Biblioteca de São Paulo é finalista em prêmio internacional
Parceira do Instituto Fonte desde 2012 em processos de avaliação, a Biblioteca de São Paulo (BSP) é uma das finalistas do Prêmio Excelência Internacional 2018 na categoria Biblioteca do Ano. O evento, organizado pela Feira do Livro de Londres, anunciou no último dia 9 a colocação da BSP, que concorre ao lado da biblioteca de Oslo (Noruega), Aarhus (Dinamarca) e Riga (Letônia).

“O simples fato de estarmos entre os finalistas deste prêmio, junto com outras três bibliotecas extraordinárias, é o reconhecimento internacional do trabalho feito ao longo desses anos para oferecer à população uma biblioteca cidadã, aberta à diversidade e focada no público e nas comunidades a que serve”, comenta Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, organização social que gere o equipamento.
Um dos diferenciais apresentados foi a transformação da área em que anteriormente existia a Casa de Detenção Carandiru em uma praça cultural. Além disso, a entidade é calcada no conceito de biblioteca viva, que valoriza as pessoas e seus saberes e incentiva a troca de experiências.
A parceria Fonte e SP Leituras
O Instituto Fonte acompanha e apoia o processo de avaliação da SP Leituras desde 2012. A organização atua no campo cultural, promovendo ações de estímulo à leitura e a gestão da Biblioteca de São Paulo e da Biblioteca Villa Lobos, do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) e vários outros projetos, como o Viagem Literária, o Praler (Prazeres da Leitura), a publicação do “Notas de Bibliotecas”, a doação de acervo, entre outros.
Ao longo dos anos a avaliação realizada pelo Instituto Fonte tem avançado para o aprofundamento do olhar sobre os resultados e impactos da atuação da SP Leituras. “Isso tem sido possível porque os instrumentos e rotinas de coleta que respondem ao foco da avaliação foram construídos e são revisitados a cada ano, sendo que, progressivamente, as equipes também têm incorporado as rotinas da avaliação em suas atividades, explica a consultora Martina Rillo Otero, responsável, ao lado de Joana Mussi, pelo processo no Instituto Fonte.
Com as questões essenciais sendo atendidas na rotina da organização, estudos específicos voltados para aprofundamentos temáticos que estão mobilizando as equipes podem ser elaborados e conduzidos pelo Instituto Fonte. “Um bom exemplo é um levantamento mais aprofundado com pessoas que moram nas redondezas das bibliotecas, mas não as frequentam”, abordou Joana Mussi.
Em 2017 a “Avaliação na área da cultura sob uma perspectiva do desenvolvimento social” foi o título do curso ministrado pela consultora Martina Rillo Otero e o Grupo Contrafilé, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP. A formação refletiu sobre a avaliação, uma prática cada vez mais difundida socialmente, sob uma perspectiva ao mesmo tempo construtiva e crítica e relacionada à temática cultural.
É possível ler mais sobre esse caso de consultoria no artigo Quando a leitura e a avaliação se encontram – SP Leituras, publicado no Relatório de Gestão 2015 e 2016, do Instituto Fonte.
Sobre o prêmio: é fruto de parceria com a Associação de Editores do Reino Unido (UK Publishers Association) e tem como objetivo celebrar as melhores iniciativas internacionais em 17 categorias: audiolivro, livraria, inovação editorial, iniciativa educacional, festival literário, publicação acadêmica, publicação infantil, tradução literária, inovação digital, entre outras. Para cada uma delas, há um júri composto por especialistas na área.
O resultado será anunciado no dia 10 de abril, em Londres, durante a London Book Fair, uma das mais importantes feiras de livros do mundo, ao lado da de Frankfurt e Guadalajara.
Com informações publicadas em: https://bsp.org.br/2018/02/27/bsp-e-finalista-de-premio-internacional/
Fotos de divulgação publicadas em: https://bsp.org.br/fotos/




dora dos Programas Educativos Inclusivos da Pinacoteca de São Paulo) e Liliana Sousa e Silva (Assessora Técnica na Unidade de Monitoramento da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo).
“Pra mim, está sendo uma oportunidade muito rica e instigante discutir esse tema da avaliação e dos indicadores culturais, fundamental para pensar nossa prática dentro das instituições e relegada a um segundo plano, quando deveria estar no início, no meio e no fim de nossas ações. Tudo o que a gente puder fazer para fortalecer essas iniciativas de avaliação é válido. É muito legal ver tanta gente motivada a discutir isso”. Gabriela Aidar
desse extremamente importante. Digo isso pelo meu percurso. Eu fiz meu doutorado em Indicadores Culturais, finalizei em 2007 e não tinha interlocutores aqui no Brasil. Minha carreira está correndo em paralelo com a profissionalização da gestão cultural. Minha preocupação é mais metodológica do que de resultados. Já tive a oportunidade de participar de encontros da RBMA em que eu estava sozinha como interlocutora da área cultural. Espero que seja um passo de inserção da cultura para discutir essas questões.” Liliana Sousa e Silva
de uma maneira muito abstrata, de efeitos abstratos, pessoais até, que são difíceis de medir. Mas pensando formatos capazes de se aproximar da avaliação, isso gera um ganho enorme no campo da cultura. Digo isso até por experiência de instituições que realizam projetos maravilhosos, com uma grande abrangência, mas a avaliação acaba sendo muito restrita, relacionada a um ou outro evento. Não dá uma visão de conjunto do que tem sido feito. Um desafio é esse, você pensar do início ao fim um processo de avaliação. E que não precisa ser final e relacionado aos objetivos. Pode estar relacionado ao jeito que o projeto é construído, tratado, dialogado, que leve em conta o envolvimento de todas as partes, desde quem está pensando o programa até quem está utilizando”. Maurício Trindade da Silva






