O Curso de Monitoramento tem o propósito de contribuir com o desenvolvimento e ampliação das capacidades e habilidades das organizações na realização do monitoramento dos seus projetos com (BfdW), captando os efeitos, identificando as aprendizagens e gerando conhecimento institucional.
Foi desenvolvido pela Unidade de Assessoria de BfdW e o Instituto Fonte considerando as experiências em assessorias prestadas até o momento. O desenho também levou em conta as escutas e compreensões sobre o que as organizações parceiras têm trazido como necessidades de aprimoramento.
OBJETIVO
Ao final do curso os participantes:
Compreendem as principais etapas de um Sistema de Monitoramento.
Refletem e identificam oportunidades de inovação no Sistema de Monitoramento do projeto com BfdW.
Expandem a percepção da importância da cultura de monitoramento.
Se reconhecem mais aptos a operacionalizar um Sistema de Monitoramento adequado ao projeto com BfdW.
PARA QUEM?
Pessoas das organizações responsáveis pelo desenho e gestão de sistemas de monitoramento; e envolvidas com sua operacionalização e elaboração dos relatórios do projeto.
ESTRUTURA E ABORDAGEM
O curso tem início no próprio ato de inscrição, em que a organização identifica uma questão, relacionada à prática de monitoramento da organização no projeto com BfdW, que deseja trabalhar durante o curso para o seu aprimoramento. O projeto com BfdW será a base de todo o curso.
Os participantes devem estar preparados para se dedicar a um processo que pede disciplina e tempo para o estudo de documentos preparatórios (momento assíncrono) para as sessões on-line (momento síncrono).
O formato do curso é remoto, desenhado para ter sessões assíncronas para o estudo individual (plataforma Moodle de PPM) e sessões síncronas de aprofundamento (Zoom) para intercâmbio e reflexão entre os participantes.
Será oferecida uma sessão de 2h de mentoria para as organizações que se interessarem pós o término do curso, com o objetivo de apoiar os participantes em questões específicas e dúvidas que possam surgir em relação à aplicação de algum conteúdo do curso na prática de monitoramento da organização após o encerramento do mesmo.
Síncrona
09 sessões on-line, em formato instrutoria, com cinco Unidades Temáticas.
Assíncrona
Estudo dos conteúdos das unidades a partir dos materiais disponibilizados na plataforma Moodle.
O curso é constituído por cinco unidades, sendo elas:
Unidade 1
Atualizando e reciclando conhecimentos: OEDI e Monitoramento / Parte 1 – A Abordagem da Orientação a Efeitos Diretos e Impacto (OEDI) e sua aplicação em PPM (BfdW) / Parte 2 – Objetivos, Indicadores e Monitoramento
Unidade 2
O Sistema e a Cultura de Monitoramento
Unidade 3
Etapas e Ferramentas do Monitoramento / Parte 1 – Planejamento do Monitoramento / Parte 2 – Ferramentas para o Monitoramento
Unidade 4
Análise de Dados e Informação
Unidade 5
Uso de Dados e Informações
IMPORTANTE! O aproveitamento do curso será proporcional à dedicação do participante nas atividades assíncronas que estão diretamente relacionadas com os conteúdos das sessões on-line e dos trabalhos em grupo.
PRODUTOS
No final do curso espera-se que cada organização tenha conseguido alcançar dois produtos concretos:
Visualização do atual sistema de monitoramento da organização
Matriz de Planejamento do Monitoramento do projeto (foco em um indicador do projeto com BfdW)
OPERACIONALIZAÇÃO
Duração
3 meses.
Período de realização
25 de abril a 18 de julho de 2024.
Carga horária
53h organizadas em:25h sessões on-line* (síncronas).28h (estudo preparatório (assíncrono). 2h opcionais de mentoria para cada organização.
*Informamos que as sessões on-line não serão gravadas.
FACILITAÇÃO
A facilitação do curso será feita por Édien Pantoja (Unidade de Consultoria de BfdW) e Denise Castro (Instituto Fonte)
CRONOGRAMA
Sessões síncronas:
ABRIL
25/04 – sessão introdutória
MAIO
07/05 – sessão unidade 1 / PARTE I 08/05 – sessão unidade 1 / PARTE II 20/05 – sessão unidade 2
JUNHO
10/06 – sessão unidade 3 / PARTE I 11/06 – sessão unidade 3 / PARTE II 24/06 – sessão unidade 4
JULHO
11/07 – sessão unidade 5 18/07 – sessão avaliação
HORÁRIO
Unidade 1 e 3: 9h30 às 12h00
Unidade 2, 4 e 5: 9h30 às 12h30
Sessão introdutória e avaliação: 9h30 às 12h30
INSCRIÇÕES E CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
O curso tem capacidade de atender até 12 organizações, sendo desejável duas pessoas por organização.
As organizações interessadas devem preencher o formulário de candidatura (abaixo) e encaminhar até 10de abril.
A análise e seleção das candidaturas será realizada considerando os seguintes critérios:
Número de participantes inscritos por organização;
Identificação da problemática, objeto de estudo do curso;
Compromisso com o programa e o seu cronograma;
Experiência na temática;
Papel na organização
No dia 16 de abril, será realizado um encontro com as pessoas inscritas para esclarecimentos do processo e estabelecimentos de acordos. O resultado da seleção será divulgado por e-mail para as candidatas e os candidatos até 19de abril.
nós da equipe de coordenação do Instituto Fonte e do Programa Desenvolvimento como Profissão – PROFIDES, considerando os motivos e as consequências da Pandemia pela qual estamos passando, sofrendo e aprendendo, entendemos que postergar o início dos encontros físicos da XI edição é uma necessidade que se impõe.
Assim sendo, fica suspenso o início dos encontros presenciais do programa até uma data adequada, a ser decidida à medida em que a situação do isolamento social se mova.
O Profides tem como cerne de sua estratégia a imersão e encontro presencial. No momento, formamos um grupo com pessoas que conhecem a história, propósito e metodologia do programa e estamos avaliando caminhos e formatos possíveis para lançamos um espaço de aprendizagem virtual. Sobre isso, comunicaremos oportunamente.
Caso tenha interesse em participar de atividades virtualmente, ou queira tirar dúvidas, entre em contato com:
O Instituto Fonte, com o apoio da Canella & Guerra, da Reúna e do Urucum Sítio Vale de Luz, está lançando a 11ª Edição do Profides: Desenvolvimento como Profissão, que vai ocorrer entre as cidades do Rio de Janeiro e Nova Friburgo, de abril a novembro de 2020.
O Profides é um espaço para aprofundar a compreensão sobre nossa forma de atuar enquanto profissionais e indivíduos, assim como para qualificar nossas habilidades de observar e intervir em processos sociais, seja de dentro de uma organização da sociedade civil, um órgão público, uma empresa, um projeto social, um coletivo, ou outras formas de atuar com desenvolvimento.
Lembramos que, para a Edição XI, o programa segue dividido em cinco módulos, que têm as seguintes questões inspiradoras e que ocorrerão nas seguintes datas:
Módulo 1: Como as mudanças ocorrem?
De 30/04 a 03/05 – Entre módulos: 27/05
Módulo 2: Então, o que é desenvolvimento?
De 25/06 a 28/06 – Entre módulos: 22/07
Módulo 3: Como desenvolver nossas habilidades para reconhecer dinâmicas de desenvolvimento em nós mesmos, em grupos e em organizações?
De 20/08 a 23/08 – Entre módulos: 09/09
Módulo 4: Como atuar de forma a gerar condições para que o desenvolvimento ocorra?
De 01/10 a 04/10 – Entre módulos: 28/10
Módulo 5: Como seguir aprendendo e se desenvolvendo?
De 26/11 a 29/11
… há uma diferença entre ver e ver; … os olhos do espírito têm que trabalhar em uma conexão perpétua com os do corpo, pois de outra forma o indivíduo corre o risco de ver e ainda assim não ver.” Goethe
UMA PRÁTICA RADICAL PARA PROMOVER MUDANÇAS
Estou fazendo o melhor a ser feito nessa situação?
Como esticar o pensar a partir de explorações rigorosas da sua prática?
Qual o jeito de olhar que orienta seu pensar e a sua prática?
Após três edições em São Paulo, pela primeira vez o Nordeste receberá a oficina sobre Ativismo Delicado. Será em Olinda, Pernambuco, dias 23 e 24 de agosto, como parte das celebrações dos 20 anos do Instituto Fonte, em conjunto com a comunidade profissionais, amigos e parceiros dessa região do país.
A oficina, um convite para enxergar as relações do campo social e favorecer o pensar a partir de explorações rigorosas da prática individual, foi desenvolvida pelo Instituto Fonte em parceria com a Noetá e o Proteus Institute. Procura ajudar as pessoas a manter viva uma prática social que permite ir além das ambiguidades e incertezas e que solicita que estejamos “acordados” para a coerência entre nosso fazer e o nosso pensar.
A abordagem dessa oficina tem sua raiz no empirismo delicado de Johann Wolfgang von Goethe. A contribuição científica deste autor, cientista e estadista alemão é a base da Prática Social Reflexiva, desenvolvida pelo Instituto Proteus (África do Sul) e trazida para o Brasil de forma pioneira pelo Instituto Fonte, em 2002.
Sua facilitação será realizada por Flora Lovato e Saritta Falcão Brito, consultoras associadas do Instituto Fonte, além de profissionais de desenvolvimento e ativistas delicadas.
O delicado empirismo de Goethe é uma ciência da vida em todas as suas formas. Para obter uma compreensão completa da vida, o método de Goethe exige que o cientista respeite e atenda a vida. Eu argumento que, para alcançar esse objetivo, é preciso se tornar um aprendiz para a vida. Tornar-se um aprendiz para a vida exige que se recuse a comer o Outro. Isso implica que o método de Goethe pode ser empregado com sucesso por qualquer pessoa que busque justiça social”. Bill Bywater
FACILITADORAS ::
Saritta Falcão Brito é consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social, desde 2012.É graduada em Administração de Empresas pela UPE – Universidade de Pernambuco e pós-graduada em Reflective Social Practice pelo Philosophy of Social Innovation Institute da Alanus University – Alfter, Alemanha.É empreendedora social e há 18 anos trabalha com gestão de projetos, programas e organizações da sociedade civil e no desenho e facilitação de processos de aprendizagem. Atua como membro do Grupo Recife de Aprendizagem – GRA (2012); do Conselho Deliberativo da Fundação Mamíferos Aquáticos (2011) e da Kellogg Fellows Leadership Alliance – KFLA.
Flora Lovato é consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte desde 1999. É graduada em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior, onde realizou seus estudos de pós-graduação. Há 20 anos trabalha em processos de desenvolvimento organizacional, planejamento estratégico, aprendizagem e avaliação de programas e projetos junto a diferentes iniciativas sociais. Atua como co-facilitadora em programas de formação desenvolvidos pelo Instituto Fonte e por outros parceiros, como na Pós-Graduação em Prática Social Reflexiva realizada pelo The Proteus Initiative, GRA – Grupo Recife de Aprendizagem, Instituto Crossfields e Alanus University. É fellow da Fundação Kellogg, do BoardSource e do Community Development Resource Association.
OFICINA ATIVISMO DELICADO
Quando :: 23 e 24 de agosto, das 8h30 às 18h30 (e 1h30 para o almoço)
Onde :: Convento de São Francisco – Olinda, PE
Investimento :: R$ 320,00, até 12/08 :: R$ 420,00 a partir de 13/08 :: O Instituto Fonte vai oferecer um desconto de R$ 70,00 às 10 primeiras inscrições.
Ela é de palavras suficientes. Nem muitas, nem poucas. Suficientes. Também não é fácil cultivar seu sorriso. Ele tem um tempo para surgir, vem aos poucos e pode ser permanentemente controlado com certa facilidade. Sua docilidade não aparece de imediato, mas surge em pequenos gestos de cuidado com o próximo: uma lembrança, um chocolate, um mimo delicado.
Seu nome fala sobre sua essência, Flora, que há 20 anos floresce e faz florescer, junto a uma enorme rede de profissionais do desenvolvimento, o Instituto Fonte para o Desenvolvimento Social. Nesse dia 17 de maio, data em que essa fonte completa, oficialmente, 20 primaveras, comemoramos com uma logomarca especial e relembrando/projetando a história dessa organização, a partir da voz de quem esteve presente durante todo esse período.
Flora Lovato contou sobre o passado e realizações. Mas também tratou de perspectivas para o futuro organizacional, em um momento ainda difícil para projeções futuras no campo social.
De especial para esse momento, Flora carrega sua voz em sintonia com as de outras quatro mulheres comprometidas com a missão do Instituto Fonte, sua renovação e seu olhar profundo para a prática social reflexiva como proposta de intervenção e aprendizagem.
Vinte anos de parceria entre Flora e Fonte. Vinte anos de Fonte contados por Flora. Vinte anos de Flora contados pelo Fonte.
De onde chego…
Eu chego no Instituto Fonte no fim dos anos 90. O contexto externo era muito propício à inserção das empresas, das iniciativas privadas e fundações no setor social. Havia uma necessidade em aprender a dialogar com as organizações sociais e era comum a indagação, pelo mundo corporativo, sobre a capacidade de gestão das organizações.
A entrada das empresas no setor social traz recursos e vem também atrelada à capacitação das ONGs em sua gestão, e esse foi meu viés profissional naquele momento. Eu trabalhava para que as organizações aprimorassem a sua gestão.
Logo depois, quando o Instituto Fonte se funde com o Instituto Christophorus, tenho contato com uma nova visão de mundo, que olha para as trajetórias das organizações e aponta como maior desafio para elas a compreensão em torno de seu próprio caminho, para que o próximo passo desta trajetória seja dado com assertividade, com correção, com primor. Eu saio de um lugar onde a gestão era o centro e vou para outro no qual a gestão transforma-se em mais uma ferramenta para o desenvolvimento. A partir daí, faço vários cursos e formações para me apropriar desse novo jeito de olhar o mundo e compreender as organizações. E a transformação que eu percebia em mim, assim como nas organizações com as quais eu trabalhava, era muito maior do que aquele que percebia ao trabalhar apenas a partir da qualificação de sua gestão.
20 anos praticando o desenvolvimento de organizações
Nesses 20 anos, o Instituto Fonte realizou muito em consultorias, desenvolveu programas de formação e foi uma organização bem inovadora na abordagem que adotou para seus diferentes campos de atuação.
O Profides: profissão desenvolvimento, que está entrando em sua décima edição, inspirou vários participantes a criarem também iniciativas a partir desse olhar social de desenvolvimento, sobre as organizações e o contexto social.
Preparando atividade do Profides 3, em 2008
Acho que devo falar do GRA – Grupo Recife de Aprendizagem como um grupo do Nordeste e que carrega a identidade do Profides, com integrantes das edições II, IV e VIII, e que hoje é um coletivo muito sólido capaz inclusive de organizar uma Pós-Graduação sobre a prática social reflexiva, a primeira no Brasil. É um grupo que se forma como desdobramento de um programa do Fonte, de uma prática do Fonte e que permanece unido para praticar, no Nordeste. E é importante diferenciar essa natureza de identidade, do qual emerge também um Fonte no mundo que acontece a partir desses coletivos que surgem livremente. Um Fonte que se viu multiplicado em diversas outras iniciativas.
Então, acho que o Profides e o Artistas do Invisível são programas muito inovadores, que vão servir de semente ou inspiração para outras iniciativas como o Instituto Geração, o Programa Lidera, da Ação Empresarial para a Cidadania, e vários outros projetos.
O Artistas do Invisível consolida um grupo de pessoas aqui no Brasil que vem sendo o que hoje a gente chama de profissional da prática social reflexiva, que cria uma dinâmica, com disciplina e rigor, voltada para seu próprio desenvolvimento como processo para que o mundo e as organizações também possam se transformar. Vale lembrar que a Noetá foi um parceiro importante no desenvolvimento de novas turmas do Artistas e em outras atividades, como na oficina do Ativismo Delicado.
Para ajudar organizações a ajudarem o mundo a mudar, o próprio praticante tem que contribuir com seu próprio desenvolvimento.
Consultorias: prática, aprendizagem e desenvolvimento
Outro ponto muito inovador e inspirador veio das consultorias, realizadas por esse corpo muito sólido de consultores para os mais diversos tipos de organizações, empresas, a ponto de precisarmos expandir o grupo inicial. Em um determinado momento, ganhamos força e presença no campo social e ficou difícil cuidar do tamanho que o Fonte adquiriu e acabamos perdendo vitalidade institucional dentro daquele formato de atuação.
Facilitando reunião de planejamento na Liga Solidaria
Hoje, o grupo de pessoas que está no Fonte são cinco mulheres que têm em comum o fato de terem participado de um programa de pós-graduação dentro da prática social reflexiva e possuem o desejo de continuar fazendo uma diferença significativa no mundo por meio do Fonte.
O Fonte, como organização, precisa ser um esteio. Precisa praticar dentro de si o que ele faz para fora. O que a gente prega para os nossos clientes e para os nossos parceiros também deve viver dentro do Instituto Fonte, como organização.
As publicações sempre tiveram relevância na trajetória do Instituto Fonte. O primeiro grande marco é a Coleção Gestão e Sustentabilidade, um conjunto de livros que fez diferença em um momento em que havia pouca publicação voltada para organizações da sociedade civil ou que tratasse desse tema de forma específica para as ONGs. Alguns livros dessa coleção foram reeditados três vezes. Vários ainda continuam sendo usados como referência, seja no trabalho, seja em pesquisa. O ICE – Instituto de Cidadania Empresarial – que também comemora 20 anos em 2019, foi a organização que acreditou nesse trabalho e apoiou financeiramente sua realização.
O ICE também apoiou o Projeto Gestão, que realizamos na mesma época, com 25 instituições que viveram significativos processos de desenvolvimento, envolvendo desde sua governança até sua comunicação, mobilização de recursos e gestão financeira. O apoio do ICE nessa fase inicial foi crucial para o fortalecimento das ONGs e para a construção do vínculo entre elas e a iniciativa privada que começava a dar passos mais consistentes no campo social. Nossa crença nessa época, e que continua até hoje, é a de que com as publicações podemos alcançar pessoas e grupos que, de outra forma, não teriam acesso a esse conhecimento.
No caminho da construção de processos a partir da “prática social reflexiva”, houve uma parceria que marcou toda nossa história e que começa ainda com o Cristophorus. Nesses 20 anos, construímos muitos diálogos com Allan Kaplan e o Proteus (organização criada e gerida por Allan e Sue Davidoff na África do Sul). A primeira coisa que ele faz conosco é nos ajudar a cuidar do Fonte.
Uma outra coisa foi a inspiração e o apoio que ele nos deu no desenho do Profides, e do Artistas do Invisível, este último a pedido de Marina Magalhães, que era nossa colega de Fonte na época. Com esses programas nossa relação se fortalece e ele se aproxima de outros outros atores aqui no Brasil. Claro que ele caminha com as próprias pernas, mas a gente, de certa forma, vai abrindo canais para outras organizações, outras pessoas dialogarem com Allan e sua teoria.
Esta é uma reunião de planejamento, em 2004, conduzida por Allan
Essa parceria foi crescendo e hoje três grupos de pessoas concluíram o Artistas. Realizamos várias oficinas em diferentes cidades do país e inclusive a série Delicado Ativismo em que Ana Biglione, da Noetá, foi parceira. E mais recentemente realizamos um programa de pós-graduação no Recife a partir da iniciativa do GRA – Grupo Recife de Aprendizagem, certificado pela Alanus University. As parcerias com o GRA e com a Noetá ainda frutificam e com elas vamos criar outras propostas bem sólidas para o futuro.
Avalio que juntas, essas organizações (Proteus, Fonte, GRA e Noetá) estão batalhando muito para que no Brasil se tenha um corpo de profissionais, praticantes sociais reflexivos, além de estarem ajudando esse corpo a se reconhecer e a se fortalecer.
O Fonte e o agora…
Allan contribuiu muito com toda nossa trajetória e achamos importante contar novamente com ele em 2018. Ele nos fez duas perguntas cruciais: se o Fonte ainda poderia fazer sentido para o mundo e, em fazendo, se haveria um grupo dentre nós que aceitaria colocar energia e empenho em renová-lo.
Entendemos que se a organização fosse continuar ela só valeria continuar se ela fizesse sentido para o mundo, se a gente de fato visse que iríamos fazer algum tipo de diferencial para as organizações e para o campo social. Tudo que a gente quer estar falando pra fora era algo que precisava renascer, uma fogueira que precisaria ser reacendida dentro do próprio Fonte. Teve um trabalho conjunto, como Fonte, de aprendizagem e ter a disciplina em torno dessa prática como central. Tanto no trabalho que a gente faz no mundo, como no trabalho que a gente faz pra dentro do próprio Fonte. Isso significa, primeiro, assim como dizemos pro nosso cliente, vamos observar a sua organização, o que está acontecendo, quais são os fatos, quais são os padrões seguidos ou criados, era necessário que a gente também olhasse pra esses aspectos dentro do Fonte: quais são os sinais da nossa prática? Como podemos cuidar do que parece que está se estagnando? Onde parece que tem vida e como a gente pode cuidar da vida?
Encontro de planejamento do Fonte, em setembro de 2018 na Serrinha após decisão das cinco mulheres.
As cinco mulheres que compõem o Instituto Fonte acreditaram e acreditam nisso. Além de terem participado conjuntamente da Pós-Graduação em Prática Social Reflexiva, partilham a crença de que organizações como o Instituto Fonte foram e continuam sendo relevantes no contexto social, particularmente hoje. Por isso, decidiram renovar a organização, mantendo inclusive alguns de seus programas. O Profides iniciou agora sua décima turma. Em breve, o conhecimento construído em torno dessa prática ao longo destes 20 anos também será disponibilizado com nossa escrita. Será uma publicação autoral, sobre nossas reflexões e aprendizagens e sobre esse jeito de atuar no mundo a partir de nossa própria experiência.
O mundo do Fonte e o mundo
Aqui no Brasil estamos vivendo um momento muito singular. Eu acho que em raros momentos vi tanto acirramento de forças acontecendo, tão baixa capacidade de diálogo, e vi tão pouca capacidade de as pessoas compreenderem o sentido do que elas mesmas estão fazendo e do que está emergindo no país, para o significado deste momento, principalmente em termos de políticas públicas: o que significa um programa como o Escola sem partido, o que significa acabar com o SUS entre tantas outras possíveis perguntas que poderia lançar. Enfim, acho que estamos com pouca capacidade de compreensão e de leitura sobre o sentido de nossas escolhas. E cada vez menos com capacidade de conversar, de dialogar, de ouvir, de se ouvir, de se compreender, e também de compreender o outro. Acho que nesse momento tem muita incompreensão.
Esse contexto mais amplo me diz que organizações como o Fonte, que ajudam outras a construir sentido sobre o que vem fazendo, a refletir e assumir consequências pelas escolhas que vem assumindo, de como seu jeito de pensar afeta e produz coisas no mundo, ainda são necessárias. Sinto que o mundo está dizendo que quem contribui para a criação de sentido e significado tem espaço para atuar no mundo.
Acho que também está sendo dito pelo mundo, pelas organizações, que esse não é o momento de atuação isolada. Não é o momento de se fazer coisas sozinhos, é o momento de se fortalecer nesse espírito de “ninguém solta a mão de ninguém”. A gente quer muito fazer junto a outras pessoas e com outras organizações… e uma dessas, por exemplo, é o Ficas, com quem estamos compartilhando sua casa e com quem estamos desenhando projetos novos. Queremos fazer junto com outras organizações, como Noetá e o GRA, com quem já trabalhamos, mas também com novas. Eu acho que a gente precisa fazer junto para criar o novo, o futuro que imaginamos e queremos.
Para comemorar os 20 anos, o Fonte planejou uma série de entrevistas mensais sobre temas e ações importantes no contexto do desenvolvimento social de organizações e profissionais.
Cada rede social institucional vai contar com diferentes formas de publicações, que nos ajudarão a contar essa história para parceiras/os, amigas/os e outras pessoas interessadas na trajetória do Instituto Fonte.
Venha com a gente. Gostaria de escrever, lembrar, contar alguma história vivida conosco, enviar fotos de formações, escreva e mande para contato@institutofonte.org.br.
Facilitando reunião de planejamento na Liga Solidaria
Facilitando encontro de avaliação do Programa Proniño da Fundação Telefônica, na Espanha
Profides 3, com Alexandre Randi, no Centro Paulus, em dezembro de 2003
Reunião de planejamento, em 2004, conduzida por Allan.
Reunião de planejamento, em 2004.
No Profides 4, em 2010..
Facilitando a observação de plantas no Profides 4, em 2010.
Preparando atividade do Profides 3, em 2008.
Em aula de geometria projetiva conduzida por Allan Kaplan com meus colegas do Fellowship do CDRA, em 2005.
Numa reunião de planejamento do Fonte, em 2004
Preparação para contar história no Profides 6, em 2012.
Numa festa de confraternização do Instituto Fonte.
No Profides 10, em 2019.
No Profides 10, em 2019.
Encontro de aprendizagem da equipe do projeto Escola da Juventude, 2017.
Equipe do Artistas do Invisível em reunião durante um dos módulos, 2017
Facilitação de encontro de avaliação do programa São Paulo pela Primeiríssima Infância, realizado pela Fundação Maria Cecília de Souto Vidigal – encontro realizado em Votuporanga, em 2017
Encontro de planejamento do Fonte, em setembro de 2018 na Serrinha após decisão das cinco mulheres.
Encontro da equipe de facilitação do Programa Blend, realizado pela Fundação Otacílio Coser, em 2018
Aristides no Centro Paulus, em 2016
Congresso do GIFE, em 2016
Workshop da Pós Graduação em Prática Social Reflexiva realizado no Centro Luiz Freire em Olinda, 2017
Durante quatro dias, um grupo de pessoas reunidas, profissionais das mais diversas áreas, em torno de um objetivo: ampliar sua capacidade de olhar, sentir, vivenciar organismos vivos e seus processos de desenvolvimento, e aprender com eles.
O primeiro módulo do Profides X aconteceu de 10 a 13 de abril, no Sítio das Fontes, em Jaguariúna. Envoltas por muita natureza e vida, estas são as primeiras impressões e registros fotográficos, uma imagem comunitária de um “coletivo” que se inicia.
Até o final de 2019, teremos mais quatro módulos e muitas trocas, leituras e reflexões entre eles. Você que fazer parte? Ainda há tempo… saiba mais sobre o Profides em: http://new.institutofonte.org.br/profides2019/
Diariar*
Sobre mãos e palavras…
Há algum tempo tenho tentado entender melhor meu trabalho com as mãos.
Quando me classifico/intitulo “jornalista”, me sinto uma montadora de móveis. Sabe o guarda-roupas pronto que você compra na loja e precisa montar? Uma montadora de móveis. Uma função que ocupo naquele momento! Monto palavras para contar histórias encomendadas.
Mas é como se, ao chegar em casa, eu pudesse criar meus móveis. E me transfiro, de montadora de móveis, a marceneira. Ou artesã. E me sinto como uma “marceneira das palavras”, uma “artesã das palavras”.
Não preciso ser uma ou outra, nem valorar uma ou outra. Posso ser e fazer as duas. Sou simultânea, uma e outra. E outras…
Uma é minha sobrevivência e uma função que atende às necessidades dos outros, do mundo. Conto as histórias que me pedem para montar. A outra atende as minhas necessidades de lidar com as palavras, de contar e criar histórias. É uma necessidade interior. Cuidar, criar, montar palavras de forma que eu crie meu próprio móvel.
Assim sinto e percebo minha prática. Quando jornalista, uma montadora de palavras. Quando escritora, uma artesã das palavras. Lilian Romão– Profides X – Abril/2019
*o diariar é uma atividade do Profides, na qual as pessoas escrevem sobre suas impressões, sensações sobre uma vivência, um debate, uma atividade, algo que acontece no grupo.
Sobre as imagens…
Cada um/a com seu ponto de vista.
Cada um/a com seu jeito de ver.
Cada um/a focando aquilo que lhe chama atenção.
Todas/os ampliando o olhar para ver aquilo que não é visível.
Um programa para fomentar uma prática política reflexiva para sermos, hoje, artistas criadores da nação democrática e sustentável do amanhã.
O Ser Político é um programa para um mergulho profundo no político que vive em cada um de nós, despertando habilidades para agirmos conscientes dos efeitos de nossas ações sobre um mundo que é vivo, complexo e que pede responsabilidade para transformá-lo.
O programa se propõe a promover o desenvolvimento:
de um pensar próprio para agir em liberdade, no qual este Ser Político conduza a si mesmo como agente criador de uma sociedade democrática e sustentável, em colaboração.
de habilidades perceptivas e sociais para a qualidade da intervenção política, por meio de atividades de observação, da natureza e de situações sociais reais, e de práticas meditativas, artísticas e de escrita.
da capacidade de se estabelecer relações de confiança na diversidade e na divergência para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
de lideranças políticas – dentro e fora do sistema político – com potencial de inovação para incidir nas agendas e nos processos de formulação e implementação de políticas públicas.
de relações de confiança na diversidade e na divergência, para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
Para quem?
Um programa para pessoas que atuam ou se sentem chamadas a atuar politicamente e sejam questionadoras da qualidade de sua incidência.
Fundamentos e abordagem
O programa se fundamenta na compreensão de que os processos sociais são fenômenos vivos e cada indivíduo é parte ativa da situação na qual está inserido.
Neste caminho da aprendizagem, a experiência do participante é o principal referencial para que um novo tipo de consciência emerja da compreensão dos processos naturais e sociais. Para tanto, serão conduzidos exercícios de leitura, observação, artísticos e de escrita na busca por um desenvolvimento auto reflexivo acurado e disciplinado.
O Programa apoia-se na Prática Social Reflexiva (PSR), uma abordagem cunhada pelo The Proteus School of Reflective Social Pratice e propagada no Brasil, desde 2002, pelo Instituto Fonte. Trata-se de uma prática de profunda sensibilidade social, baseada na compreensão de que o mundo das relações sociais é tão vivo e emergente quanto qualquer organismo. Sua referência é a fenomenologia de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), desenvolvida para enxergar as profundezas do mundo vivo, adaptando o pensamento para que ele se torne um órgão de percepção da vida.
Formato do programa
Imersão
O programa será de imersão, em quatro (4) módulos com duração de quatro (4) dias cada. Durante cada módulo, os participantes ficarão hospedados no mesmo local da realização do programa. Em cada intervalo entre os módulos haverá uma sessão de mentoria para o acompanhamento dos participantes.
A prática política ancorada na observação atenta da realidade requer tanto a imersão nessas realidades, para enxerga-las e senti-las de perto, como também um distanciamento da posição em que costumamos estar como observadores, nos deslocando para outras posições de ponto de vista.
Em um país diverso como o Brasil, as realidades são muitas e maiores ainda os pontos de vista.
Para instigar a observação consciente das relações que se estabelecem em diferentes contextos, os quatro (4) módulos do percurso formativo serão divididos entre duas capitais simbólicas do Brasil contemporâneo: São Paulo, símbolo do desenvolvimento econômico e do Brasil industrializado; e Recife, símbolo do nascimento da sociedade brasileira miscigenada, ocidentalizada e politizada.
DATA
LOCAL
Módulo 1
01 a 04 de Agosto/19
Recife/PE
Módulo 2
03 a 06 de Outubro/19
São Paulo/SP
Módulo 3
06 a 09 de Fevereiro/20
Recife/PE
Módulo 4
21 a 24 de Maio/20
São Paulo/SP
Conteúdo do programa
Módulo I: O Ser Político.
O Programa inicia-se com ênfase no desenvolvimento de faculdades centrais da Prática Social Reflexiva: qualidades da atenção, da consciência e da abertura. Expande no participante suas habilidades perceptivas, levando-o a ter um olhar cada vez mais atento sobre si, o mundo e as relações que se estabelecem entre estes. O aprendizado permite que o participante reconheça o que sua ação mantém, fortalece e transforma no mundo.
Trabalho escrito (entre módulos): Eu político (1500 palavras)
Módulo II: A complexidade no fazer político.
Este módulo busca ampliar a compreensão da complexidade presente na paisagem política – polaridades, contradições, relações – reconhecendo um mundo vivo, de conexões e constante mudança. A partir do estudo sobre o sistema democrático brasileiro – sistemas de governo e político, forma de organização de Estado, partidos e de controle social – promoverá a investigação de situações vivenciadas pelos participantes e também por convidados, provocando a busca pela compreensão sobre a qualidade da intervenção política própria de cada um.
Módulo III: Uma prática servidora.
O foco é compreender os desafios do exercício do poder ao colocar sua vontade no fazer politico. O participante irá vivenciar 24h da rotina de uma família em comunidade em situação de vulnerabilidade e risco social e ambiental. Esse módulo pedirá abertura do participante para que dê dois passos para dentro de si em busca dos padrões e forças motrizes que orientam sua ação. Um mergulho radical, luz e sombra, numa dança de aprendizagem em busca da real mudança capaz de sustentar e honrar o poder que é outorgado pela representação.
Trabalho escrito (entre módulos): O Ser Político (1500 palavras)
Módulo IV: Uma politica autêntica
O percurso de desenvolvimento culminará no reconhecimento sobre o que se transforma na prática política de cada um e o que emerge no caminhar da vida politica do grupo de participantes. Estes, conscientes de que cada um é corresponsável pela criação das realidades coletivas, irão em busca de se maravilhar com o que quer nascer da relação do grupo e que seja capaz de se sustentar na complexidade do fazer político autêntico para, assim, propagarem uma prática política reflexiva.
Coordenação Pedagógica
André Previato é natural de São Paulo/SP, onde reside, tem atuado nos últimos quatro anos com empreendedorismo cívico voltado ao aprimoramento da democracia, em especial na RAPS – Rede de Ação Política pela Sustentabilidade e no AGORA!. Nesse período se envolveu ativamente em candidaturas de renovação alinhadas ao desenvolvimento sustentável. É mestre pela London School of Economics and Political Science (LSE), especialista em Direito Econômico pela GV-Law e graduado em Direito pela PUC-SP. Certificou-se como mediador pela CEDR e pela FIESP.
Dalva Correia é natural de Recife/PE, onde reside, e atua na gestão pública do município em diferentes políticas públicas, atualmente com foco no envelhecimento e como consultora em processos de Desenvolvimento Institucional (DI), além do empreendimento do “O Ser Político” como proposta de formação para novas lideranças. É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco especialista em processos de facilitações grupais com ênfase nos referenciais da Prática Social Reflexiva e Pedagogia Social.
Denise Castro é ativista e facilitadora de processos multissetoriais. Líder da Rede de Ação Politica pela Sustentabilidade (RAPS). Se desenvolveu como gestora organizacional no terceiro setor, articuladora e estrategista, adquirindo experiência na gestão pública por meio da relação público-privada. Atua no desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de transformação social. Desenha e empreende programas de aprendizagem com abordagem inovadora a partir da prática da pessoa e de um olhar sensível e integrado a natureza. É uma das idealizadoras e empreendedoras da oficina de aprendizagem O Ser Político, concebida para contribuir com o desenvolvimento de novas lideranças políticas. Pós-graduada em Prática Social Reflexiva pelo Instituto de Filosofia da Inovação Social da Alanus University em Bonn e Graduada em Ciências Biológicas pela PUC-CAMPINAS.
Organização
O programa é organizado pelo Grupo Recife de Aprendizagem (GRA) e o Instituto Fonte em meio ao contexto político do país que nos desafia a ressignificar nossa prática. Esta é mais uma atuação conjunta entre esses dois atores que reúnem profissionais com forte experiência em formação. O GRA e Instituto Fonte também estiveram juntos no Escuta NE, na Pós-graduação em Pratica Social Reflexiva e no Profissão Desenvolvimento.
Grupo Recife de Aprendizagem: Coletivo de 14 lideranças com atuação nos setores governamental, empresarial e da sociedade civil organizada. Desde 2006, essas lideranças vêm experimentando na sua prática profissional os princípios e a abordagem de desenvolvimento baseada na premissa de que os processos sociais são orgânicos e dinâmicos. Dessa forma, vêm exercendo um papel transformador nos campos da defesa de direitos, meio ambiente, criança e adolescente, responsabilidade empresarial, investimento social privado, educação popular, dentre outros.
Instituto Fonte: Organização da sociedade civil brasileira que, há 20 anos, facilita processos de desenvolvimento social, ajuda indivíduos a compreenderem e aprofundarem sua atuação e apoia a sustentabilidade de comunidades, grupos e iniciativas sociais.
Inscrições
A política trata da convivência entre diferentes que se organizam para objetivos comuns. A riqueza do percurso formativo proposto será tão grande quanto maior a diversidade do grupo. Nesta perspectiva, a coordenação cuidará para que o custo do Programa não seja impeditivo para a formação de um grupo diverso, que o potencialize.
Todas e todos que se identifiquem com a proposta O Ser Político estão convidados a realizar a inscrição e se engajar no desenvolvimento de ações de mobilização de recursos que estão sendo desenvolvidas. Essa disposição promoverá o comprometimento e a corresponsabilização financeira do grupo, inclusive para a obtenção de fontes alternativas de financiamento.
O Programa tem a intensão de que sua dimensão econômica faça parte do processo de desenvolvimento. Desde as inscrições, a coordenação dará transparência ao orçamento geral e trará à tona a reflexão sobre a relação entre os padrões valorativos dominantes e nossa situação social de desigualdade.
Inscrições encerradas.
A coordenação fica à disposição para responder a eventuais dúvidas pelo email: contato@institutofonte.org.br
Dando seguimento em sua jornada pelo Nordeste, o Instituto Fonte chegou na Bahia (de Todos os Santos) para facilitar a elaboração do plano de ação do Centro de Tecnologia Social da Pracatum, nos dias 26 e 27 de novembro.
Recentemente criado, o centro recebeu o apoio do Programa de Fomento do Instituto Itaú Social e vai fortalecer, reconhecer e valorizar os saberes percussivos a partir da experiência vivida pela Pracatum no território Candeal.
O plano pretende ser uma ferramenta para impulsionar a implementação e lançar este centro para o mundo. Para Helena Gomes, consultora que tem acompanhado todos os processos junto a organizações sociais nordestinas, esse foi um trabalho bem desafiador. “Apesar da nossa equipe pequena, a gente se esticou e com muita emoção e debates, colocamos muitos quereres numa panela só”, explicou.
A escritora e antropóloga Goli Guerreiro, que está cuidando da iniciativa do Centro de Tecnologia Social da Pracatum, conta que ele representa o desafio de aprofundar a pesquisa sobre os saberes percussivos que se delineiam no Território Candeal.
O encontro da equipe com a consultoria do Instituto Fonte permite que ideias brotem e metas mais refinadas se desenhem coletivamente. É muito rico observar o instrumental das consultoras e usufruir dele para se reposicionar frente aos desafios do CTS e também se enxergar como parte do todo Pracatum. É um processo de imersão que gera fertilidade.
Goli Guerreiro
Sobre a Pracatum
A Associação Pracatum Ação Social – APAS foi fundada em 1994 e realiza programas educacionais, culturais e de desenvolvimento comunitário no Candeal Pequeno de Brotas, em Salvador, Bahia. A Pracatum surge da necessidade da comunidade de se profissionalizar e buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida através da música, resgatando a herança cultural do Candeal e aproveitando elementos da realidade local para promover a transformação socio-economica.
“Vocês conseguiram nos fazer enxergar um futuro melhor, limparam o espelho embaçado, nossa imagem estava turva e agora conseguimos nos ver e ver o nosso caminho, dando valor a cada passo”.
AnaNeyre, coordenadora da Associação Pisada Do Sertão
Uma experiência que tem representado muitos aprendizados. Em mais uma etapa da consultoria para organizações do Sertão Nordestino, uma parceria com a Fundação Itaú Social, as consultoras Helena Rondon e Suzany Costa, durante uma semana, compartilharam aprendizados, riquezas dos processos de planejamento e desenvolvimento institucional e também registros do caminho percorrido.
Essa nova etapa, de 13 a 19 de novembro, representou o retorno ao Cariri Cearense e o trilhar de um percurso até o Sertão Paraibano. As consultoras puderam se aprofundar nas histórias e atividades de duas importantes organizações: o Projeto Verde Vida e a Associação Pisada do Sertão.
O primeiro fica em Crato, no Ceará. O Projeto Verde Vida foi criado pelo artista plástico Marcos Xenofonte. Possui duas sedes: uma atua com adolescentes e jovens na zona urbana, oferecendo oficinas de música, dança, teatro, informática e a outro foi a primeira sede do projeto, no sítio Catingueira. Atua com crianças de seis a 12 anos com reforço escolar, artesanato, artes, horta, circo e atividades esportivas.
O Instituto Fonte está trabalhando o desenvolvimento institucional em um processo que envolve a coordenação executiva, educadores e jovens convidados para contribuir com o momento de reflexão sobre o caminhar da organização.
De lá, as consultoras partiram em seu rali pela Rota do Sol, no Sertão Paraibano, para facilitar o planejamento estratégico da Associação Pisada do Sertão, na cidade de Poço de José de Moura. A organização tem quase 20 anos de um trabalho de resgate e fortalecimento da cultura sertaneja. Curiosamente, tudo começou com um simples pedido da igreja local para uma apresentação de dança com o xaxado.
Hoje, há uma companhia de dança e uma de música, focadas na cultura sertaneja. A associação também atua na linha de educação integral e oferece reforço escolar, oficina de música, de dança, para crianças e adolescentes de cinco a 17 anos. O Instituto Fonte foi responsável por facilitar o planejamento estratégico para o período de 2019 a 2021.
Estivemos reunidas com a coordenação, diretoria, educadoras e educadores dos projetos. Dois dias de trabalho onde chegamos a começar o plano de ação, mas trabalhamos na reestruturação pedagógica e metodológica da organização, a partir da Teoria da Mudança. Foi um processo novo com a equipe, que envolveu muito compromisso e intensidade.
Suzany Costa
Nesta época do ano, a Pisada do Sertão desenvolve a Rota do Sol, grande evento que acontece em seis municípios no território. Consiste em um percurso de 10 dias, nos quais se apresentam muitos grupos e atrações regionais, de outros estados e até internacionais. É idealizado pela Pisada, mas é organizado junto a outras organizações públicas e o não-governamentais. A equipe cuida dos convites, das apresentações, ensaia. É um momento muito especial, não apenas pelo impacto cultural, mas pela geração de renda que provoca na região.
Foi uma experiência intensa que vivemos esses sete dias. Ter a oportunidade de contribuir com o desenvolvimento das pessoas e das duas organizações que realizam as suas atividades em locais que sofrem de tanta escassez é algo mágico. A troca é incrível. A cada momento, um aprendizado diferente, um desafio. Preparamos agendas de trabalho que precisaram ser modificadas algumas vezes, pois a realidade que encontramos por mais que tivéssemos nos preparado, sempre nos desafiava. Processos muito vivos. As poucas condições exigem dos profissionais locais muito movimento, força, energia, dedicação, amor abundante ao que fazem e isso não falta. Poder levar um pouco da nossa prática a esses locais e ver as pessoas despertando para um outro jeito de fazer ou até mesmo enxergando o seu fazer por outras lentes foi maravilhoso, emocionante. Essas equipes são com as matas secas que vimos por lá, qualquer foguinho vira um fogo imenso que se espalha rapidinho. É lindo de ver. No meio de toda aquela imensidão de terra seca aqui e ali, vemos algo verde que insiste e resiste se mantendo seco mesmo sem água. Assim é o povo do Verde Vida os jovens que sonham com um futuro diferente ali na sua terra, no seu local. Esse pontos verdes na paisagem representam esse povo iluminado que têm no seu trabalho , no seu fazer a razão de viver nesses locais. O sorriso de uma criança , a sua expressão de altivez quando toca um instrumento é o combustível para que o fogo no coração de cada profissional se alastra. Levamos algumas lentes mas trouxemos muitas imagens novas no nosso coração.