“Em relação a todos os atos de iniciativa e de criação, existe uma verdade fundamental cujo desconhecimento mata inúmeras idéias e planos esplêndidos: a de que no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência move-se também. Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes e encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção.”
(Goethe)
O encontro de planejamento 2025, do Instituto Fonte, aconteceu entre os dias 10 e 13 de fevereiro em Tamandaré, Pernambuco. Foram quatro dias de imersão, regados a conversas estratégicas sobre identidade e gestão. Estiveram reunidas as consultoras Denise Castro, Flora Lovato, Helena Rondon, Ju da Paz, Saritta Falcão Brito e Suzany Costa.
O encontro contou com a delicada facilitação de Dalva Correia e Pedro Pereira.
“Vimos a nossa linha do tempo, construímos um ambiente de perguntas e movemos o corpo em busca de maior consciência e compreensão da nossa potência e direção”.
Durante este período, também foi empossada a nova diretoria 2025-27, composta por Suzany Costa, na presidência, Saritta Falcão Brito, na diretoria administrativa-financeira e Juliana da Paz, na diretoria de Programas e Projetos.
Ao olhar para nosso ano, foi bom rever um pouco dos lugares onde estivemos, pessoas que encontramos, saberes que compartilhamos. Mais uma vez, obrigada por tanto.
E que venha 2025, com todas as suas complexidades.
O ano de 2024 proporcionou descobertas valiosas para o Instituto Fonte.
E, para este final de ano, tentamos olhar para esses aprendizados e trazer um pouco daquilo que nasceu em nós a partir de nossa prática, assim como nos ensina a simbologia do Natal, e que gostaríamos de compartilhar com o mundo.
O conjunto dessas reflexões forma um mosaico de vivências, sentimentos e reflexões que queremos presentes em 2025.
Agradecemos a luminosidade das relações e situações que tanto nos inspiraram na elaboração de um presente de Ano Novo para vocês, pessoas e organizações com quem seguimos, lado a lado.
E para você, “o que nasceu na sua prática neste ano de 2024 que gostaria de manter e compartilhar com o mundo em 2025?”
Obrigada a cada peça deste mosaico de nascimentos e aprendizados!
Participe de uma vivência online gratuita com Allan Kaplan e Sue Davidoff, diretamente da África do Sul! Essa experiência abordará transformação social e participação consciente.
🌍 Kaplan e Davidoff, autores de “Artistas do Invisível” e “O Ativismo Delicado”, são referência internacional em processos de facilitação e docentes da pós-graduação em Facilitação de Processos da FRS.
A abordagem e metodologia do programa foram construídas a partir da aprendizagem experiencial e da Prática Social Reflexiva, uma abordagem de transformação social desenvolvida por Allan Kaplan e Sue Davidoff, inspirada no pensamento de J.W. Goethe e Rudolf Steiner.
A formação foi desenvolvida por um grupo de pessoas e organizações que trabalham com facilitação e formação há mais de 20 anos – GRA, Instituto Fonte, Noetá, Proteus Initiative e Tégerá – e foi concebida a partir da necessidade de colocar a Prática Social Reflexiva em diálogo com o rigor do mundo acadêmico no Brasil.
Sua segunda edição é sustentada por um grupo de praticantes dentre as quais Ana Paula Chaves Giorgi, Flora Lovato e Patrícia Busatto que a lideram.
Sobre a pós-graduação
A Pós-graduação em Facilitação de Processos é orientada para pessoas que estejam buscando um modo mais vivo e integrado de atuar no mundo a partir da facilitação de processos e questionando sua prática e/ou atuação profissional, tais como:
Pessoas que se sentem responsáveis por promover mudanças no contexto em que atuam;
Profissionais que atuam com desenvolvimento de pessoas e desenvolvimento social, tais como educadores, psicólogos, assistentes sociais, consultores, coaches e profissionais liberais;
Profissionais vinculados a organizações sociais, governos e administração pública, institutos, fundações e escolas;
Profissionais autônomos que atuam conduzindo grupos, facilitando processos, tanto individuais quanto coletivos.
Para saber mais sobre a pós-graduação e fazer sua inscrição, acesse:
Se você deseja se desenvolver como facilitador ou facilitadora de processos e promover mudanças significativas no contexto social , educacional ou organizacional, já é possível se inscrever, até 06/12, para a pós-graduação em Facilitação de processos à luz da prática social reflexiva.
Esta pós-graduação entende facilitação de processos como uma postura ou atitude de curiosidade e busca, colocada em prática com a intenção de apoiar um grupo ou pessoa a construir uma imagem sobre o que está vivendo, a ampliar sua compreensão e consciência sobre sua situação e a realizar os movimentos intrínsecos e necessários para a transformar.
A abordagem e metodologia do programa foram construídas a partir da aprendizagem experiencial e da Prática Social Reflexiva, uma abordagem de transformação social desenvolvida por Allan Kaplan e Sue Davidoff, inspirada no pensamento de J.W. Goethe e Rudolf Steiner.
A formação foi desenvolvida por um grupo de pessoas e organizações que trabalham com facilitação e formação há mais de 20 anos – GRA, Instituto Fonte, Noetá, Proteus Initiative e Tégerá – e foi concebida a partir da necessidade de colocar a Prática Social Reflexiva em diálogo com o rigor do mundo acadêmico no Brasil.
Sua segunda edição é sustentada por um grupo de praticantes dentre as quais Ana Paula Chaves Giorgi, Flora Lovato e Patrícia Busatto que a lideram.
Objetivos do curso
Desenvolver a capacidade de construir relações conscientes e coerentes entre o pensamento e a ação;
Planejar e intervir com um percepção refinada de si e do contexto;
Aprender a aplicar a pesquisa-ação para o desenvolvimento contínuo de pessoas, organizações e comunicades;
Facilitar processos de forma sensível e adaptada a cada situação.
Busca que os participantes desenvolvam capacidades de perceber (ler) e intervir (facilitar) processos sociais (social, educacional, ambiental etc.) a partir de um olhar vivo e atento ao que emerge em cada situação e momento, que é sempre único, distinto e em constante transformação.
Disciplinas
Leitura e facilitação de processos vivos
Essa disciplina busca desenvolver habilidades de ler (atenção e observação), de atribuir sentido (reflexão e compreensão) e de intervir (facilitação) em processos sociais compreendidos como vivos, dinâmicos e complexos – tais como pessoas, grupos, iniciativas e/ou organizações.
Investigará a maneira pela qual tais processos desenvolvem suas formas, fluxos e práticas, estudando ideias como mudança, morfologia e metamorfose, além de apreciar o que possibilita e o que impede movimentos de transformação e desenvolvimento.
Também aprofundará a compreensão sobre a realidade do mundo atual e do Brasil, identificando relações entre o contexto e a situação específica – ou entre parte e todo -, assim como as formas de intervenção social predominantes na atualidade.
Explorará a relação entre a teoria e a prática da facilitação de processos, trazendo pressupostos básicos, fundamentos e princípios da facilitação e contribuirá para que os participantes ampliem sua capacidade de facilitar processos de intervenção e mudanças. A “Pesquisa-ação” será a principal metodologia para aprimoramento da intervenção e investigação da prática de facilitação.
O Desenvolvimento do Eu na Prática Social
Tornar-se um facilitador, cuja prática social é reflexiva, significa observar rigorosamente seu fazer, buscando aprimorá-lo sistematicamente ao mesmo tempo em que se autodesenvolve. Os participantes devem ser capazes de reconhecer suas características pessoais e como elas impactam as situações sociais nas quais estão intervindo. A leitura de si e a autorreflexão compartilhados são aspectos fundamentais a serem exercitados ao longo desse programa.
Esta disciplina contribui para que os alunos compreendam e experimentem abordagens para trabalhar a autoconsciência crítica e o autodesenvolvimento, tais como a biografia humana, o olhar para habilidades sociais e uma compreensão holística do ser humano – individual e em sociedade.
Modos de ver o mundo e o pensar vivo
Nesta disciplina se pretende discutir como o sujeito é elemento de percepção do mundo e como diferentes modos de pensar (analítico, complexo, orgânico) marcam a interação entre sujeito e objeto. Para isso, serão estudados temas e leis que orientam o pensamento embasado pela inteligência da vida (dos organismos vivos). Também serão abordadas as origens das diferentes vertentes da fenomenologia e as especificidades em particular do pensamento desenvolvido por Goethe. Os alunos exercitarão o desenvolvimento das habilidades necessárias para compreender as ideias que compõem o pensamento de Goethe e poderão observar de que maneira as diferentes formas de pensar influenciam a situação e definem as escolhas feitas na facilitação.
Metodologia de ensino
Essa formação baseia-se na metodologia da aprendizagem pela experiência e na Prática Social Reflexiva. Ambas propõem a integração entre a prática, a reflexão e a autopercepção no processo de aprendizagem.
Todo o conteúdo dessa formação será trabalhado a partir de:
exercícios práticos,
contribuições teóricas,
trabalhos em grupo,
trabalhos individuais,
leituras,
projeto de pesquisa e intervenção no campo de atuação do participante,
trabalhos escritos com tutoria,
compartilhamento de experiências profissionais e pessoais dos participantes referentes aos temas trabalhados
exercícios de facilitação de processos durante o programa.
Público
Esta pós-graduação é orientada principalmente para pessoas com idade superior a 28 anos, que estejam buscando um modo mais vivo e integrado de atuar no mundo a partir da facilitação de processos e questionando sua prática e/ou atuação profissional, tais como:
Pessoas que se sentem responsáveis por promover mudanças no contexto em que atuam;
Profissionais que atuam com desenvolvimento de pessoas e desenvolvimento social, tais como educadores, psicólogos, assistentes sociais, consultores, coaches e profissionais liberais;
Profissionais vinculados a organizações sociais, governos e administração pública, institutos, fundações e escolas;
Profissionais autônomos que atuam conduzindo grupos, facilitando processos, tanto individuais quanto coletivos.
Os participantes precisam estar dispostos a compartilhar suas experiências com o grupo, a refletir profundamente sobre si e sobre sua prática, e devem estar preparados para exercitar o aprendizado na formação a partir dos exercícios e tarefas inter-módulos.
Perfil do egresso
Ao final do curso, os participantes terão aprimorando suas habilidades de facilitação à luz da prática social reflexiva, que na perspectiva desta formação significam:
as habilidades de observar, ler, compreender, atribuir sentido e intervir em processos sociais dinâmicos e complexos;
a habilidade de fazer da sua prática profissional um campo de pesquisa aplicada com base na aprendizagem e aprimoramento contínuo a partir da observação e reflexão;
a compreensão sobre a fenomenologia de Goethe e processos vivos e sua relação com a prática social;
uma sensibilidade baseada em um estado de presença que permite se relacionar com as situações como se apresentam no momento, desenvolvendo a flexibilidade no observar, pensar e agir;
uma intuição rigorosa e disciplinada que permite lidar criativamente com o desdobramento das situações em que estão envolvidos.
Pré-requisitos
Idade mínima de 28 anos completos (serão avaliadas exceções)
Graduação completa
Local, formato e calendário
Os encontros híbridos serão realizados na sede da FRS, localizada à rua Irineu Marinho, 124, Santo Amaro, São Paulo/ SP. Os encontros presenciais serão realizados a partir de março de 2025, em locais até 200 km distante de São Paulo/SP. As despesas de traslado e hospedagem nesses encontros são de responsabilidade dos alunos e não estão incluídas no valor do curso.
Serão oferecidas 35 vagas.
A abertura de turma está condicionada ao preenchimento do número mínimo de 28 participantes matriculados.
O curso será realizado em 24 meses, de janeiro de 2025 a dezembro de 2026, em formato semipresencial, com aulas presenciais e aulas remotas, com a seguinte estrutura:
6 encontros presenciais em imersão de 5 dias cada, de quarta a domingo, início quarta às 09h e término domingo às 15h
6 encontros online ou híbrido de 3 dias parciais de sexta, sábado e domingo, das 08h às 13:30 horas
6 encontros online ou híbrido de 2h30 às segundas-feiras, das 19h às 21h30 horas
1 encontro de encerramento online ou híbrido 07/12/2025, das 19h às 21h30.
Os encontros híbridos serão realizados na sede da FRS, localizada à rua Irineu Marinho, 124, Santo Amaro, São Paulo/ SP. Os encontros presenciais serão realizados a partir de março de 2025, em locais até 200 km distante de São Paulo/SP. As despesas de traslado e hospedagem nesses encontros são de responsabilidade dos alunos e não estão incluídas no valor do curso.
Para saber mais sobre a pós-graduação e fazer sua inscrição, acesse:
Mais que uma versão brasileira impressa, está nascendo uma versão revisitada inédita da obra “Ativismo Delicado: Uma abordagem radical para mudanças”, de Allan Kaplan e Sue Davidoff.
Tudo aconteceu a partir de um convite da Escola Schumacher Brasil aos autores Allan Kaplan e Sue Davidoff para revisitar e republicar o texto como livro. O Ativismo Delicado traz um novo olhar para a forma como liderar mudanças e representa um caminho profundo e sutil de percepção da ação de cada um no mundo, aumentando a capacidade das pessoas de promover e semear transformação.
Os autores escreveram essa nova edição com a contribuição muitos parceiros como a Bambual Editora, a equipe da Parsifal21 e Laura Corrêa, que transformou o manuscrito em uma obra de arte visual. Além desses, existiu uma grande rede de praticantes do Ativismo Delicado que se envolveu com a realização desta obra, como Flora Lovato, Ana Biglione, e Ana Paula P. Chaves Giorgi, responsáveis pela tradução que teve o Instituto Fonte como organização responsável pela disponibilização gratuita do livreto original no Brasil.
O lançamento presencial pretende ser uma noite inspiradora, de conversas e descobertas sobre novas formas de promover mudanças.
O livro já está disponível para compra no site da Bambual Editora! E o lançamento presencial acontecerá na Livraria da Vila! 🌱✨
📅 Data: 26 de junho, quarta-feira 🕖 Horário: 19h 📍 Local: Livraria da Vila, Rua Fradique Coutinho, 915, São Paulo
O Curso de Monitoramento tem o propósito de contribuir com o desenvolvimento e ampliação das capacidades e habilidades das organizações na realização do monitoramento dos seus projetos com (BfdW), captando os efeitos, identificando as aprendizagens e gerando conhecimento institucional.
Foi desenvolvido pela Unidade de Assessoria de BfdW e o Instituto Fonte considerando as experiências em assessorias prestadas até o momento. O desenho também levou em conta as escutas e compreensões sobre o que as organizações parceiras têm trazido como necessidades de aprimoramento.
OBJETIVO
Ao final do curso os participantes:
Compreendem as principais etapas de um Sistema de Monitoramento.
Refletem e identificam oportunidades de inovação no Sistema de Monitoramento do projeto com BfdW.
Expandem a percepção da importância da cultura de monitoramento.
Se reconhecem mais aptos a operacionalizar um Sistema de Monitoramento adequado ao projeto com BfdW.
PARA QUEM?
Pessoas das organizações responsáveis pelo desenho e gestão de sistemas de monitoramento; e envolvidas com sua operacionalização e elaboração dos relatórios do projeto.
ESTRUTURA E ABORDAGEM
O curso tem início no próprio ato de inscrição, em que a organização identifica uma questão, relacionada à prática de monitoramento da organização no projeto com BfdW, que deseja trabalhar durante o curso para o seu aprimoramento. O projeto com BfdW será a base de todo o curso.
Os participantes devem estar preparados para se dedicar a um processo que pede disciplina e tempo para o estudo de documentos preparatórios (momento assíncrono) para as sessões on-line (momento síncrono).
O formato do curso é remoto, desenhado para ter sessões assíncronas para o estudo individual (plataforma Moodle de PPM) e sessões síncronas de aprofundamento (Zoom) para intercâmbio e reflexão entre os participantes.
Será oferecida uma sessão de 2h de mentoria para as organizações que se interessarem pós o término do curso, com o objetivo de apoiar os participantes em questões específicas e dúvidas que possam surgir em relação à aplicação de algum conteúdo do curso na prática de monitoramento da organização após o encerramento do mesmo.
Síncrona
09 sessões on-line, em formato instrutoria, com cinco Unidades Temáticas.
Assíncrona
Estudo dos conteúdos das unidades a partir dos materiais disponibilizados na plataforma Moodle.
O curso é constituído por cinco unidades, sendo elas:
Unidade 1
Atualizando e reciclando conhecimentos: OEDI e Monitoramento / Parte 1 – A Abordagem da Orientação a Efeitos Diretos e Impacto (OEDI) e sua aplicação em PPM (BfdW) / Parte 2 – Objetivos, Indicadores e Monitoramento
Unidade 2
O Sistema e a Cultura de Monitoramento
Unidade 3
Etapas e Ferramentas do Monitoramento / Parte 1 – Planejamento do Monitoramento / Parte 2 – Ferramentas para o Monitoramento
Unidade 4
Análise de Dados e Informação
Unidade 5
Uso de Dados e Informações
IMPORTANTE! O aproveitamento do curso será proporcional à dedicação do participante nas atividades assíncronas que estão diretamente relacionadas com os conteúdos das sessões on-line e dos trabalhos em grupo.
PRODUTOS
No final do curso espera-se que cada organização tenha conseguido alcançar dois produtos concretos:
Visualização do atual sistema de monitoramento da organização
Matriz de Planejamento do Monitoramento do projeto (foco em um indicador do projeto com BfdW)
OPERACIONALIZAÇÃO
Duração
3 meses.
Período de realização
25 de abril a 18 de julho de 2024.
Carga horária
53h organizadas em:25h sessões on-line* (síncronas).28h (estudo preparatório (assíncrono). 2h opcionais de mentoria para cada organização.
*Informamos que as sessões on-line não serão gravadas.
FACILITAÇÃO
A facilitação do curso será feita por Édien Pantoja (Unidade de Consultoria de BfdW) e Denise Castro (Instituto Fonte)
CRONOGRAMA
Sessões síncronas:
ABRIL
25/04 – sessão introdutória
MAIO
07/05 – sessão unidade 1 / PARTE I 08/05 – sessão unidade 1 / PARTE II 20/05 – sessão unidade 2
JUNHO
10/06 – sessão unidade 3 / PARTE I 11/06 – sessão unidade 3 / PARTE II 24/06 – sessão unidade 4
JULHO
11/07 – sessão unidade 5 18/07 – sessão avaliação
HORÁRIO
Unidade 1 e 3: 9h30 às 12h00
Unidade 2, 4 e 5: 9h30 às 12h30
Sessão introdutória e avaliação: 9h30 às 12h30
INSCRIÇÕES E CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
O curso tem capacidade de atender até 12 organizações, sendo desejável duas pessoas por organização.
As organizações interessadas devem preencher o formulário de candidatura (abaixo) e encaminhar até 10de abril.
A análise e seleção das candidaturas será realizada considerando os seguintes critérios:
Número de participantes inscritos por organização;
Identificação da problemática, objeto de estudo do curso;
Compromisso com o programa e o seu cronograma;
Experiência na temática;
Papel na organização
No dia 16 de abril, será realizado um encontro com as pessoas inscritas para esclarecimentos do processo e estabelecimentos de acordos. O resultado da seleção será divulgado por e-mail para as candidatas e os candidatos até 19de abril.
O Instituto Fonte iniciou o ano de 2024 comemorando resultados e refletindo sobre aprendizados trazidos com a experiência do Programa Fonte da Liberdade. A iniciativa é uma jornada de autodescoberta e conhecimento, construído e trilhado por mulheres e lideranças do campo social que enfrentam situações análogas à escravidão moderna e sobre elementos, menos visíveis, do sistema que permitem sua existência e manutenção.
No Brasil, o programa foi realizado por meio da parceria entre Freedom Fund (Fundo da Liberdade, idealizadora da ação), e o Instituto Fonte. Agora, as duas organizações se preparam para realizar, em 2024, a segunda edição, que acontecerá com organizações do Sul e do Sudeste brasileiro. E, para isso, foi necessário refletir sobre o processo vivenciado durante a edição realizada durante 2023, na região Nordeste.
Alguns destaques do primeiro ciclo, levantados pela equipe de consultoras, têm relação com o lugar de aprendizagem que o programa proporcionou. Um deles refere-se ao campo das organizações que atuam contra a escravidão contemporânea. De acordo com Saritta Falcão Britto, uma das facilitadoras das atividades em 2023, foi muito revelador ouvir as situações, os fatos e as histórias que as lideranças vivenciam ou vivenciaram em suas vidas e organizações. “A realidade do trabalho escravo está na sombra. Dialogar com essas lideranças e organizações foi valioso e ampliou nossa compreensão sobre o tema, no sentido de criar lentes para ver uma questão invisível”, explicou.
“O programa auxiliou a perceber meu lugar na instituição, meu lugar no mundo, a importância da minha contribuição para o meu trabalho, as lutas coletivas, mas também valorizar a minha importância, me dar limites e cuidar da minha saúde mental.” (depoimento de participante)
Outro aspecto que desafiou as consultoras foi a perspectiva mais programática de uma ação implementada inicialmente na Índia e que precisou lidar com o contexto e realidade de aprendizagem de outros lugares e públicos, como o Brasil. “Cuidamos para preservar um currículo comum, global, de um programa que agora está chegando ao Nepal, procurando entender o quanto desse formato é universal e o quanto precisamos olhar para as especificidades locais”, abordou Helena Rondon, também facilitadora na Edição Nordeste.
O Fonte da Liberdade reforça uma abordagem voltada para auxiliar as/os participantes na percepção de sua prática enquanto liderança. Muitas dimensões invisíveis, como a história de vida, a estrutura social do patriarcado e da colonialidade (e seu papel central na construção de escravidão moderna), da cultura de classe, do próprio sexismo, marca a construção dessa identidade. E, diante deste fato, tornar visível elementos que estão subjetivos e, muitas vezes, são imperceptíveis é importante para entender como impactam na relação das pessoas, seja na família, na igreja, na escola, nas comunidades ou nas organizações. Para Saritta, “ajudar os participantes a perceberem a relação entre as identidades impostas pelo sistema e os traumas vividos em sua vida, o impacto dessas dinâmicas na reprodução inconsciente de um papel de opressor, vai permitindo que os participantes desconstruam comportamentos e ressignifiquem sua atuação como liderança transformadora”.Nesse sentido, o programa desenvolve uma abordagem de mudança sistêmica, que parte da percepção do modelo mental, das estruturas de poder, das conexões e relações a partir de uma reflexão sobre si e sobre suas formas de liderar.
“Foi forte a ideia de me perceber no lugar da centralização, de querer mandar… Aprendi a delegar funções e ouvir mais. Passei a perceber e querer que outras pessoas possam experimentar o meu lugar. Aprendi que é importantíssimo afirmar e trabalhar isso.” (depoimento de participante)
Relações de parceria: Com relação à parceria, 2023 foi um ano de construções de relações e confiança entre Freedom Fund e Instituto Fonte. “A gente encerra essa primeira edição com um forte reconhecimento do valor do programa e dos limites da relação de parceiro implementador, diferenciando melhor esse papel com o de prestador de serviço”, avalia Saritta. Para ela, existe confiança na capacidade das duas organizações de perceberem acertos e dificuldades para propor mudanças, cocriar o desenho do programa, incorporando elementos da prática social reflexiva e propondo ajustes em sessões específicas com cuidado e transparência no registro desses movimentos pedagógicos do currículo.
Assim, a edição de 2024, que agora acontecerá com organizações do Sul-Sudeste, começa com muitos aprendizados. “A gente chega com mais atenção sobre o que é importante ser cuidado, do que é necessário ser garantido em termos da diversidade da equipe de facilitadores, com clareza dos princípios do programa, como a importância de fortalecer a dimensão individual e das relações no primeiro e segundo residencial, para encorajar conversas sobre poder, representatividade e cooperação entre organizações estabelecidas e marginalizadas que atuam no campo”, sinalizou Helena.
A perspectiva é que a realidade das pessoas migrantes do Sudeste se some a reflexões sobre raça e gênero trazidas pelas participantes da edição Nordeste, ampliando a percepção no campo da escravidão contemporânea no Brasil. “Isso é muito mágico, essa abertura do programa para oferecer aos participantes algo universal sobre mudança de sistema e receber deles conteúdos que emergem da experiência prática por serem lideranças sobreviventes”, finalizou Saritta.
Trabalho escravo moderno ou contemporâneo: Freedom Fund classifica como “escravidão moderna ou contemporânea” situações de trabalho forçado, em regime de servidão e tráfico de pessoas. Ou seja, quando alguém trabalha por pouco ou nenhum salário e não pode recusar ou sair devido a ameaças, violência, coerção, abuso de poder ou engano. São situações de trabalho escravo moderno:
Casamento forçado: doação, controle, ameaças, violência ou exploração extrema em situações de união entre pessoas;
Tráfico humano: recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento por meio de ameaça ou uso da força para fins de exploração;
Piores formas de trabalho infantil: inclui atividades que privam as crianças de sua infância e de seus direitos básicos, prejudicando sua saúde física e mental e dificultando seu desenvolvimento, de acordo com a Convenção da OIT Nº 182, de 1999;
Exploração sexual comercial de crianças e adolescentes: uso, por um adulto, de meninas e meninos em atividades sexuais em troca de dinheiro, em situações de tráfico, turismo sexual infantil e pornografia;
Trabalho forçado ou compulsório: é todo aquele exigido sob a ameaça de uma sanção e para o qual a pessoa não se ofereceu espontaneamente, de acordo com a Convenção da OIT Nº 29, de 1930. Refere-se a situações de coação, com violência ou intimidação, ou à servidão por dívidas, à retenção de documentos ou a ameaças de denúncia às autoridades de imigração.
Há muitos anos, o Instituto Fonte preserva uma forte relação de parceria e amizade com organizações do Nordeste brasileiro, incluindo de Pernambuco.
Neste momento, além de acompanhar os esforços destas instituições para cuidar das pessoas afetadas pelas chuvas, decidimos auxiliar na mobilização de recursos junto a parceiros financiadores que gostariam de ajudar, mas não sabem o caminho.
Iniciamos uma rede de solidariedade com o objetivo de auxiliar para que mais recursos cheguem até as comunidades afetadas, a partir das organizações que estão na linha de frente.
Gostaria de fazer parte dessa rede de solidariedade?
Envie uma mensagem com o assunto “Quero contribuir com Pernambuco” para contato@institutofonte.org.br , com dados para contato e retornaremos.
A publicação O combate ao racismo como dimensão do desenvolvimento institucional das OSCs é fruto de um processo para o fortalecimento do protagonismo, da capacidade de catalisar processos de mudança e da sustentabilidade das organizações. É uma iniciativa da Equipe de Apoio ao Desenvolvimento Institucional: Fundo de Transição – OAK Foundation/Brasil, que investe no fortalecimento e desenvolvimento institucional de oito OSCs que deixarão de ser apoiadas pela OAK Foundation no Brasil até 2024.
A questão racial foi identificada como um dos desafios emergentes e urgentes no campo das OSCs e seu enfrentamento exige posicionamento individual e institucional, além de comprometimento sistemático.
A publicação traz o conteúdo de quatro experiências de combate ao racismo no ambiente institucional, fruto de um seminário sobre o tema e organiza informações relevantes para organizações interessadas em atualizar temas sociais em sua própria gestão e em seus processos de mudança e desenvolvimento institucional.