Inscrições abertas para a oficina Delicado Ativismo
Mais uma parceria de consultoras integrando as atividades da Escola de Formação da Ação Educativa. Agora, Ana Paula Giorgio e Flora Lovato se reúnem para a oficina Delicado ativismo: uma prática radical de promover mudança, nos dias 08 e 09 de novembro.
A atividade traz a tona a reflexão sobre a coerência, ambiguidades e incertezas entre o fazer e o pensar do ativismo, com base na intervenção social para a mudança a partir da abordagem fenomenológica desenvolvida por J.W. Goethe.
Muitas pessoas que trabalham com transformação social têm buscado desenvolver uma prática que zela pela profundidade e singularidade de cada fenômeno com que se relacionam. O discurso – apaixonante – das organizações sociais voltadas à mudança fala disso o tempo todo.
Querem agir de forma humana e consistente, sem simplificar a complexidade que encontram no seu entorno. Querem uma prática que faz emergir a distinção e não a separação, que preste atenção nas sutilezas e ajude a agir no mundo, não sobre o mundo. Essas mesmas pessoas se sentem enredadas pelo “automático”, pressionadas pelo tempo, levadas a solucionar as questões com as quais se defrontam e mantendo inalterado exatamente aquilo que querem mudar no mundo.
Será que somos capazes de olhar de frente para nossa prática e ver o que ela nos revela sobre o que de fato estamos trazendo pro mundo? O que muda no mundo a partir da minha prática? Onde está a vida – o novo – e onde está o automático – o velho – naquilo que eu faço?
Esta oficina foi desenhada para ajudar essas pessoas a manter viva dentro de si uma prática que supere essas ambiguidades e incertezas. Uma prática que pede que estejamos “acordados” para a coerência entre nosso fazer e o nosso pensar, para as formas de pensar que constroem liberdade e vida, que compreendem os fenômenos ao invés de buscar resolvê-los. Uma prática que, para ser assim, pede que nós mesmos sejamos assim.



Flora Lovato: Consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte desde 1999. Integrou a diretoria da organização de 1999 a 2007 e a de 2015-2016. É graduada em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior, escola em que realizou também seus estudos de pós-graduação. Foi gerente geral da Fundação Iochpe por cinco anos e há 18 vem trabalhando em processos de desenvolvimento junto a diferentes iniciativas sociais. Co-facilita programas de formação tais como Artistas do Invisível (ao lado de Allan Kaplan, consultor sul-africano vinculado à Proteus Initiative) e Profissão: Desenvolvimento, programa voltado ao desenvolvimento da prática de intervenção no desenvolvimento social realizado pelo Instituto Fonte. É facilitadora convidada na Pós-Graduação “Reflective Social Practice” realizada pelo The Proteus Initiative de Cape Town, África do Sul, em parceria com o Crossfields Institute, de Londres, na Inglaterra e a Alanus University de Bonn, Alemanha. Coordenou diferentes publicações, entre elas os sete títulos da Coleção Gestão e Sustentabilidade, editada pela Editora Global e Instituto Fonte em 2001. É fellow da Fundação Kellogg, do BoardSource e do CDRA (Community Development Resource Association), organização junto à qual cursou o Fellowship Programme, programa avançado com foco em intervenção social.




Lembro do primeiro módulo, da primeira turma do Artistas do Invisível (programa de formação do Instituto Fonte), no qual uma reflexão do grupo levantou a seguinte questão: a que e a quem o Marco Lógico serve? Será que é isso que precisamos no campo social? Será que isso vai propiciar mudança e transformação social? E Patton retoma essa linha de pensamento agora e me faz refletir sobre esse período em que estamos nos deparando com essa disparidade”.


