Artistas do Invisível

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Artistas do Invisível é um programa de formação inspirado em Goethe, que busca ampliar a consciência dos profissionais que atuam no campo do desenvolvimento, de forma que possam interferir no processo social (e pessoal) com base no pensamento orgânico e uma prática de profunda sensibilidade social.

Dentre as questões geradoras do programa estão:

  • Como podemos nos conectar com o que é vivo nos processos e desenvolver respeito por aquilo que está em estado de vir-a-ser?
  • Como podemos desenvolver nossa capacidade de perceber o que está de fato acontecendo numa situação e ajudar a própria situação a se revelar e se transformar?
  • Como podemos nos tornar conscientes do nosso jeito de ver e de pensar e desenvolver um espaço de reflexão como centro da nossa prática social e do nosso próprio processo de desenvolvimento?

Para quem?

Dedicado aos profissionais de desenvolvimento, das mais diversas áreas de atuação e que estão interessados em buscar – e também construir colaborativamente – a arte da atuação e intervenção social, a partir de uma perspectiva humana e orgânica.

Como acontece?

São previstos seis sessões/módulos (de imersão e contínuos) de sete dias cada. As datas serão acordadas entre o grupo de participantes e os facilitadores de cada edição. Ainda há atividades que devem ser desenvolvidas entre os módulos e demandam que os participantes tenham, de fato, uma prática social à qual possam se referir e com a qual possam aprender.

Investimento

A edição 2016-2019 envolveu um investimento de R$27.000,00 por participante, considerando-se um grupo de 20 pessoas. Os acordos financeiros são parte do engajamento do participante com o programa e são acompanhados por todo o grupo.

O que se aprende na prática?

Em Artistas do Invisível, atividades inter-relacionadas contribuem para desenvolver uma consciência sensível e orgânica. São ações voltadas:

  • À compreensão da vida, sobre desenvolvimento, processos, polaridades, etc.;
  • Ao desenvolvimento de capacidades de observação, intuição e descrição;
  • À promoção do engajamento, do autodesenvolvimento e da facilitação de processos alheios;
  • Ao exercício da escrita e da articulação que contribua para revelar aquilo que os insights podem intuir, que a imaginação pode testemunhar ou que a inspiração pode encorajar.

Coordenação

Artistas do Invisível está em sua terceira turma. É facilitado por Allan Kaplan e co-facilitado por consultores do Instituto Fonte ou convidados. A edição 2016-2019 conta com:

Allan Kaplan

Allan Kaplan

Facilitador

Allan é profissional de desenvolvimento, professor e escritor. Ele é autor de Artistas do Invisível (Ed. Peirópolis), The Development Practitioner’s Handbook (Pluto Press) e The Developing of Capacity (disponível no site do The Proteus Initiative) entre outros. Seu trabalho busca concretizar sobre os efeitos da participação verdadeira em processos, da complexidade socioecológica e da emergência da consciência – que sustentam a liberdade e a responsabilidade como polaridades geradoras da busca do todo. Ele fundou e trabalhou mais de 15 anos no Community Development Resource Association (CDRA), na África do Sul e também estabeleceu o The Proteus Initiative e Towerland Wilderness, como forma de fomentar essa prática.

Flora Lovato

Flora Lovato

Co-facilitatora e coordenadora

Consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte desde 1989. Integrou a diretoria da organização de 1989 a 2007 e a de 2015-2016. É graduada em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior, escola em que realizou também seus estudos de pós-graduação. Foi gerente geral da Fundação Iochpe por cinco anos e há 18 vem trabalhando em processos de desenvolvimento junto a diferentes iniciativas sociais. Co-facilita programas de formação tais como Artistas do Invisível (ao lado de Allan Kaplan, consultor sul-africano vinculado à Proteus Initiative) e Profissão: Desenvolvimento, programa voltado ao desenvolvimento da prática de intervenção no desenvolvimento social realizado pelo Instituto Fonte. É facilitadora convidada na Pós-Graduação “Reflective Social Practice” realizada pelo The Proteus Initiative de Cape Town, África do Sul, em parceria com o Crossfields Institute, de Londres, na Inglaterra e a Alanus University de Bonn, Alemanha. Coordenou diferentes publicações, entre elas os sete títulos da Coleção Gestão e Sustentabilidade, editada pela Editora Global e Instituto Fonte em 2001. É fellow da Fundação Kellogg, do BoardSource e do CDRA (Community Development Resource Association), organização junto à qual cursou o Fellowship Programme, programa avançado com foco em intervenção social.

Ana Biglione

Ana Biglione

Co-facilitadora e coordenadora

Ana é profissional de desenvolvimento, assessora, facilita e desenvolve processos organizacionais e espaços de reflexão sobre a prática e de aprendizagem para organizações, grupos e indivíduos do campo da transformação social, com base na abordagem goetheana de desenvolvimento. Desde 2003 nesse campo, sua atuação entende que o processo de reflexão e tomada de consciência é parte fundamental da construção de uma prática viva, complexa e humana que vai além dos paradigmas atuais de dualidade e controle. Uma das fundadoras da Noetá, atua em rede com o Instituto Fonte e Proteus Initiative, entre outros. É conselheira do Impact Hub São Paulo e do Instituto JCA, foi participante da primeira edição do Programa Artistas do Invisível, e da coordenação da segunda edição.

Depoimentos

  • “Para mim, o programa continua sendo uma intensa jornada para alinhavar a prática profissional à vida pessoal de tal maneira que a costura, invisível, exibindo a coerência das escolhas diárias que fazemos para nos tornarmos artistas no desenvolvimento de pessoas.”

  • “O programa foi uma experiência enriquecedora na medida em que amplia minha capacidade de observar contextos sociais e "perceber o invisível", o que melhorou minha capacidade de diagnosticar situações sem pré-julgamentos e que reforçou minha crença na importância de trabalhar com o que emerge das situações sociais, incentivando o próprio grupo a buscar e construir soluções para suas necessidades ou dificuldades, ao invés de oferecer modelos prontos.