Escola da Juventude: Curso de Empreendedorismo Social é um projeto do Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social, realizado em parceria com a Fundação Arconic, Ponto Cidadão, Polo Ginetta, Escritório do Empreendedor de Igarassu e a empresa Itamaracá Transportes.
Assista ao vídeo sobre a iniciativa e conheça um pouco mais sobre essa rica experiência.
O objetivo da Escola da Juventude é o de criar um ambiente propício para que jovens
possam conhecer e aprofundar suas compreensões sobre suas comunidades e a complexidades das relações e questões que a permeiam;
possam conhecer e discutir sua própria condição de jovem, o papel de cada um face ao seu próprio desenvolvimento e face ao desenvolvimento de suas comunidades;
tenham espaços para descobrir e aprimorar suas capacidades e habilidades de liderança e de empreendedor, colocando-as a serviço de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento de sua comunidade, e
tenham oportunidades de se experimentarem e melhores condições de atuar, em suas próprias vidas, com a plenitude de seus potenciais.
criem e desenvolvam seu projeto para atuar no mundo de forma empreendedora.
Sobre a região
De acordo com o censo demográfico de 2010 do IBGE, a população da região da Mata Norte do Estado de Pernambuco conta com um total 30.635 jovens na faixa etária de 16 a 29 anos. No entanto, a maioria dos projetos realizados na região contempla outros públicos, prioritariamente crianças.
As alternativas de educação profissionalizante (Cursos do SENAC e do IFPE – Instituto Federal de Pernambuco) surgiram para contribuir no preenchimento das oportunidades de trabalho e renda oferecidos pelas empresas estabelecidas na região nos últimos anos.
A transformação econômica radical aconteceu com a implantação do Polo
Industrial de Goiana, que inclui a indústria, farmacoquímica, vidreira e automotiva. A intensa transformação ocorre, principalmente, pela chegada da nova fábrica de automóveis da Fiat. É uma região de forte cultura canavieira, que teve nos últimos seis anos seu PIB elevado em 203%.
O projeto acontece em parceria com funcionários da empresa Arconic (por meio da Fundação Arconic) e o apoio da organização Ponto Cidadão e a empresa Itamaracá Transportes.
Experimentar, vivenciar, escutar sobre a Escuta… Esses foram alguns enfoques do LAB Escuta Nordeste, atividade responsável por encerrar o ciclo de quase dez meses desde o desenho da metodologia, o lançamento do edital, a escolha das organizações, da escuta presencial, da análise atenciosa e da devolutiva vivencial.
O LAB Escuta NE aconteceu em Fortaleza e em Recife e contou com a participação de muitas organizações, tanto aquelas selecionadas pelo edital, assim como outras interessadas no processo e metodologia e também consultores e pessoas interessadas em facilitação.
As dinâmicas foram conduzidas pelas consultoras Helena Rondon, Saritta Falcão Britto e Suzany Costa, com a parceria de Cristiane Félix, integrante do Grupo Recife de Aprendizagem. De acordo com Helena, esse momento teve como propósito reunir organizações e aprender mais sobre o que foi interessante e inovador no processo, assim como angariar sugestões e percepções para a próxima edição.
O exercício proposto serviu para mostrar o que representa o escutar dentro da proposta metodológica do Fonte. “Realizamos um exercício clássico de nossos processos de formação, que se chama ‘falar e ouvir’. Em trios, um participante levanta um assunto, o segundo debate e o terceiro observa o diálogo. A regra é, antes de falar algo novo, repetir o que disse o outro. Nesse processo, o grupo todo observou fenômenos importantes que surgem dessa interatividade”, explicou Suzany.
Como surgiu o Escuta NE?
Proposto pelas consultoras Helena Rondon (PE), Saritta Falcao Brito (PE) e Suzany Costa (CE), o Escuta NE tem como o propósito de oferecer uma oportunidade de aprendizagem organizacional sobre uma situação real que a organização queira entender e encontrar soluções para lidar melhor com ela. Além de oferecer também uma abordagem metodológica que poderá ser multiplicada por um grupo estratégico, para outros temas e equipes desta organização.
“Diante do emaranhado de mudanças que vimos assistindo há pouco mais de um ano no cenário político-institucional do país, do seu impacto na desconstrução de programas sociais e retrocesso na conquista de direitos, nos pareceu importante abrir um ambiente de ‘ouvidoria Fonte’. Algo que nos ajudasse e às organizações a ver mais sobre o momento e seus desdobramentos. Algo que apresentasse aos atores sociais de Pernambuco e do Ceará o diferencial desse jeito do Instituto Fonte de atuar”.
Saritta Falcão Brito, consultora do Instituto Fonte
Construindo percepções
Como a proposta era levantar impressões e também exercitar as escutas com as pessoas, reunimos algumas falas de participantes do LAB Escuta NE no Ceará e também em Pernambuco. Acompanhe algumas reflexões e impressões:
“Estamos em uma loucura em nossas organizações que está difícil a gente se escutar. Eu não participei do processo do Escuta Nordeste, apenas do evento de devolutiva e surpreendeu a pluralidade dos temas e dos campos das organizações parceiras.
Os relatos demonstraram como despertou processos de autocrítica, correção de metodologia ou de percurso. Nesse momento de crise, acho que foi muito válido o fato do projeto ser pró-bono, pois desperta a lógica da cooperação e solidariedade. Não apenas, algumas dessas questões aparecem provocadas também pela crise e, não fosse essa oportunidade, dificilmente teriam possibilidades de lidar com essas situações.
Foi minha primeira oportunidade de conhecer o Instituto Fonte. Fui conhecer a metodologia, os conteúdos, materiais, pois fiquei impressionada com a facilidade em dialogar com as organizações e o grande domínio e conhecimento das consultoras”.
Eveline Nogueira Augusto, assessora do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ceará, cientista política e educadora popular.
“Fomos uma das quatro instituições selecionadas para o Escuta Nordeste. Escolhemos o tema gestão, que estamos trabalhando com muito afinco há uns três anos. Implantamos muitas mudanças e queríamos avaliar se nossas decisões estavam em um rumo correto. E achávamos bom fazer isso com pessoas de fora. Coincidiu com o momento do Escuta NE, do Instituto Fonte, que a gente já tinha referência.
Foi muito importante fazer esse processo com uma ferramenta tão simples, mas que às vezes a gente esquece por conta desse contexto de muito trabalho, muita atividade no qual corremos e esquecemos de escutar, olhar, observar, sentir, respirar.
Colocamos em nossa pauta como organização ‘o observar’ mais dentro, as pessoas e como as coisas estão se dando, com um olhar mais calmo, levando em consideração os sentidos. É como se a gente tivesse parado um pouco para nos olhar e começar de uma forma diferente, de uma forma mais cuidadosa. Não que a gente não fosse. Mas a pressa com tudo, o pouco tempo para dar conta de tudo fazia com que a gente deixasse de priorizar o cuidado.
A metodologia desse projeto e do Instituto Fonte eu considero simples e fundamental. A reflexão sobre nossas práticas, a partir de uma escuta mais ativa, do falar o necessário provoca um ‘fazer de outra forma’ que leva em consideração o todo, com respeito e cuidado.
É importante trazer pra consciência a velocidade que a gente vive e o Escuta nos chama a parar um pouco para escutar melhor, fazer melhor, ampliar olhares e conviver melhor. Eu achei fantástico o momento. Eu acho necessário para as OSCs e para qualquer outro campo que atua em grupo e com grupos.
Eudázio Nobre, 35 anos, gestor administrativo do Idesq – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Qualificação Profissional, de Fortaleza
“O Escuta NE foi um momento bem prazeroso, que a gente pode realmente se escutar e rever alguns processos que estávamos fazendo, principalmente na área da mobilização de recursos. O momento com as organizações reunidas foi mais um de fortalecimento, de ver o nosso conjunto e que estamos nos mesmos processos, nós organizações que integramos o movimento social.
O projeto é louvável, tanto o momento na instituição, como todos reunidos pra fazer esse alinhavar da escuta. Foi um momento de escutar, de poder dizer novas possibilidades e, além disso, foi interessante, revigorante e prazeroso”.
Fátima Pontes, mestre em Educação e coordenadora Executiva da Escola Pernambucana de Circo
“Fizemos uma análise conjunta de um elemento que queríamos avaliar e fazer isso com o Instituto Fonte foi muito mais rico do que apenas fazer internamente apenas com pessoas da organização. Esse olhar externo levantou questões para refletir e tomar um posicionamento estratégico sobre a continuação do nosso programa e de possíveis mudanças. Foi muito enriquecedor para a organização, porque foi uma avaliação complementada por um olhar que analisa e indica reflexões que tem a ver com o processo do serviço que estávamos prestando.
Na devolutiva, nós tivemos a oportunidade de vivenciar um formato de laboratório do próprio exercício de escuta. Então, pra mim significou um aprendizado e uma reflexão: ‘por que é que, continuadamente, nós queremos só dar respostas?
O ato de ouvir pede um exercício de desapego, de abertura e foi muito bom viver isso nos grupos e partilhar nossas conclusões, compreensões e reflexões com outras organizações. O que indicaria para uma próxima versão: precisaria de mais tempo. No mínimo uma jornada de oito horas com cada instituição.
Maria Clezia Pinto de Santana, Diretora de Articulação Sócio Político Institucional do Polo Empresarial Ginetta
“Participar de um dos momentos do Escuta Nordeste foi bem gostoso. Sendo jornalista, sei que muitas vezes a gente mais fala do que escuta, inclusive somos cobradas por isso. Ouvir é o início de tudo pro jornalismo (e pra comunicação, por que não?), mas muitas vezes esquecemos disso. Como contar histórias sem ter ouvido direito? Comunicação é aprendizagem e participar de um momento exclusivo sobre ouvir me ajudou a intensificar esta certeza”.
Roberta França, jornalista profissional na Adelco – Associação para o Desenvolvimento Local Co-produzido
Qual o efeito de uma boa escuta sobre determinada situação?
Para o Instituto Fonte, ouvir é uma habilidade social desenvolvida por organizações atentas ao que acontece consigo: na relação com seus indivíduos, com o público atendido e com o campo em que atua.
Depois de escutar 10 organizações em Pernambuco e Ceará e registrar essa experiência com as temáticas institucionais mais relevantes, o Instituto Fonte convida para o LAB Escuta NE.
Serão dois momentos de debates para contemplar os dois Estados participantes do Edital lançado em 2017.
Venha praticar e aprender o quê ajuda a desenvolver essa habilidade, junto conosco e as organizações participantes! Na ocasião será lançado o Escuta NE/2018!
Proposto pelas consultoras Helena Rondon (PE), Saritta Falcao Brito (PE) e Suzany Costa (CE), o Escuta NE tem como o propósito de oferecer uma oportunidade de aprendizagem organizacional sobre uma situação real que a organização queira entender e encontrar soluções para lidar melhor com ela. Além de oferecer também uma abordagem metodológica que poderá ser multiplicada por um grupo estratégico, para outros temas e equipes desta organização.
“O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo”, disse Wemerson, coordenador de projetos, do Giral (PE), uma das 10 organizações[1] que participaram do projeto Escuta Nordeste (NE), do Instituto Fonte (IF), citando um trecho do texto Vista Cansada[2], de Otto Lara Resende. E continuou “A retina cansa de observar a mesma coisa e vocês mostraram para a gente o que estavam vendo”.
A escuta como uma faculdade que vê, que revela, é uma das habilidades sociais mais praticadas no jeito do Instituto Fonte trabalhar com o campo social. Ela é base nas nossas atividades de formação e consultoria. Por meio dela, apreendemos as relações entre as partes e o todo de uma organização, de um grupo. Um exercício que exige muita disciplina interna para se manter presente e aberto ao conjunto de fatos, sentimentos e reflexões trazidas sob diferentes olhares ao reunir, por exemplo, a equipe gestora de uma organização “É fundamental termos tempo para fazer esse trabalho da escuta, dos grupos da comunidade. Sinto falta de que as pessoas da comunidade sejam protagonistas da história”, disse Andrea, da Associação Quilombola de Porteiras (CE).
Diante do emaranhado de mudanças que vimos assistindo há pouco mais de um ano no cenário político-institucional do país, do seu impacto na desconstrução de programas sociais e retrocesso na conquista de direitos, nos pareceu importante abrir um ambiente de “ouvidoria Fonte”. Algo que nos ajudasse e as organizações a ver mais sobre esse momento e seus desdobramentos. Algo que apresentasse aos atores sociais de Pernambuco e do Ceará o diferencial desse jeito IF de atuar. Por quê esses dois estados? Primeiro, o instituto está fisicamente mais distante desses locais, tendo sua sede em São Paulo. Depois, o Escuta NE foi proposto por mim, Helena Rondon e Suzany Costa, as consultoras Fonte “do Nordeste”, em resposta ao edital interno do IF. Estávamos muito “afiadas” na habilidade da escuta. Além da bagagem pessoal de cada uma, havíamos acabado a Pós-graduação Prática Social Reflexiva onde trabalhamos intensamente a escuta e outras habilidades de percepção importantes na “lida” com processo social “Fiquei muito impressionada com o improviso (leitura de cenários), foi forte e muito positivo”, disse Wania, do IDESQ (CE).
Um desafiador processo de inscrição, entrevista e seleção nos aproximou das organizações sociais que desejavam ser escutadas por nós. A preparação que antecedeu as quatro horas de escuta em cada uma delas, foi permeada de conversas de planejamento onde identificamos diferentes caminhos para trabalhar com os grupos gestores dessas organizações. Os métodos do Ciclo Ação-Aprendizagem, de Reg Revens e da Investigação Apreciativa, de David L. Cooperrider e Diana Whitney, fizeram a diferença na forma como as equipes mergulharam com coragem e transparência nas suas questões-problemas. Também a disciplina para silenciar nossos diálogos internos sobre o que nos era conhecido a respeito de cada organização, garantiu um estado de “esvaziamento de (pré) conceitos” capaz de criar presença e interesse ativo nas trocas. Assim, começamos um delicado movimento de escuta organizacional.
Por meio da socialização de percepções pessoais sobre fatos objetivos, as questões foram se manifestando em cada grupo com singularidade e nitidez, compondo um mosaico único de forças e padrões. Um intervalo de 20 a 30 minutos marcava o momento em que eu e Helena, minha dupla na facilitação em Pernambuco, nos recolhemos para trocar impressões sobre o que foi escutado e o que isso estava revelando daquele processo. Depois desse intervalo preparamos o grupo para escutar nossa conversa, aquilo que Wania, do IDESQ, chamou de “improviso”. Com muita responsabilidade e rigor conversamos sobre nossa leitura e o que estávamos “vendo” daquela situação, citando falas, compreensões, dúvidas, hipóteses, como se estivéssemos a sós na sala do IF “Precisava ouvir o outro sem ser pela boca do outro; já me percebo diferente de quando entrei”, disse Anne, da Escola Pernambucana de Circo (PE), “Foi objetivo e produtivo. Um trabalho deste faz com que a gente escute o que precisa e veja o que nem sempre se consegue ver”, avaliou Sirley, do Instituto Papai (PE).
Esse jeito de fazer trouxe aprendizagens, novas compreensões e significados para as equipes “Assumimos as falhas que é uma tarefa muito difícil para o ser humano. O que podemos mudar a partir das nossas falhas? No mínimo isso valeu, a gente nunca parou para olhar dessa forma, a gente passava batido, estamos vendo uma outra forma de olhar sem caçar culpadas”, avaliou Ilma, uma das fundadoras do CEPOMA (PE); “Esse momento revelou pontos que estavam adormecidos, que não dava a devida atenção. Temos que saber o porquê não podemos gastar ou devemos cortar”, disse Lucinalda, do CEACRI (CE). Ao ajudar as organizações a enxergarem mais, o projeto Escuta NE também nos ajudou a perceber quais temáticas institucionais estão vivas nessa pequena mostra de organizações. Uma delas foi o “vazio programático” em função da implantação da política pública das Escolas de Referência – as escolas de tempo integral. Com percepções diferentes sobre se este fato é ou não uma conquista, tanto o Giral (PE) que atua com a juventude rural, quanto o Em Cena Arte e Cidadania[3](PE) que atua com a juventude urbana, concordam que o foco na aprovação o vestibular tem gerado resultados, há também o sentimento de carência de outros aspectos da aprendizagem “Tenho críticas a prática das escolas de referência. Embora tenha mais alunos aprovados no vestibular, eles nos procuram para trabalhar com música e voluntariado “, contou Everaldo, um dos fundadores do Giral.
Outra temática que emergiu em quatro instituições escutadas foi o processo sucessório de fundadores “Como eu fundei e idealizei, estou querendo passar a bola cada vez mais. Concordo com as duas falas, precisamos saber diferenciar processos pessoais dos profissionais”, nos contou Eliane, da AMUNAM (PE). Na na fala de Sirley, do Instituto Papai (PE), ele fala “A instituição é muito maior do que os seus fundadores. O que a organização leva adiante é o seu projeto. A equipe reconhece a importância dos seus fundadores e o legado da organização e sua atuação política. O que mantém a instituição é o seu reconhecimento político. Existe um simbólico, uma marca”; e na fala de Everaldo, do Giral “A gente precisa de alguém que assuma o institucional, que tenha o perfil do Leonildo, do meu, que não estou mais aqui, alguém com perfil de gestão. Quem assume quando não estivermos mais aqui? A semana passada foi de celebração dos 10 anos”.
A temática de mobilização de recursos também foi outro tema de destaque “O investimento internacional garantia as bases do trabalho da organização. O governo anterior (PT) trouxe possibilidades com editais do governo Federal, com investimentos para estruturação. E de uma hora para outra perdeu-se 80% de investimento de estruturação”, contou Tiago, do Instituto Papai; “Viemos de uma onda próspera de editais do período Lula e Dilma. Hoje os editais estão com recortes que não nos inserimos, como Tecnologia da Informação, Geração de Renda, Formação Técnica para o Mercado (…) as pessoas não visualizam a arte-educação como um mercado de trabalho”, disse Fátima, da Escola Pernambucana de Circo (PE).
O sentimento de reciprocidade que permeou as trocas do Escuta NE mostrou que mais que um serviço o ato de escutar esvaziado de julgamentos sobre certo e errado é um ato de acolhimento, condição primordial para quem quer ajudar. Nos colocar com essa qualidade e abertura encorajou as organizações a investigarem suas questões com transparência e objetividade. Por sua vez, a coragem delas nos estimulou a trazer aquilo que estava invisível e fragmentado nos diferentes olhares sobre a situação de uma forma inovadora. A revelar as partes e apreender o todo. A criar olhos capazes de ver com o corpo, ouvir com o coração, registrando o dito e compreendendo o não dito. A descobrir os olhos que moram nos ouvidos e que no Escuta NE revelaram a oportunidade de criar confiança e fortalecer a cultura de ajuda mútua no campo social.
[1] Organizações atendidas no Projeto Escuta NE: Instituto Papai; Escola Pernambucana de Circo; AMUNAM – Associação de Mulheres de Nazaré da Mata; Giral; CEPOMA – Centro de Educação Popular Maíde Araújo; Polo Ginetta (Pernambuco); IDESQ – Instituto Nacional para o Desenvolvimento Social e Qualificação Profissional; CEACRI – Centro de Apoio à Criança; Associação para o Desenvolvimento Local Co-produzido; Associação Remanescente Quilombola de Porteiras (Ceará)
[2]Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. (http://www.releituras.com/olresende_vista.asp)
[3] Embora não tenha sido possível agendar o trabalho com a equipe do Em Cena Arte e Cidadania, houve uma escuta muito acurada na entrevista de seleção.
* Consultora associada desde 2012, tem trabalhado com facilitação de processos de planejamento, comunicação, sistematização e aprendizagem de adultos. Preside o Conselho Deliberativo da Fundação Mamíferos Aquáticos e faz parte do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA), que realiza iniciatvias para disseminar a Prática Social Reflexiva no campo acadêmico. Antes de ingressar no Instituto Fonte, foi superintendente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania, criado pelo Programa LIP – Leadership of Philantropy (Fundação W.K Kellogg), onde coordenou o Programa Lidera – Programa para Lideranças Empresariais Sustentáveis, o Programa Parcerias entre Empresas e Ongs e o primeiro Seminário Internacional de Cidadania Empresarial e Negócios Sociais. Possui formação em Administração de Empresas e especializações focadas em desenvolvimento de índivíduos e organizações, onde se destaca o PROFIDES: A Arte e o Ofício de Ajudar o Mundo a Mudar (Instituto Fonte) e o III Social Leadership Seminar (Laspau, Cambridge – MA/EUA). Atualmente é pós-graduanda no programa “Reflective Social Practice”, pelo Crossfields Institute (UK) e Alanus University, em Bonn, Alemanha. Mora em Olinda (PE). Contato:saritta@institutofonte.org.br
Qual o efeito de uma boa escuta sobre determinada situação?
Para o Instituto Fonte, ouvir é uma habilidade social desenvolvida por organizações atentas ao que acontece consigo: na relação com seus indivíduos, com o público atendido e com o campo em que atua.
Depois de escutar 10 organizações em Pernambuco e Ceará e registrar essa experiência com as temáticas institucionais mais relevantes, o Instituto Fonte convida para o LAB Escuta NE.
Serão dois momentos de debates para contemplar os dois Estados participantes do Edital lançado em 2017.
Venha praticar e aprender o quê ajuda a desenvolver essa habilidade, junto conosco e as organizações participantes! Na ocasião será lançado o Escuta NE/2018!
Proposto pelas consultoras Helena Rondon (PE), Saritta Falcao Brito (PE) e Suzany Costa (CE), o Escuta NE tem como o propósito de oferecer uma oportunidade de aprendizagem organizacional sobre uma situação real que a organização queira entender e encontrar soluções para lidar melhor com ela. Além de oferecer também uma abordagem metodológica que poderá ser multiplicada por um grupo estratégico, para outros temas e equipes desta organização.
O Instituto Fonte e o Programa Aprimora* convidam para o Encontra 2018.
O tema deste ano é Trabalhando com Perguntas.
O espírito da atividade é o de uma comunidade de aprendizagem, na qual os participantes antigos e atuais do Aprimora trocam reflexões e experiências relacionadas a processos sociais.
O Encontra é uma ação voluntária e construída coletivamente. Por isso, todos são convidados a trazer contribuições como:
conteúdo para ser compartilhado ou aprendizagens para serem construídas em grupo
contribuições para o café da manhã e coffee-breaks
doação de milhas e hospedagem solidária para os participantes que vêm de fora
Já fazem parte da programação algumas oficinas como:
“Trabalhando com Perguntas”, com Mariangela Paiva;
“Qualidade das perguntas: questões abordadas por Edgar Schein em seu livro Consultoria de Processos”, com Flora Lovato e Márcia Thomazinho;
“Perguntas em processos avaliativos”, com Emília Bretan.
O Instituto Fonte fornecerá o material básico (flip chart, pincéis atômicos, lápis de cor, giz de cera, pastel seco, papel sulfite, lápis 2B, borrachas, apontadores, cola, tesoura). Cada oficineiro deverá providenciar apenas materiais adicionais, caso sejam necessários.
Quando: 08 e 09 de junho de 2018
Horário: das 9h00 às 18h00
Onde: Casa da Cidade – R. Rodesia, 398 – Sumarezinho, São Paulo – SP
* O Programa Aprimoravem do desejo de facilitadores e profissionais do campo social em participar de um espaço regular de reflexão e de aprofundamento da sua prática. Possui um formato dinâmico e bastante adaptável às necessidades daqueles que querem aprimorar suas habilidades de facilitação, particularmente na leitura e intervenção em processos.
ATENÇÃO! O evento é destinado a antigos e atuais participantes do Programa Aprimora.
Fruto da união de organizações que investem no campo social e provocados pelo contexto e significado do assassinato da vereadora Marielle Franco, em março desse ano no Rio de Janeiro, foi lançado, durante o 10º Congresso Gife, um fundo voltado para fortalecer a participação e liderança de mulheres negras brasileiras no cenário político nacional.
O Fundo Marielle, iniciativa da Fundação Ford, a Open Society Foundations e o Instituto Ibirapitanga contará com aporte inicial de US$ 30 milhões ao Fundo Baobá para a Equidade Racial, criado em 2011. Sua diretora, Selma Moreira, destacou, durante o lançamento, a importância da iniciativa para, além de fortalecer ações de promoção de mulheres negras, também promover outros formatos de investimento em ações estruturantes do campo social.
“É especialmente importante, sendo eu, mulher negra, ajudar no processo de construção do Fundo Baobá com esse foco de promover o protagonismo de mulheres negras. O que a gente precisa é que a população brasileira como um todo se mobilize para essas questões”, explicou. A perspectiva da diretora é fazer do Fundo Baobá o maior fundo patrimonial para a igualdade racial fora dos Estados Unidos.
A novidade: Para Flora Lovato, consultora do Instituto Fonte em processos de desenvolvimento social, esse foi um momento importante do evento. Na sua avaliação, o fato de quatro fundações se juntarem para criar o Fundo Marielle favorece outras lógicas e olhares para o campo, principalmente para o tema de “gênero e raça”, novo, dentro desse formato, para a área dos institutos e fundações. “O sinal de mudança, a meu ver, acontece, particularmente, quando a iniciativa se justifica dizendo que Marielle representava a possibilidade de uma mulher negra, da favela, bissexual chegar em espaços de poder e que é necessário dizer que o Brasil produzirá novas Marielles”, enfatiza a consultora.
Neca Setubal, presidente do Conselho do GIFE, também considera que a iniciativa segue uma proposta de inovação do ISP no Brasil. “Todos os atores precisam ter espaços e voz e, em um país com uma das piores representações femininas na política, no cenário mundial, é um passo grandioso para essas mulheres”, finalizou.
O Fundo foi anunciado em 5 de abril, no 10º Congresso GIFE, evento voltado para debater o investimento social privado no Brasil. Durante o lançamento não foram especificados os formatos de funcionamento ou prazos para acessar o Fundo Marielle.
“As causas defendidas por Marielle dizem respeito a todos nós e trazem pra esse espaço a afirmação do compromisso de promoção de equidade. A gente trabalha com a ideia de educação para a redução de injustiças no país e temos aqui uma trajetória pautada na superação das desigualdades”.
Alguns aspectos do diálogo entre as práticas que tratam de assuntos sociais de interesse público puderam ser debatidos durante a mesa “Advocacy e incidência pública: dilemas e princípios para a construção de práticas efetivas”, durante o X Congresso Gife, na Fecomércio, em São Paulo.
Andrea Gozetto, cientista política, Rafael Gioielli, do Instituto Votorantin, Giuliana Ortega, do Instituto CEA e o mediador André Degenszajn levantaram aspectos da ação e dos desafios dos institutos e fundações empresariais para construir práticas pautadas nas falas das comunidades.
Um dos itens destacados foi o desafio da articulação do próprio setor responsável pelo Investimento Social Privado, como enfatizou Rafael Gioielli. A partir da experiência no campo da educação, foi possível para o gestor exemplificar a necessidade de cuidar dos caminhos comuns para influenciar política pública. “Muitos atuam com educação, mas somos diversos em nossa atuação enquanto institutos e fundações e precisamos ter capacidade de falar em conjunto também”, articulou o gestor.
Giuliana Ortega destacou a ação do IC&A no fortalecimento das parcerias com organizações da sociedade civil. “Geralmente são as organizações que estão próximas dos públicos beneficiários de nossos projetos e que são capazes de estabelecer um diálogo mais fiel com o poder público”, explicou. Para ela, muito mais do que financiar projetos, o Investimento Social Privado precisa apoiar a capacitação e formação das próprias organizações.
De certa forma, os olhares são similares para a construção de processos transparentes e capazes de evidenciar a “causa que defendo” e “por que defendo”. Boas práticas de condutas para as fundações e organizações são importantes para fortalecer a legitimidade tanto da ação, quanto da parceria.
Grilo falante: Nesse caminho, outro ponto destacado foi o possível benefício do alinhamento da ação do instituto ou fundação empresarial com o próprio negócio. Para os debatedores, a partir desse processo é possível pautar questões que vão influenciar na mudança de comportamento da empresa, como por exemplo, na temática racial ou de gênero. “Essa retroalimentação pode ser benéfica. Ter o grilo falante sobre sua própria prática é muito importante”, disse Gioielli. “E os institutos acabam funcionando como provocadores de mudanças dentro da empresa, que reverberam em novas práticas”, finalizou.
Construir boas práticas de advocacy: Para influenciar em políticas públicas, assim como em outras áreas, é necessário desenvolver planos e caminhos de ação para que a incidência também possa ser estruturada, acompanhada, medida e avaliada ao longo do tempo. Para Andrea, o melhor é evitar uma ação intuitiva. “Devem ser construídas coletivamente propostas de incidência, que não podem ser lideradas pelas empresas. As comunidades têm que falar por elas próprias”, esmiuçou durante sua fala. O que os institutos podem fazer, na visão da cientista política, é fortalecer as próprias comunidades, investindo, por exemplo, em formações. “Além disso, fortalecer as redes, na minha opinião, é a grande contribuição dos institutos e fundações para a democracia”, encerrou.
Outros pontos do debate:
As organizações sociais também precisam cuidar das parcerias, avaliar a ação das empresas e dos institutos, para minimizar as relações de poder e fortalecer relações dialógicas, nas quais as organizações da sociedade civil sejam reconhecidas em sua ação e capazes de influenciar, em reciprocidade, na ação dos institutos e das empresas.
A organização empresarial deve conversar com o beneficiário enquanto está construindo seu plano de ação e não após delimitar todo o seu campo de ação.
É fundamental fortalecer a representação democrática das organizações da sociedade civil.
Favorecer políticas públicas baseadas em evidencias a partir da produção do conhecimento como prática constante.
O Instituto Fonte, em datas e momentos especiais, tem procurado oferecer para sua rede de amigas e amigos, reflexões como presentes. Nessa Páscoa, oferecemos um belo texto de Cristiane Félix, grande parceira, e a linda ilustração do talentoso Rodrigo Cabral, criada especialmente para esse momento. Agradecemos aos dois pelo carinho.
Feliz Páscoa.
Texto: Cristiane Felix*
Ilustração: Rodrigo Cabral**
Resgatar o sentido da Páscoa é sempre um desafio em meio ao apelo dos chocolates que invadem as prateleiras nesta época do ano. Em que pese o singelo e bonito ato de se ofertar um chocolate (doçura) a alguém que se gosta, não podemos deixar de enxergar como o comércio se apropriou de todo este simbolismo para incrementar suas vendas, estimulando o consumo, principalmente em datas comemorativas como é o caso da Páscoa. É quando o coelho, símbolo da fertilidade, assume seu lugar de destaque nas versões chocolate branco, meio amargo, preto. E os ovos, dos mais diversos tamanhos e preços, com brindes ou “recheados” de figuras de super heróis, invadem as prateleiras, forjando a ideia de que “o doce mesmo é o presente que vem dentro do ovo” (com sorte, uma bonequinha da moda ou um carrinho miniatura).
E, claro, as crianças adoram a Páscoa. Fazem suas encomendas não só de sabores mas, principalmente, de suas marcas prediletas, acompanhadas das “surpresinhas” embaladas no melhor estilo Walt Disney, Hot Wheels, Monstros S.A. E os pais, listinha em punho, saem na busca pelo ovo ideal (eu já fiz incontáveis vezes!). E a Páscoa se resume ao dia feliz em que se recebe coelhos e ovos de chocolate com brinquedinhos. Oi?
Até que minha filha parou de me pedir chocolate, sob a alegação de que este tinha se tornado mais um habito de consumo, que desvirtuava o verdadeiro significado da Páscoa. Oi, de novo?
É claro que eu já tinha pensado sobre isso, inclusive todas as vezes que tinha que comprar os ovos para presenteá-la. É claro também que, mesmo assim, com tantas reflexões, eu continuava comprando os ovos, afinal era compensador ver a alegria dela ao receber o chocolate com a surpresa. E assim seguia a minha humanidade…
Quase sempre sabemos das coisas, refletimos sobre elas e continuamos no mesmo lugar. Neste caso na mesma prateleira de supermercado. Simples assim. E apesar de ter tantos elementos ao nosso redor, continuamos promovendo o coelho e o “Kinder Ovo”.
Desta vez, o questionamento de Clara, minha filha, trouxe-me de fato um sabor especial. Ela percebeu que a mudança está em fazer escolhas conscientes. Ainda que isso represente a renúncia do chocolate, que aliás, ela tanto gosta. E eu também!
Fiquei pensando no brinde precioso que Clara me ofertou com aquela reflexão sobre a Páscoa: de que é preciso recuperar sentidos. E se a Páscoa nos traz a ideia de libertação, renascimento, ressurreição, por que não começar por aí?
Do que preciso me libertar?
O que precisa renascer que estava adormecido em mim?
Qual é o novo que preciso fazer nascer no mundo?
E essas perguntas foram ofertadas a mim como um presente de Páscoa, por Clara Felix. E não tem chocolate que supere o sabor da transformação que uma reflexão verdadeira pode nos trazer. E vocês devem estar se perguntado: e aí, vai comer chocolate na Páscoa? E a resposta é sim, porque como chocolate sempre. Mas há uma diferença entre comer chocolate e deixar a Páscoa se consumir no chocolate, ou melhor, se resumir a ele. E essa reflexão foi o presente mais doce que a minha filha pode me dar. Obrigada meu amor!
Desejo a todos uma Páscoa doce, transformadora e cheia de sentidos!
*Cristiane Felix é mãe de Clara, Jornalista, profissional de Desenvolvimento Social, Profidiana (nome carinhoso de ex-participantes do Programa Profides: Profissão Desenvolvimento), integrante do GRA – Grupo Recife de Aprendizagem.
**Rodrigo Cabral, enquanto ilustrava essa linda imagem de Páscoa.
Parceira do Instituto Fonte desde 2012 em processos de avaliação, a Biblioteca de São Paulo (BSP) é uma das finalistas do Prêmio Excelência Internacional 2018 na categoria Biblioteca do Ano. O evento, organizado pela Feira do Livro de Londres, anunciou no último dia 9 a colocação da BSP, que concorre ao lado da biblioteca de Oslo (Noruega), Aarhus (Dinamarca) e Riga (Letônia).
“O simples fato de estarmos entre os finalistas deste prêmio, junto com outras três bibliotecas extraordinárias, é o reconhecimento internacional do trabalho feito ao longo desses anos para oferecer à população uma biblioteca cidadã, aberta à diversidade e focada no público e nas comunidades a que serve”, comenta Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, organização social que gere o equipamento.
Um dos diferenciais apresentados foi a transformação da área em que anteriormente existia a Casa de Detenção Carandiru em uma praça cultural. Além disso, a entidade é calcada no conceito de biblioteca viva, que valoriza as pessoas e seus saberes e incentiva a troca de experiências.
A parceria Fonte e SP Leituras
O Instituto Fonte acompanha e apoia o processo de avaliação da SP Leituras desde 2012. A organização atua no campo cultural, promovendo ações de estímulo à leitura e a gestão da Biblioteca de São Paulo e da Biblioteca Villa Lobos, do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) e vários outros projetos, como o Viagem Literária, o Praler (Prazeres da Leitura), a publicação do “Notas de Bibliotecas”, a doação de acervo, entre outros.
Ao longo dos anos a avaliação realizada pelo Instituto Fonte tem avançado para o aprofundamento do olhar sobre os resultados e impactos da atuação da SP Leituras. “Isso tem sido possível porque os instrumentos e rotinas de coleta que respondem ao foco da avaliação foram construídos e são revisitados a cada ano, sendo que, progressivamente, as equipes também têm incorporado as rotinas da avaliação em suas atividades, explica a consultora Martina Rillo Otero, responsável, ao lado de Joana Mussi, pelo processo no Instituto Fonte.
Com as questões essenciais sendo atendidas na rotina da organização, estudos específicos voltados para aprofundamentos temáticos que estão mobilizando as equipes podem ser elaborados e conduzidos pelo Instituto Fonte. “Um bom exemplo é um levantamento mais aprofundado com pessoas que moram nas redondezas das bibliotecas, mas não as frequentam”, abordou Joana Mussi.
Em 2017 a “Avaliação na área da cultura sob uma perspectiva do desenvolvimento social” foi o título do curso ministrado pela consultora Martina Rillo Otero e o Grupo Contrafilé, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP. A formação refletiu sobre a avaliação, uma prática cada vez mais difundida socialmente, sob uma perspectiva ao mesmo tempo construtiva e crítica e relacionada à temática cultural.
Sobre o prêmio: é fruto de parceria com a Associação de Editores do Reino Unido (UK Publishers Association) e tem como objetivo celebrar as melhores iniciativas internacionais em 17 categorias: audiolivro, livraria, inovação editorial, iniciativa educacional, festival literário, publicação acadêmica, publicação infantil, tradução literária, inovação digital, entre outras. Para cada uma delas, há um júri composto por especialistas na área.
O resultado será anunciado no dia 10 de abril, em Londres, durante a London Book Fair, uma das mais importantes feiras de livros do mundo, ao lado da de Frankfurt e Guadalajara.