecionadas e agradecer, com muito carinho, a cada inscrição recebida.
Essa é uma atividade institucional pró-bono, que nessa edição conta com a parceria do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA). As instituições selecionadas serão responsáveis apenas por eventuais despesas de hospedagem, alimentação e transporte.
Além da atividade de escuta e aprendizagem organizacional, as facilitadoras irão organizar três LABs Escuta NE e produzir um novo artigo sobre o processo junto a essas novas organizações.
Conheça as consultoras e idealizadores do Escuta Nordeste:
Helena Rondon – Consultora e facilitadora de processos, associada ao Instituto Fonte desde 2007 e membro do colegiado gestor. Mestra em Gestão Pública pela UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Profissional de comunicação, especialização em marketing na ESPM-SP e em Fund Raising pela Indiana University Center on Philanthropy em parceria com Instituto Procura – México. Participante da Pós-Graduação “Reflective Social Practice” realizada pelo The Proteus Initiative de Cape Town, África do Sul, em parceria com o Crossfields Institute, de Londres, na Inglaterra e a Alanus University de Bonn, Alemanha. Atuou por 15 anos no setor privado e desde 1999 vem atuando no Terceiro Setor. Coordenou a área de Mobilização de Recursos dos Doutores da Alegria – Recife e foi coordenadora executiva da Aliança INTERAGE. Professora dos módulos de Mobilização de Recursos, comunicação, MKT Social e planejamento estratégico do curso de extensão da FCAP – Faculdade de Ciências e Administração de Pernambuco da UPE e da pós-graduação de Gestão do Terceiro Setor da Universidade Mackenzie(PE) e do IPOG(GO). Mora em Recife (PE). Contato: helena@institutofonte.org.br
Saritta Falcão Brito – Consultora associada desde 2012, tem trabalhado com facilitação de processos de planejamento, comunicação, sistematização e aprendizagem de adultos. Preside o Conselho Deliberativo da Fundação Mamíferos Aquáticos e faz parte do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA), que realiza iniciatvias para disseminar a Prática Social Reflexiva no campo acadêmico. Antes de ingressar no Instituto Fonte, foi superintendente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania, criado pelo Programa LIP – Leadership of Philantropy (Fundação W.K Kellogg), onde coordenou o Programa Lidera – Programa para Lideranças Empresariais Sustentáveis, o Programa Parcerias entre Empresas e Ongs e o primeiro Seminário Internacional de Cidadania Empresarial e Negócios Sociais. Possui formação em Administração de Empresas e especializações focadas em desenvolvimento de índivíduos e organizações, onde se destaca o PROFIDES: A Arte e o Ofício de Ajudar o Mundo a Mudar (Instituto Fonte) e o III Social Leadership Seminar (Laspau, Cambridge – MA/EUA). Atualmente é pós-graduanda no programa “Reflective Social Practice”, pelo Crossfields Institute (UK) e Alanus University, em Bonn, Alemanha. Mora em Olinda (PE). Contato: saritta@institutofonte.org.br
Suzany Costa – Consultora e facilitadora de processos, graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará, atua no campo social desde 1992 em projetos e programas em áreas rurais e urbanas no nordeste do Brasil, especialmente para gestão e desenvolvimento organizacional, juventude, formação para lideranças sociais. Atuou na gestão de projetos, programas e organizações não governamentais durante 14 anos. Consultora associada do Instituto Fonte desde 2015. Mora em Fortaleza/Ceará. Contato: suzany@institutofonte.org.br
Os três primeiros selecionados recebem um prêmio e apresentam suas iniciativas em novembro, na Itália
A Escola da Juventude está entre os 13 finalistas do Prophetic Economy Award (Prêmio de Economia Profética). Esta competição é parte do evento internacional Economia Profética 2018, que acontecerá em Castel Gandolfo, Itália, de 2 a 4 de Novembro.
Os três vencedores, que serão apresentados até o final deste mês, recebem um prêmio e terão os custos de viagem e hospedagem cobertos para apresentarem seus projetos durante a atividade na Itália. A proposta pretende dar visibilidade e reconhecimento aos diversos agentes de mudança que, guiados por uma visão ousada, somada à inventividade, ao diálogo e à criatividade, desenvolvem soluções sustentáveis para os problemas ambientais e sociais do nosso tempo.
Os projetos precisam seguir uma abordagem integral, envolvendo desenvolvimento econômico e, ao mesmo tempo, inclusivo e sustentável, ou seja, com proposta para garantir a dignidade de cada pessoa, respeitando os limites ambientais. A competição é organizada colaborativamente com a Economia de Comunhão (Movimento dos Focolares – PAFOM), ATD Forth World, Associação Papa João XXIII, Comunidade Nomadelfia, Slotmob, Movimento Climático Global Católico, World of community and family e Teens4Unity.
Escola da Juventude: Curso de Empreendedorismo Social é um projeto do Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social, realizado em parceria com a Fundação Arconic, Ponto Cidadão, Polo Ginetta, Escritório do Empreendedor de Igarassu e a empresa Itamaracá Transportes.
O projeto se propõe a ser um espaço de formação para 40 jovens, na faixa etária de 16 a 29 anos e trabalha habilidades sociais, ajuda a desenvolver capacidades de liderança, protagonismo e empreendedorismo. Além disso, as formações procuram valorizar as potencialidades da juventude, como criatividade e idealismo, para favorecer um olhar empreendedor capaz de promover seu próprio desenvolvimento e da comunidade.
Helena Rondon, idealizadora e coordenadora da ação, conta que foi uma grande alegria fazer parte dos 13 finalistas. “Isso representa o reconhecimento da força e da vontade da juventude local em criar seu próprio projeto / trabalho e renda e abrir possibilidades para que a comunidade onde vive possa desenvolver-se”, conta.
Nesta edição, a “Escola da Juventude – Curso de Empreendedorismo Social” abordou temas para cultivar, despertar ou impulsionar qualidades e habilidades empreendedoras capazes de influenciar e promover o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável. A ideia consiste em estimular a participação cidadã e o empreendedorismo, a partir de abordagens comuns ao Instituto Fonte, como a descoberta do potencial de cada jovem e do fazer em grupo, com olhar sensível para o processo de desenvolvimento do contexto em que vivem. “A visibilidade e quiçá o recurso
financeiro deste premio vai ajudar a colocar de pé, a tornar esses sonhos uma realidade. São 11 projetos que estão aguardando uma chance para mudar vidas”, completa Helena Rondon.
Assista ao vídeo do projeto
Ainda é possível participar do evento. Veja mais informações em:
Prophetic Economy Event: www.propheticeconomy.org
O objetivo da Escola da Juventude é o de criar um ambiente propício para que jovens
possam conhecer e aprofundar suas compreensões sobre suas comunidades e a complexidades das relações e questões que a permeiam;
possam conhecer e discutir sua própria condição de jovem, o papel de cada um face ao seu próprio desenvolvimento e face ao desenvolvimento de suas comunidades;
tenham espaços para descobrir e aprimorar suas capacidades e habilidades de liderança e de empreendedor, colocando-as a serviço de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade, e
tenham oportunidades de se experimentarem e melhores condições de atuar, em suas próprias vidas, com a plenitude de seus potenciais.
criem e desenvolvam seu projeto para atuar no mundo de forma empreendedora.
Sobre a região
De acordo com o censo demográfico de 2010 do IBGE, a população da região da Mata Norte do Estado de Pernambuco conta com um total 30.635 jovens na faixa etária de 16 a 29 anos. No entanto, a maioria dos projetos realizados na região contempla outros públicos, prioritariamente crianças.
As alternativas de educação profissionalizante (Cursos do SENAC e do IFPE – Instituto Federal de Pernambuco) surgiram para contribuir no preenchimento das oportunidades de trabalho e renda oferecidos pelas empresas estabelecidas na região nos últimos anos.
A transformação econômica radical aconteceu com a implantação do Polo
Industrial de Goiana, que inclui a indústria, farmacoquímica, vidreira e automotiva. A intensa transformação ocorre, principalmente, pela chegada da nova fábrica de automóveis da Fiat. É uma região de forte cultura canavieira, que teve nos últimos seis anos seu PIB elevado em 203%.
O projeto acontece em parceria com funcionários da empresa Arconic (por meio da Fundação Arconic) e o apoio da organização Ponto Cidadão e a empresa Itamaracá Transportes.
Diante do emaranhado de mudanças que vimos assistindo no cenário político-institucional do país, do seu impacto na desconstrução de programas sociais e retrocesso na conquista de direitos, nos pareceu importante abrir um ambiente de ‘ouvidoria Fonte’. Algo que nos ajudasse e às organizações a ver mais sobre o momento e seus desdobramentos. Algo que apresentasse aos atores sociais de Pernambuco, Ceará e Alagoas o diferencial desse jeito do Instituto Fonte de atuar”.
Saritta Falcão Brito, consultora do Instituto Fonte
A partir dos resultados alcançados em 2017, o Instituto Fonte lança a segunda edição do Projeto Escuta Nordeste, que busca apoiar as organizações diante da atual conjuntura política-econômica-social do país, por meio de escuta e facilitação diferenciada, com perguntas capazes de gerar novas reflexões sobre suas práticas.
Proposto pelas consultoras Helena Rondon (PE), Saritta Falcao Brito (PE) e Suzany Costa (CE), o Escuta NE tem o propósito de oferecer uma oportunidade de aprendizagem organizacional sobre uma situação real que a organização queira entender e encontrar soluções para lidar melhor com ela. Além de oferecer também uma abordagem metodológica que poderá ser multiplicada por um grupo estratégico, para outros temas e equipes desta organização.
As consultoras atuarão em duplas para apoiar o grupo de representantes na identificação de:
quais elementosatuam nessa situação?
que compreensões emergem ao revisitá-los juntos?
que motivação isso gera em cada um?
o que pode ser diferente numa próxima situação?
As organizações interessadas em participar do Escuta/NE deverão responder o formulário sobre qual a situação-problema que querem estudar e indicar uma proposta de data e horário para reunir a equipe envolvida, por até 4 horas, no período de 20 DE SETEMBRO à 15 DE NOVEMBRO de 2018.
As organizações devem estar cientes de que somente os honorários das consultoras são pró-bono e que despesas de deslocamento, hospedagem (se necessário) e alimentação são de responsabilidade das organizações contempladas.
Além desta atividade de escuta e aprendizagem organizacional, as facilitadoras irão organizar três LABs Escuta NE e produzir um novo artigo sobre o processo junto a essas novas organizações.
Serão contempladas 18 organizações e, devido à parceria com o Grupo Recife de Aprendizagem (GRA), ampliamos a área geográfica, incluindo as organizações de Alagoas, além de Pernambuco e Ceará. O resultado será divulgado no site do Instituto Fonte em 15 de setembro.
O Escuta NE foi um momento bem prazeroso, que a gente pode realmente se escutar e rever alguns processos que estávamos fazendo, principalmente na área da mobilização de recursos. O momento com as organizações reunidas foi mais um de fortalecimento, de ver o nosso conjunto e que estamos nos mesmos processos, nós organizações que integramos o movimento social. O projeto é louvável, tanto o momento na instituição, como todos reunidos pra fazer esse alinhavar da escuta. Foi um momento de escutar, de poder dizer novas possibilidades e, além disso, foi interessante, revigorante e prazeroso”.
Fátima Pontes, mestre em Educação e coordenadora Executiva da Escola Pernambucana de Circo.
Conheça as consultoras…
Helena Rondon – Consultora e facilitadora de processos, associada ao Instituto Fonte desde 2007 e membro do colegiado gestor. Mestra em Gestão Pública pela UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Profissional de comunicação, especialização em marketing na ESPM-SP e em Fund Raising pela Indiana University Center on Philanthropy em parceria com Instituto Procura – México. Participante da Pós-Graduação “Reflective Social Practice” realizada pelo The Proteus Initiative de Cape Town, África do Sul, em parceria com o Crossfields Institute, de Londres, na Inglaterra e a Alanus University de Bonn, Alemanha. Atuou por 15 anos no setor privado e desde 1999 vem atuando no Terceiro Setor. Coordenou a área de Mobilização de Recursos dos Doutores da Alegria – Recife e foi coordenadora executiva da Aliança INTERAGE. Professora dos módulos de Mobilização de Recursos, comunicação, MKT Social e planejamento estratégico do curso de extensão da FCAP – Faculdade de Ciências e Administração de Pernambuco da UPE e da pós-graduação de Gestão do Terceiro Setor da Universidade Mackenzie(PE) e do IPOG(GO). Mora em Recife (PE). Contato: helena@institutofonte.org.br
Saritta Falcão Brito – Consultora associada desde 2012, tem trabalhado com facilitação de processos de planejamento, comunicação, sistematização e aprendizagem de adultos. Preside o Conselho Deliberativo da Fundação Mamíferos Aquáticos e faz parte do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA), que realiza iniciatvias para disseminar a Prática Social Reflexiva no campo acadêmico. Antes de ingressar no Instituto Fonte, foi superintendente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania, criado pelo Programa LIP – Leadership of Philantropy (Fundação W.K Kellogg), onde coordenou o Programa Lidera – Programa para Lideranças Empresariais Sustentáveis, o Programa Parcerias entre Empresas e Ongs e o primeiro Seminário Internacional de Cidadania Empresarial e Negócios Sociais. Possui formação em Administração de Empresas e especializações focadas em desenvolvimento de índivíduos e organizações, onde se destaca o PROFIDES: A Arte e o Ofício de Ajudar o Mundo a Mudar (Instituto Fonte) e o III Social Leadership Seminar (Laspau, Cambridge – MA/EUA). Atualmente é pós-graduanda no programa “Reflective Social Practice”, pelo Crossfields Institute (UK) e Alanus University, em Bonn, Alemanha. Mora em Olinda (PE). Contato: saritta@institutofonte.org.br
Suzany Costa – Consultora e facilitadora de processos, graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará, atua no campo social desde 1992 em projetos e programas em áreas rurais e urbanas no nordeste do Brasil, especialmente para gestão e desenvolvimento organizacional, juventude, formação para lideranças sociais. Atuou na gestão de projetos, programas e organizações não governamentais durante 14 anos. Consultora associada do Instituto Fonte desde 2015. Mora em Fortaleza/Ceará. Contato: suzany@institutofonte.org.br
As inscrições foram prorrogadas até dia 15 de Setembro, e devem ser feitas no formulário abaixo.