Profides 2021: participe da live de lançamento

É só acessar: https://us02web.zoom.us/j/7130258961
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Resolvemos contar um pouco da história deste programa que inaugura, no Brasil, a prática social reflexiva voltada para profissionais que atuam no campo do desenvolvimento social
O nome surge de uma brincadeira. “Sempre que havia a necessidade de se hospedar em um hotel, ninguém sabia ao certo como preencher o item “profissão” na ficha de check-in. Cada um colocava uma descrição e nenhuma delas representava o que de fato se viam fazendo no campo social”, explica Saritta Falcão Britto, consultora do Instituto Fonte que vai nos contar um pouco da história do Profides – Profissão Desenvolvimento.
Também tinha a ver com a dificuldade em traduzir adequadamente o termo practitioner para o português, que literalmente é um prático ou praticante. E a palavra profissional não era uma tradução adequada, porque esse termo parecia muito vinculado à forma das empresas chamarem as pessoas de suas equipes, algo que o programa não queria reforçar”, lembra a facilitadora. “Enfim, o que fizemos? Profissão: Desenvolvimento”.
Assim surge o nome Profides, programa de formação que influenciaria profundamente toda a trajetória do Instituto Fonte. Após mais de 15 anos da primeira versão, sua XI edição presencial foi cancelada devido à política de isolamento social provocada pela Covid-19 e nasceu a primeira edição com um formato voltado para o mundo virtual.
Durante esse período, aproveitamos para conversar com Saritta Falcão Britto, que também é uma das responsáveis por sistematizar a trajetória do programa, junto com outras duas consultoras, Márcia Thomazinho e Martina Otero.
Saritta é formada em administração de empresas pela Universidade Estadual de Pernambuco e iniciou sua trajetória no campo social como voluntária no Instituto Ação Empresarial pela Cidadania, organização que surgiu de um programa da Fundação Kellogg, junto com outras quatro ou cinco no Brasil voltadas para atuar com o fomento do Investimento Social Privado. Cursou a segunda turma do Profides, em 2006.
Para além de contar sobre, Saritta contextualizou a influência do programa em sua própria atuação profissional. E tudo isso se tornou uma mistura interessante, que você lerá adiante em mais uma das entrevistas da série #fonte20anos (que esperou a edição 2020 ser cuidadosamente planejada para ir ao ar).
Boa leitura!
O debate em torno das políticas neo-liberais, redução do papel do Estado e a privatização de produtos e serviços de setores básicos intensificou no Brasil, ainda nos anos de 1990, um movimento em torno do fortalecimento de ações de Investimento Social Privado. O objetivo era fomentar uma nova cultura empresarial em sua forma de investir em ações sociais.
Este movimento reforçou aspectos já trazidos com as agências internacionais de cooperação para as organizações sociais, voltados para controle dos processos, metrificação, acompanhamento de resultados, o planejamento estratégico e seu monitoramento. Para as organizações sociais, essas demandas mais tecnicistas representaram bem mais do que a criação de planilhas e procedimentos. O que quero dizer com isso?
No campo social, quando construímos um projeto, não almejamos a criação de um produto, de um serviço. Antes de tudo, falamos sobre a transformação social que queremos, seja na esfera comunitária, na educação, na cultura. O campo social tem outra natureza de atuação, de intervenção, de transformação, de mudança e de indicadores. Um conjunto de elementos técnicos e empresariais, simplesmente exportados para o mundo das iniciativas sociais acirrou a criação de organizações com muita capacidade técnica, nas quais as transformações centrais passaram a ocupar lugares secundários.
Qual seria a abordagem capaz de valorizar esse algo da natureza da ação social, sem deixar de lado o que se apresentava cada vez mais forte e necessário, relacionado à profissionalização das organizações?
O Instituto Fonte, que já atuava com aspectos da gestão de organizações do terceiro setor, percebeu a necessidade de criar um espaço de formação para debater e enfrentar essas questões. Assim, começa a elaborar um processo de formação voltado para as pessoas, líderes que trabalham com desenvolvimento social, com uma abordagem no campo da gestão capaz de transcender o aspecto tecnicista, da ferramenta em si.
Marina Magalhães, minha companheira na coordenação da oitava edição e então consultora associada ao Fonte, participa de um curso de facilitação de processos com Allan Kaplan, na África do Sul, sobre empoderamento dos indivíduos para uma leitura de contexto e se aprofunda no conteúdo do livro The development practitioners’ handbook. Ao lado de Antônio Luiz de Paula e Silva, também consultor, passam a idealizar a proposta inicial do que viria a ser o Profides. Tião Guerra torna-se um terceiro fundador, quando convidado para co-facilitar os módulos na condução das atividades musicais e artísticas, ampliando a linguagem e a abordagem de aprendizagem do programa.
A primeira edição foi financiada pelo Grupo Pinheiro, na forma de bolsas para os participantes. Mas foram muito importantes os recursos provindos da Cordaid, uma organização holandesa, que na época financiou as viagens de Allan ao Brasil e de profissionais do Fonte para a África do Sul. Esse intercâmbio foi o grande definidor do desenho inicial do programa. O Instituto Fonte manteve esse formato de bolsas parciais até a oitava edição.
Linha do tempo do Profides:
Profides – Profissão: Desenvolvimento é um programa voltado para a/o profissional que atua com situações de desenvolvimento social, sejam gestoras/es de projetos ou programas, de organizações sociais, em órgãos públicos, empresas, fundações, institutos.
Seu objetivo é oferecer uma abordagem, menos ferramental e tecnicista, sobre como lidar com situações complexas, vivas, em movimento constante embora, às vezes, imperceptível. Ele atua no desenvolvimento de faculdades e habilidades pessoais capazes de favorecer a leitura dos contextos e cenários no campo de atuação do participante.
O programa procura desenvolver uma visão sistêmica, holística e orgânica da gestão. Trata da necessidade de entendermos que o fato codificado, metrificado é importante e que decodificá-lo exige outras capacidades internas de leitura de processo, de escuta, de reconhecimento de padrões, de percepções de relações.
O programa traz um conjunto de atividades para seus participantes desenvolverem estas “outras capacidades”. Um bom exemplo para visualizarmos o que estou explicando é aquela imagem clássica do iceberg, na qual o que está visível é uma parte muito menor do que tudo aquilo que está abaixo da água. Com as organizações e os processos sociais tendemos a olhar da mesma forma e consideramos apenas a parte visível do iceberg.
E como fazer para decifrar, acessar e compreender melhor o que está invisível naquela situação? O programa entende que essas habilidades devem ser trabalhadas no âmbito dos indivíduos que integram as organizações. O Profides desenvolve uma nova maneira de lidar com processos, a partir da premissa de que lidamos, para além de situações controláveis, objetivas, práticas, quantitativas, com aspectos invisíveis e que isso tudo emerge no ambiente da organização.
Eu atribuo ao Instituto Fonte esse pioneirismo de apresentar no Brasil essa abordagem, alicerçada no método cognitivo de J.W. Goethe, a fenomenologia. Até aquele momento, não havia qualquer referência sobre um curso com esse tipo de abordagem específica para profissionais do campo social.
O diferencial construído está no fato de olhar para o conhecimento que o Instituto Fonte tem do campo social e das organizações, misturar isso com um lugar de conhecimento diverso e amplo, relacionado à prática social reflexiva e todo o intercâmbio de conhecimento realizado com Allan Kaplan. O programa foi organizado em cinco módulos, com temas intercalados, e trata desde o que é desenvolvimento, como ocorre a mudança, como fazer leitura e intervir em processos de desenvolvimento e, por fim, como é possível se manter nessa prática.
Um parênteses para falar da Fenomenologia, a principal abordagem que nos conduz*
O delicado empirismo de Goethe é uma ciência da vida em todas as suas formas. Para obter uma compreensão completa da vida, o método de Goethe exige que o cientista respeite e atenda a vida. Eu argumento que, para alcançar esse objetivo, é preciso se tornar um aprendiz para a vida. Tornar-se um aprendiz para a vida exige que se recuse a comer o outro. Isso implica que o método de Goethe pode ser empregado com sucesso por qualquer pessoa que busque justiça social. Bill Bywater
Para respeitar e atender à vida. Goethe olhava tudo como verbo – ou seja, como atividade – e em constante transformação: do girino ao sapo, do feto ao corpo humano plenamente desenvolvido, da semente à árvore. Percebia a vida sempre em interconexão e constante metamorfose. Fazia isso com rigor científico, para atender aos mais elevados padrões de ciência de sua época, muitos deles em vigor até hoje.
Cunhou o termo Morfologia (o estudo da forma) para designar sua ciência – e como Bill Bywater adianta, também a chamou de “delicado empirismo”. Anos mais tarde, ela passou a ser chamada de Fenomenologia (Goetheana para diferenciá-la das demais vertentes da fenomenologia).
Aplicada ao mundo social, político, cultural, econômico, essa ciência está no centro do Profides, como abordagem metodológica e como um convite a um ‘estilo de viVER a vida’. Ela nos lembra de tomar todos os campos sociais como fenômenos singulares, vivos, orgânicos e também em constante transformação.
Essa habilidade de se relacionar com os fenômenos como ‘coisa’ viva, transborda em nossa prática profissional, em nossas relações interpessoais, em nossa vida pessoal íntima de formas surpreendentes, trazendo genuinidade, prazer e realização ao nosso fazer. Sendo assim, o Profides se apresenta como promotor de uma prática que não se esgota na ferramenta, no instrumento, na técnica; portador de altíssimo rigor e sabor, ele atua em nosso comportamento.
Diferentes capacidades de percepção, observação, imaginação e intuição são necessárias para compreender tais fenômenos, multifacetados no exterior e diversificados no seu interior.
A razão pela qual as coisas se apresentam diante de nós de maneira tão enigmática é que não participamos de seu vir-a-ser. Simplesmente as encontramos. Quanto ao pensar, no entanto, sabemos de onde vem. Por isto, não existe um ponto de partida mais fundamental para a compreensão do mundo que o pensar. Rudolf Steiner
Como desenvolver essa habilidade de ver a vida sem ter que dissecá-la? Como compreender um indivíduo, um grupo, uma comunidade, uma organização, uma empresa, como um todo ao invés de percebê-los como divididos em partes? Uma nova forma de praticar o pensamento nos é requerida e é em busca de aprimorá-las que o Profides trabalha.
* trecho retirado do material explicativo do programa. Allan Kaplan e Sue Davidoff, da Proteus Initiative (África do Sul), são precursores da Pratica Social Reflexiva no mundo.
O Profides inspira outros processos de aprendizagem e experimentação do próprio Instituto Fonte. Os exercícios e práticas que desenvolvemos com as organizações em planejamento estratégico, avaliação, facilitação têm a mesma base metodológica. Isso nos confere uma abordagem bastante específica (que pode ser aprofundada na entrevista Facilitação: a arte de intervir em organismos sociais vivos ).
Outros exemplos de extensão dessa prática é o Aristides, um encontro bianual de trocas entre participantes dos programas do Fonte, o Artistas do Invisível; o Programa Aprimora, e algumas oficinas que passam a fazer parte das nossas práticas, como o Ativismo Delicado. Todos acabam se constituindo como um conjunto de iniciativas capazes de aprofundar essa abordagem aqui no Brasil. Vale ressaltar que a experiência de intercâmbio permanente com Allan teve o Profides como primeiro expoente, mas inspirou o Artistas do Invisível anos depois.
Temos relatos de programas de formação em outras organizações, inspirados no Profides, como o Lidera (formação para empresários), o Geração (focado na formação de novas gerações da elite econômica do Brasil) e o surgimento e atuação do Grupo Recife de Aprendizagem, do qual sou parte com outros 12 participantes da segunda edição, é outro importante expoente de iniciativas surgidas a partir do Profides. Com a motivação de aprofundar e mergulhar no estudo dessa abordagem o grupo fundou, com a Escola Proteus, a primeira Pós-graduação em Prática Social Reflexiva, no Brasil.
Nosso país é um grande expoente da prática social reflexiva em toda a América Latina, e o Profides foi e é uma janela ou porta de entrada. Fortalecer as diferentes iniciativas que têm sido criadas e pautadas por essa abordagem, seus atores, é algo que nos sentimos chamadas e responsáveis. Nos três encontros do Aristides, procuramos co-criar com a rede de praticantes um espaço de troca, de prática e presença. Participar dos chamados promovidos por esses multiplicadores também tem sido uma das maneiras que encontramos de apoiar e nos manter nesse lugar de troca.
Outro ponto de reflexão é o formato e o desafio das pessoas em mergulharem nesse processo de um ano de encontros imersivos de quatro dias, distantes dos centros urbanos. Precisamos avançar na criação de um formato que por um lado desonere o programa, mas ao mesmo tempo facilite a participação e ajude as pessoas a se aproximarem dessa abordagem. Diante do caos instalado por este desgoverno do Brasil e agravado pela pandemia, estamos dedicadas a criar uma nova morfologia para o Profides. O que podemos fazer para levar o programa às pessoas que mesmo isoladas socialmente buscam um espaço para refletirem juntas sobre o que estão vivendo? Que querem ver o fluxo da vida que pulsa nos seus processos e de suas organizações? Que estão determinadas a deixar morrer um fazer social mecanizado para integrar na sua prática diálogos entre técnica e arte; resistência e delicadeza; autenticidade e repetição; método e presença?
Sobre o futuro do programa, tivemos que suspender uma XI Edição que estava para acontecer no Sudeste e os movimentos de uma edição Nordeste. No entanto, criamos o Profides 2020: o fazer essencial, com um formato virtual e que está com suas inscrições abertas. Saiba mais aqui!
No campo da formação de empresas, a gente tem uma visão muito tecnicista, voltada para resultados. Posicionamento de produtos, serviços, marcas, métodos e processos, como organizar e controlar procedimentos, cuidar da qualidade, das vendas, etc. Durante a minha formação, era algo que me deixava bastante desconfortável, porque eu tenho uma pegada mais humanista, gosto de gente.
Além de trazer um novo olhar para a organização e para os fatos a partir do que é objetivo, quantitativo, com capacidade de ser descrito e observável, esse método que o Profides propõe uma visão sobre o que não está sob controle nas organizações, do que é possível, no máximo, se antecipar ao compreender melhor como as coisas chegaram aqui, o que se repete, o que tende a acontecer de novo. Ele traz para mim um todo muito maior e mais complexo, algo que que tem a ver com a minha capacidade, enquanto indivíduo, e não é de técnica, não é de ferramental, é de ter habilidade de fazer essas conexões, essas relações e perceber o que não é tão objetivo a partir do objetivo.
Quando assumi a Área de Desenvolvimento Institucional do Instituto de Cidadania Empresarial, com a realização de algumas edições do Programa Lidera, passamos a perceber que as mudanças na postura e no compromisso da empresa estavam relacionados com a mudança de comportamento da liderança. E a inspiração do Lidera veio do Profides, é esse tipo de mudança que programa provoca na gente.
Baixe aqui o PDF do programa: Profides 2020: O fazer essencial
E, em caso de dúvidas, entre em contato com: contato@institutofonte.org.br
E assista ao vídeo de lançamento para ter um gostinho do que vem pela frente!
Cá estamos. 2020. Vivendo um momento que ninguém poderia prever e que evidencia todas as nossas escolhas – enquanto indivíduos e sociedade. Um momento que nos desafia e carrega um chamado. Cada um de nós tem uma atuação – um fazer, uma prática – no mundo. São essas práticas que fazem o mundo tal qual ele é. Então: qual tem sido nosso fazer? Se compreender o que nossa prática gera no mundo sempre foi importante, nesse momento é essencial. Esse programa é sobre isso.
E é também mais. É comum que nossa prática profissional esteja intimamente vinculada a um modo gerencial de atuar – tendemos a controlar mais que lidar com a complexidade. Em um momento como esse, há um risco ainda maior de nossa prática adormecer nesse controle, tanto pela incerteza que nos ronda, quanto pela distância – inclusive física – que temos do mundo. Esse programa nos convida a acordar – a observar, a refletir, a conversar – e a desenvolver e fortalecer habilidades inspiradas na inteligência da natureza, daquilo que é vivo. Convida a estudar como acontecem as mudanças, do que se trata desenvolvimento. Algo que nos fortalece no hoje e também para o futuro. Nesse sentido, ao mesmo tempo que esta edição nasce do contexto que estamos vivendo, ela não se resume a isso.
UMA EDIÇÃO VIRTUAL
O Profides é um programa inovador, de formação continuada, dedicado a pessoas interessadas em buscar – e também construir colaborativamente – a arte da intervenção social a partir de uma perspectiva mais humana e orgânica. Vem sendo realizado há 16 anos pelo Instituto Fonte e todas suas dez edições foram presenciais, cada uma com cinco módulos imersivos.
Esta edição foi especialmente desenvolvida para o contexto virtual. Acontecerá em três meses, de agosto a outubro, por meio de encontros on-line que somam até cinco (5) horas semanais, via plataforma ZOOM. Conscientes do risco de ficarmos muito tempo em imersão na virtualidade, os momentos virtuais serão de trocas entre participantes e facilitadores, e convidarão as pessoas a atividades não-virtuais – como a escrita e a observação – mesmo durante o tempo de conexão.
É desejável que sejam reservadas pelo menos oito (8) horas semanais para as atividades, incluindo os encontros virtuais e as práticas de observação, estudos, reflexão, composição de textos e outros.
ESTRUTURA
Serão desenvolvidos três (3) ciclos de um mês cada, com atividades individuais, momentos em grupos para aprofundar conteúdos específicos e plenárias de trocas e reflexões coletivas. Cada ciclo tem um eixo principal a ser investigado, experimentado e praticado.
1o ciclo: Compreensão de processos vivos e desenvolvimento
Neste primeiro ciclo, desejamos: acordar e praticar nossa capacidade de prestar atenção por meio da observação ativa, da descrição e conexão com o processo de vir-a-ser daquilo que é vivo; acessar leis do desenvolvimento a partir da própria experiência e; conectar-se com movimentos em processos vivos: no humano, na natureza, nas organizações.
2o ciclo: Como acontecem e como ler processos de mudança
No segundo ciclo, desejamos: possibilitar intimidade com o que muda em si próprio e ao seu redor, aprofundando a reflexão de como a mudança acontece; perceber movimentos e ritmos em si e fora de si, nas organizações e na sociedade e; prestar atenção e criar capacidades de ver as forças presentes nos processos de mudança e desenvolvimento: tensões, resistências, impulsionamentos e polaridades, entre outros
3o ciclo: Observação e auto-observação como prática
No terceiro ciclo, desejamos: compreender e praticar a habilidade de observação e leitura de processos, dessa vez, incluindo nossa própria atuação como um fenômeno a ser observado e; exercitar a auto-observação e os espaços reflexivos, individuais e de grupo, como uma maneira consciente de estar no mundo.
A PRÁTICA SOCIAL REFLEXIVA
A prática social reflexiva é uma abordagem de compreensão da transformação social inspirada pelo pensamento científico de Goethe, que se baseia na inteligência dos organismos vivos.
Goethe olhava tudo como verbo – ou seja, como atividade – e em constante transformação: do girino ao sapo, do feto ao corpo humano plenamente desenvolvido, da semente à árvore. Percebia a vida sempre em interconexão e constante metamorfose.
Essa habilidade de se relacionar com os fenômenos como ‘coisa’ viva, transborda da prática profissional para nossa vida, tornando-se uma prática que não se esgota na ferramenta, no instrumento, na técnica; mas que atua em todo nosso comportamento.
Allan Kaplan e Sue Davidoff, da Proteus Initiative (África do Sul), são precursores da Pratica Social Reflexiva no mundo. Em 2002, o Instituto Fonte foi pioneiro em trazer essa abordagem para o Brasil e o Profides tem sido um programa no qual esta abordagem é levada a diferentes regiões do país.
Esta forma de entender o mundo está no centro do Profides, como abordagem metodológica e como um convite a um ‘estilo de viVER a vida’ que lembra de tomar todos os campos sociais como fenômenos singulares, vivos, orgânicos e também em constante transformação.
RELAÇÃO FINANCEIRA
A pergunta que “deveria” estar respondida nesta sessão é: quanto esse programa custa para cada participante? No entanto escolhemos nos fazer outra pergunta: como construir a sustentação financeira deste programa, considerando as diferenças econômicas e sociais de cada participante?
Gostaríamos de construir uma relação distinta à lógica cliente-fornecedor. Nela, o dinheiro não deve ser um impeditivo à participação. Ao mesmo tempo, estamos oferecendo um programa facilitado por pessoas que dedicam sua vida a essa prática e que precisam se sustentar financeiramente.
Dessa forma, o Profides 2020 não tem um preço determinado pela organização para o participante. Acreditamos que a sustentação desse espaço é uma responsabilidade compartilhada. Nosso convite é para que cada pessoa possa exercer autorresponsabilidade e autonomia para definir, com nosso apoio e informações, o valor que deseja contribuir financeiramente. Enfim, para nos relacionarmos com as finanças a partir da lógica da ecologia social em que os recursos e necessidades são diferentes entre os indivíduos de um grupo.
Para isso, é importante compartilhar algumas informações sobre a estrutura desta edição. Foram estimadas 306 horas de trabalho dedicadas para a coordenação, facilitação e gestão do programa. Somados aos custos com infraestrutura e comunicação temos a meta mínimo de R$21.000,00 para que esse programa seja sustentável financeiramente. Esse valor representa o total, considerando os 3 meses de programa, que deve ser arrecadados pela turma (aproximadamente 16 participantes).
CRONOGRAMA
Inscrições: de 14 de Julho de 2020 a 02 de agosto
Início: 10 de agosto
Ciclo 1: de 10 de agosto a 04 de setembro
Ciclo 2: de 07 de setembro a 02 de outubro
Ciclo 3: de 05 de outubro a 30 de outubro
FACILITAÇÃO E REALIZAÇÃO
Para o Instituto Fonte, facilitar é abrir espaço para aquilo que está incipiente, incrustado ou reprimido desabroche, apareça e ganhe voz. Cuidamos dos detalhes de uma conversa ou reunião, procuramos fazer uma escuta ampliada e desenvolver um profundo processo de observação. Por fim, entendemos que toda facilitação também é uma forma de constante aprendizagem mútua.
O Profides 2020, nesta versão virtual, é uma experiência pioneira e que pede um processo cuidadoso em sua realização. Considerando os limites desse formato, reunimos facilitadores profissionais com experiência e trajetória significativa no campo da fenomenologia.
ANA BIGLIONE
Fundadora da Noetá, Ana atua com transformação social e desenvolvimento de pessoas e organizações pela Noetá e em parceria com outras iniciativas, principalmente no Brasil, Argentina e África do Sul. Formada em administração pela FGV-SP, desenvolve sua atuação a partir da Prática Social Reflexiva, que estuda e ensina há mais de 10 anos, tendo facilitado processos como o Profides, Programa Artistas do Invisível e Ativismo Delicado. Em sua trajetória se envolveu com a concepção do Instituto Hedging-Griffo, do qual foi conselheira, e atuou em organizações como IDIS, apoiando empresas no seu investimento social no Brasil e na Argentina; FICAS, em processos formativos no Brasil e em Moçambique; e Instituto Geração, organização para jovens-adultos da elite, engajados na transformação social, que co-empreendeu e foi diretora executiva. Participou do conselho de diversas iniciativas sociais e, com sua irmã, co-fundou a Associação Cultural Cuadra Flamenca.
FLORA LOVATO
Consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte desde 1999. Foi gerente geral da Fundação Iochpe por seis anos e há 20 anos vem trabalhando em processos de desenvolvimento – desenvolvimento organizacional, planejamento estratégico, aprendizagem e avaliação de programas e projetos – junto a diferentes iniciativas sociais a partir da prática social reflexiva. Atua como facilitadora nos programas de formação desenvolvidos pelo Instituto Fonte e, como consultora convidada da The Proteus Initiativa, co-facilitou a Pós-Graduação em Prática Social Reflexiva. É fellow da Fundação Kellogg, do BoardSource, onde realizou formação voltada ao desenvolvimento de Conselhos e Governança Institucional, e do Community Development Resource Association, organização junto à qual cursou o Fellowship Programme, programa avançado com foco em intervenção social. É graduada em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior e especialista em Docência no Ensino Superior pela Universidade Dom Bosco.
JULIANA DA PAZ (MONITORIA)
Juliana é consultora e facilitadora de processos. Atua como professora universitária e no campo das organizações da sociedade civil facilita processos de desenvolvimento de grupos e indivíduos. É formada em Administração de Empresas pela Universidade de Pernambuco e pós-graduada em Gestao de Organizações sem Fina Lucrativos, pela Universidade Mackenzie, e mestre em Administração com foco em processos de aprendizagem, pela Universidade Federal de Pernambuco. Em sua trajetória profissional atuou, desde 2002, nas áreas financeiras e de desenvolvimento institucional de diversas OSC, com foco em planejamento estratégico, processos de mudança e reestruturação organizacional, captação de recursos, elaboração e gestão de projetos. Desde 2009 também atua como professora em cursos de graduação e pós graduação. Preside voluntariamente a Associação Pró Adoção e Convivência Familiar e Comunitária.
SARITTA FALCÃO BRITTO
Consultora e facilitadora de processos associada do Instituto Fonte, Saritta atua na aprendizagem e desenvolvimento de pessoas e organizações junto a diferentes iniciativas sociais. É formada em Administração de Empresas pela Faculdade Estadual de Pernambuco e pós-graduada em “Reflective Social Practice”, pela Alanus University, em Bonn, Alemanha. Em sua trajetória foi superintendente do Instituto Ação Empresarial pela Cidadania, criado pelo Programa LIP – Leadership of Philantropy (Fundação W.K Kellogg); co- fundadora do Grupo Recife de Aprendizagem (Gra), organizador da pós-graduação em Prática Social Reflexiva no Brasil; e co-facilitadora da 8a edição do PROFIDES e do módulo Fenomenologia Goetheana, da Formação em Pedagogia Waldorf – NE. Participa voluntariamente do conselho deliberativo da Fundação Mamíferos Aquáticos e do grupo gestor do Jardim Aroeira.
THIAGO SALDANHA
Profidiano de 2019. É consultor em desenvolvimento de cultura de diálogo em grupos e organizações, facilitador em habilidade socioemocionais de comunicação e mediador de conflitos. Sócio-Fundador da Reúna, há 5 anos se dedica à prática da Comunicação Não-Violenta e aos estudos da Não-Violência. Tem mais de 10 anos de experiência, atuando como produtor e gestor cultural, dos quais sete dedicados ao desenvolvimento e implementação de estratégias de investimento social voluntário para empresas do setor de mineração e óleo e gás. É designer de sustentabilidade pelo Gaia Education, certificado em Ciências Holísticas e Economia para a Transição pela Schumacher College Brasil. Possui formação em Sociocracia com os fundadores da Sociocracy 3.0 e especializações em facilitação pelo centro de Comunicação Não-Violenta, BayNVC (California): The Art of Facilitation e Convergent Facilitation. É bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense, tendo cursado Gestão Cultural na Universidade Lusófona em Lisboa.
TIÃO GUERRA
Pedagogo dedicado ao desenvolvimento do ser humano enquanto indivíduo e em grupos. Desde 1979, Tião trabalha com instituições, movimentos sociais, empresas e governos. Atuou como educador formal em escolas públicas, entre 1980 e 2017. Fundou o Instituto de Educação de Nova Friburgo, em 1985, e foi o diretor da escola de aplicação do mesmo. Fundou a Associação Crianças do Vale de Luz, em 1988, e, dentro dela, duas escolas públicas, com metodologias ativas. A partir daí, em 1996, Tião começou a atuar como consultor de processos de desenvolvimento social. Realizou estágios na área educacional na França, Suíça e África do Sul. Tem prestado serviços de avaliação, planejamento, produção de conhecimento, desenho de gestão, entre outros, para organizações como UNICEF/RJ; BMZ (Ministério Social Alemão); Fundação Nelson Mandela (África do Sul); Instituto Alana; Instituto OI Futuro; British Council; Fundação Vale; SESC – Departamento Nacional; Cícero Papelaria. É graduado em Pedagogia, com especializações em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Social. É músico, leitor e escritor, e pratica e acredita no contato consigo mesmo, com a natureza, com a Arte e com o Outro como instrumento de trabalho e de desenvolvimento pessoal e social.
Baixe aqui o PDF do programa: Profides 2020: O fazer essencial
E, em caso de dúvidas, entre em contato com: contato@institutofonte.org.br
E assista ao vídeo de lançamento para ter um gostinho do que vem pela frente!
Queridas companheiras e companheiros,
nós da equipe de coordenação do Instituto Fonte e do Programa Desenvolvimento como Profissão – PROFIDES, considerando os motivos e as consequências da Pandemia pela qual estamos passando, sofrendo e aprendendo, entendemos que postergar o início dos encontros físicos da XI edição é uma necessidade que se impõe.
Assim sendo, fica suspenso o início dos encontros presenciais do programa até uma data adequada, a ser decidida à medida em que a situação do isolamento social se mova.
O Profides tem como cerne de sua estratégia a imersão e encontro presencial. No momento, formamos um grupo com pessoas que conhecem a história, propósito e metodologia do programa e estamos avaliando caminhos e formatos possíveis para lançamos um espaço de aprendizagem virtual. Sobre isso, comunicaremos oportunamente.
Caso tenha interesse em participar de atividades virtualmente, ou queira tirar dúvidas, entre em contato com:
Thiago Saldanha
e-maill: thiago@reuna.cc
Tel: (21) 98189 9799 (whatsapp)
Celebramos e agradecemos o seu interesse e vamos nos manter em contato!
As inscrições para esta edição Profides XI estão fechadas!
O Instituto Fonte, com o apoio da Canella & Guerra, da Reúna e do Urucum Sítio Vale de Luz, está lançando a 11ª Edição do Profides: Desenvolvimento como Profissão, que vai ocorrer entre as cidades do Rio de Janeiro e Nova Friburgo, de abril a novembro de 2020.
O Profides é um espaço para aprofundar a compreensão sobre nossa forma de atuar enquanto profissionais e indivíduos, assim como para qualificar nossas habilidades de observar e intervir em processos sociais, seja de dentro de uma organização da sociedade civil, um órgão público, uma empresa, um projeto social, um coletivo, ou outras formas de atuar com desenvolvimento.
Lembramos que, para a Edição XI, o programa segue dividido em cinco módulos, que têm as seguintes questões inspiradoras e que ocorrerão nas seguintes datas:
E, em caso de dúvidas, entre em contato com:
Thiago Saldanha
e-maill: thiago@reuna.cc
Tel: (21) 98189 9799 (whatsapp)
Os últimos encontros do Programa Escuta Nordeste aconteceram no mês de março, com organizações do Ceará: o Centro de Estudos e Assistência às lutas do/a trabalhador/a rural (Cealtru), Associação Santo Dias e o CEU – Condomínio Espiritual Uirapuru, de Fortaleza e a Associação dos Remanescentes de Quilombo da Comunidade Povoado Boqueirão do Arara e a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Baixa das Carnaúbas, de Caucaia.
O tema da mobilização de recursos tem sido recorrente e esteve presente nesses encontros, mas é importante destacar que houve pontos que retornam, agora em 2019, para a pauta temática dessas organizações e que vão influenciar, diretamente, suas ações: a luta de terras, no caso da Associação Quilombola, e a fome, na Associação Baixa das Carnaúbas.
Os encontros presenciais fazem parte da primeira etapa do Escuta Nordeste e consistem em uma intervenção relacionada a questões apontadas previamente. A segunda etapa é a elaboração de um artigo (analítico) sobre o conjunto das escutas das organizações selecionadas. Por fim, a terceira fase é a realização do Lab Escuta Nordeste, um momento de retorno, interação e trocas entre essas e outras organizações e seus temas. Está programado para o início do segundo semestre de 2019.
O Escuta NE é uma iniciativa pró-bono do Instituto Fonte, que apoia organizações sociais por meio da facilitação diferenciada e com novas reflexões sobre suas próprias práticas. Nesta edição, o projeto contou com a parceria do Grupo Recife de Aprendizagem (GRA).
#escutaNE #institutofonte #fontedeescutas #praticasocialreflexiva#fonte20anos
Um programa para fomentar uma prática política reflexiva para sermos, hoje, artistas criadores da nação democrática e sustentável do amanhã.
O Ser Político é um programa para um mergulho profundo no político que vive em cada um de nós, despertando habilidades para agirmos conscientes dos efeitos de nossas ações sobre um mundo que é vivo, complexo e que pede responsabilidade para transformá-lo.
O programa se propõe a promover o desenvolvimento:
de um pensar próprio para agir em liberdade, no qual este Ser Político conduza a si mesmo como agente criador de uma sociedade democrática e sustentável, em colaboração.
de habilidades perceptivas e sociais para a qualidade da intervenção política, por meio de atividades de observação, da natureza e de situações sociais reais, e de práticas meditativas, artísticas e de escrita.
da capacidade de se estabelecer relações de confiança na diversidade e na divergência para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
de lideranças políticas – dentro e fora do sistema político – com potencial de inovação para incidir nas agendas e nos processos de formulação e implementação de políticas públicas.
de relações de confiança na diversidade e na divergência, para que, diante das realidades que se apresentam, possamos nos reconhecer pares alinhados na aptidão de enxergar a complexidade social como fenômeno vivo, interconectado e apresentar soluções capazes de criar um futuro que sustente a vida.
Um programa para pessoas que atuam ou se sentem chamadas a atuar politicamente e sejam questionadoras da qualidade de sua incidência.
O programa se fundamenta na compreensão de que os processos sociais são fenômenos vivos e cada indivíduo é parte ativa da situação na qual está inserido.
Neste caminho da aprendizagem, a experiência do participante é o principal referencial para que um novo tipo de consciência emerja da compreensão dos processos naturais e sociais. Para tanto, serão conduzidos exercícios de leitura, observação, artísticos e de escrita na busca por um desenvolvimento auto reflexivo acurado e disciplinado.
O Programa apoia-se na Prática Social Reflexiva (PSR), uma abordagem cunhada pelo The Proteus School of Reflective Social Pratice e propagada no Brasil, desde 2002, pelo Instituto Fonte. Trata-se de uma prática de profunda sensibilidade social, baseada na compreensão de que o mundo das relações sociais é tão vivo e emergente quanto qualquer organismo. Sua referência é a fenomenologia de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), desenvolvida para enxergar as profundezas do mundo vivo, adaptando o pensamento para que ele se torne um órgão de percepção da vida.
Imersão
O programa será de imersão, em quatro (4) módulos com duração de quatro (4) dias cada. Durante cada módulo, os participantes ficarão hospedados no mesmo local da realização do programa. Em cada intervalo entre os módulos haverá uma sessão de mentoria para o acompanhamento dos participantes.
A prática política ancorada na observação atenta da realidade requer tanto a imersão nessas realidades, para enxerga-las e senti-las de perto, como também um distanciamento da posição em que costumamos estar como observadores, nos deslocando para outras posições de ponto de vista.
Em um país diverso como o Brasil, as realidades são muitas e maiores ainda os pontos de vista.
Para instigar a observação consciente das relações que se estabelecem em diferentes contextos, os quatro (4) módulos do percurso formativo serão divididos entre duas capitais simbólicas do Brasil contemporâneo: São Paulo, símbolo do desenvolvimento econômico e do Brasil industrializado; e Recife, símbolo do nascimento da sociedade brasileira miscigenada, ocidentalizada e politizada.
DATA | LOCAL | |
Módulo 1 | 01 a 04 de Agosto/19 | Recife/PE |
Módulo 2 | 03 a 06 de Outubro/19 | São Paulo/SP |
Módulo 3 | 06 a 09 de Fevereiro/20 | Recife/PE |
Módulo 4 | 21 a 24 de Maio/20 | São Paulo/SP |
Módulo I: O Ser Político.
O Programa inicia-se com ênfase no desenvolvimento de faculdades centrais da Prática Social Reflexiva: qualidades da atenção, da consciência e da abertura. Expande no participante suas habilidades perceptivas, levando-o a ter um olhar cada vez mais atento sobre si, o mundo e as relações que se estabelecem entre estes. O aprendizado permite que o participante reconheça o que sua ação mantém, fortalece e transforma no mundo.
Trabalho escrito (entre módulos): Eu político (1500 palavras)
Módulo II: A complexidade no fazer político.
Este módulo busca ampliar a compreensão da complexidade presente na paisagem política – polaridades, contradições, relações – reconhecendo um mundo vivo, de conexões e constante mudança. A partir do estudo sobre o sistema democrático brasileiro – sistemas de governo e político, forma de organização de Estado, partidos e de controle social – promoverá a investigação de situações vivenciadas pelos participantes e também por convidados, provocando a busca pela compreensão sobre a qualidade da intervenção política própria de cada um.
Módulo III: Uma prática servidora.
O foco é compreender os desafios do exercício do poder ao colocar sua vontade no fazer politico. O participante irá vivenciar 24h da rotina de uma família em comunidade em situação de vulnerabilidade e risco social e ambiental. Esse módulo pedirá abertura do participante para que dê dois passos para dentro de si em busca dos padrões e forças motrizes que orientam sua ação. Um mergulho radical, luz e sombra, numa dança de aprendizagem em busca da real mudança capaz de sustentar e honrar o poder que é outorgado pela representação.
Trabalho escrito (entre módulos): O Ser Político (1500 palavras)
Módulo IV: Uma politica autêntica
O percurso de desenvolvimento culminará no reconhecimento sobre o que se transforma na prática política de cada um e o que emerge no caminhar da vida politica do grupo de participantes. Estes, conscientes de que cada um é corresponsável pela criação das realidades coletivas, irão em busca de se maravilhar com o que quer nascer da relação do grupo e que seja capaz de se sustentar na complexidade do fazer político autêntico para, assim, propagarem uma prática política reflexiva.
André Previato é natural de São Paulo/SP, onde reside, tem atuado nos últimos quatro anos com empreendedorismo cívico voltado ao aprimoramento da democracia, em especial na RAPS – Rede de Ação Política pela Sustentabilidade e no AGORA!. Nesse período se envolveu ativamente em candidaturas de renovação alinhadas ao desenvolvimento sustentável. É mestre pela London School of Economics and Political Science (LSE), especialista em Direito Econômico pela GV-Law e graduado em Direito pela PUC-SP. Certificou-se como mediador pela CEDR e pela FIESP.
Dalva Correia é natural de Recife/PE, onde reside, e atua na gestão pública do município em diferentes políticas públicas, atualmente com foco no envelhecimento e como consultora em processos de Desenvolvimento Institucional (DI), além do empreendimento do “O Ser Político” como proposta de formação para novas lideranças. É graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco especialista em processos de facilitações grupais com ênfase nos referenciais da Prática Social Reflexiva e Pedagogia Social.
Denise Castro é ativista e facilitadora de processos multissetoriais. Líder da Rede de Ação Politica pela Sustentabilidade (RAPS). Se desenvolveu como gestora organizacional no terceiro setor, articuladora e estrategista, adquirindo experiência na gestão pública por meio da relação público-privada. Atua no desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de transformação social. Desenha e empreende programas de aprendizagem com abordagem inovadora a partir da prática da pessoa e de um olhar sensível e integrado a natureza. É uma das idealizadoras e empreendedoras da oficina de aprendizagem O Ser Político, concebida para contribuir com o desenvolvimento de novas lideranças políticas. Pós-graduada em Prática Social Reflexiva pelo Instituto de Filosofia da Inovação Social da Alanus University em Bonn e Graduada em Ciências Biológicas pela PUC-CAMPINAS.
O programa é organizado pelo Grupo Recife de Aprendizagem (GRA) e o Instituto Fonte em meio ao contexto político do país que nos desafia a ressignificar nossa prática. Esta é mais uma atuação conjunta entre esses dois atores que reúnem profissionais com forte experiência em formação. O GRA e Instituto Fonte também estiveram juntos no Escuta NE, na Pós-graduação em Pratica Social Reflexiva e no Profissão Desenvolvimento.
Grupo Recife de Aprendizagem: Coletivo de 14 lideranças com atuação nos setores governamental, empresarial e da sociedade civil organizada. Desde 2006, essas lideranças vêm experimentando na sua prática profissional os princípios e a abordagem de desenvolvimento baseada na premissa de que os processos sociais são orgânicos e dinâmicos. Dessa forma, vêm exercendo um papel transformador nos campos da defesa de direitos, meio ambiente, criança e adolescente, responsabilidade empresarial, investimento social privado, educação popular, dentre outros.
Instituto Fonte: Organização da sociedade civil brasileira que, há 20 anos, facilita processos de desenvolvimento social, ajuda indivíduos a compreenderem e aprofundarem sua atuação e apoia a sustentabilidade de comunidades, grupos e iniciativas sociais.
A política trata da convivência entre diferentes que se organizam para objetivos comuns. A riqueza do percurso formativo proposto será tão grande quanto maior a diversidade do grupo. Nesta perspectiva, a coordenação cuidará para que o custo do Programa não seja impeditivo para a formação de um grupo diverso, que o potencialize.
Todas e todos que se identifiquem com a proposta O Ser Político estão convidados a realizar a inscrição e se engajar no desenvolvimento de ações de mobilização de recursos que estão sendo desenvolvidas. Essa disposição promoverá o comprometimento e a corresponsabilização financeira do grupo, inclusive para a obtenção de fontes alternativas de financiamento.
O Programa tem a intensão de que sua dimensão econômica faça parte do processo de desenvolvimento. Desde as inscrições, a coordenação dará transparência ao orçamento geral e trará à tona a reflexão sobre a relação entre os padrões valorativos dominantes e nossa situação social de desigualdade.
A coordenação fica à disposição para responder a eventuais dúvidas pelo email: contato@institutofonte.org.br
A mudança necessária é tão profunda que se costuma dizer que ela é impossível. Tão profunda que se costuma dizer que ela é inimaginável. Mas o impossível está por vir. E o inimaginável nos é devido”. (Paul B. Preciado)
Um momento complexo, num mundo complexo e repleto de contradições. Isto é o que vivemos hoje. Frente a isso, há a tendência a sucumbir e passar a atuar de forma gerencial, buscando manter tudo sob controle, o que gera insatisfações as mais diversas. Nessas situações, é comum profissionais que atuam com desenvolvimento se perguntarem:
PROFIDES – Profissão: Desenvolvimento! – é um programa inovador de formação continuada que procura ampliar o sentido, a qualidade e a relevância das ações de profissionais que atuam em ONGs, movimentos sociais, no setor público ou privado. É dedicado aos que estão interessados em buscar – e também construir colaborativamente – a arte da intervenção social a partir de uma perspectiva mais humana e orgânica.
É composto por um conjunto de atividades com o objetivo de criar espaços cuidados para a análise crítica e qualificação das práticas de desenvolvimento social no Brasil.
É um processo profundo, delicado e interativo em que os temas e conteúdos são abordados cada vez em maior profundidade, oportunizando novos níveis de compreensão a cada vez que são explorados. Os períodos de aprendizado formal em grupo – que serão vivenciais e individuais ao mesmo tempo – serão intercalados com períodos de prática real em campo (e também de reflexão sobre essa prática). Se baseia, assim, no envolvimento real dos participantes consigo mesmos e com os outros. O programa desenvolve capacidades de facilitação do diálogo entre diferentes atores; de enfrentamento de situações tensas e conflituosas; de intervenção criativa em situações de mudança; de fomento da aprendizagem de pessoas e organizações entre outras.
Quem deve participar?
O caminho:
O programa não é teórico – embora várias teorias deem-lhe corpo – e é baseado na experiência e no envolvimento real dos participantes consigo e com os outros. Conta com atividades a serem desenvolvidas entre os módulos que buscam desenvolver atenção disciplinada e compreensão genuína sobre os fatos e demanda que os participantes tenham uma prática social à qual possam se referir e da qual possam aprender.
São cinco módulos presenciais de quatro dias cada um, com intervalos aproximados de dois meses, intercalados por atividades intermódulos, num total de 256 horas de estudo. Os módulos são compostos por trabalhos em grupo, reflexões individuais, debates e plenárias, estudos dirigidos, análises de casos, produção de textos, exercícios vivenciais e de observação, além de atividades artísticas com intencionalidade pedagógica.
módulo I :: 10 a 13 de Abril de 2019
O que é desenvolvimento?
módulo II :: 05 a 09 de Junho de 2019
Como ocorrem as mudanças?
módulo III :: 07 a 10 de Agosto de 2019
Como ler processos de desenvolvimento?
módulo IV :: 16 a 19 de Outubro de 2019
Como intervir em processos de desenvolvimento?
módulo V :: 04 a 07 de Dezembro de 2019
Como manter-se aprendendo?
Investimento
Conheça os facilitadores:
Flora Lovato: Consultora e facilitadora de processos associada ao Instituto Fonte desde 1999. Integrou a diretoria da organização de 1999 a 2007 e a de 2015-2016. É graduada em Comunicação Social pelo Instituto Metodista de Ensino Superior, escola em que realizou também seus estudos de pós-graduação. Foi gerente geral da Fundação Iochpe por cinco anos e há 18 vem trabalhando em processos de desenvolvimento junto a diferentes iniciativas sociais. Co-facilita programas de formação tais como Artistas do Invisível (ao lado de Allan Kaplan, consultor sul-africano vinculado à Proteus Initiative) e Profissão: Desenvolvimento, programa voltado ao desenvolvimento da prática de intervenção no desenvolvimento social realizado pelo Instituto Fonte. É facilitadora convidada na Pós-Graduação “Reflective Social Practice” realizada pelo The Proteus Initiative de Cape Town, África do Sul, em parceria com o Crossfields Institute, de Londres, na Inglaterra e a Alanus University de Bonn, Alemanha. Coordenou diferentes publicações, entre elas os sete títulos da Coleção Gestão e Sustentabilidade, editada pela Editora Global e Instituto Fonte em 2001. É fellow da Fundação Kellogg, do BoardSource e do CDRA (Community Development Resource Association), organização junto à qual cursou o Fellowship Programme, programa avançado com foco em intervenção social. Gosta muito de se perder nos diferentes bairros de São Paulo, cidade em que viveu os seus 60 anos de vida. Adora receber amigas e amigos de forma acolhedora, observar e desenhar plantas em particular, além de fazer amigurumis para seus sobrinhos. Contato: flora@institutofonte.org.br
Tião Guerra: Consultor Associado do Instituto Fonte, desde 1999. Pedagogo dedicado ao desenvolvimento do ser humano enquanto indivíduo e em grupos. Desde 1979 trabalha com instituições e movimentos sociais, em especial as que atuam no âmbito da infância, juventude e desenvolvimento comunitário. Atuou como educador formal em escolas desde 1980. Fundou o Instituto de Educação de Nova Friburgo em 1985, e foi o diretor da escola de aplicação do mesmo. Fundou a Associação Crianças do Vale de Luz em 1988, mantenedora de duas Escolas Waldorf público-comunitárias e um Centro de Formação de Professores Waldorf, onde desenvolveu habilidades de gestão organizacional e de apoio ao desenvolvimento de pessoas e de organizações sociais. Em 1996, começou a atuar como consultor de processos de desenvolvimento social. Foi coordenador Regional (Região Serrana do Rio de Janeiro) da FIA/RJ ‐ Fundação para Infância e Adolescência, em 2002. Realizou estágios na área educacional na França, Suíça e África do Sul. É graduado em pedagogia, com especializações em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Social. De 2007 a 2011, prestou assessoria parlamentar (ALERJ) na área de projetos de desenvolvimento. Em 2017, compartilhou seu tempo profissional com grupos muito interessantes: Coordenador do projeto Fortalecendo a Resiliência em Comunidades da Região Serrana do Rio de Janeiro (C&A Foundation e Save the Children); Jardim Escola Michaelis/RJ; Departamento Nacional do SESC, Área de Desenvolvimento Comunitário; Avo – Meaningful Branding; JLT Seguros; UNICEF/RJ. É docente na graduação “Pedagogia da Liberdade” e consultor eventual em diversas potentes iniciativas socioculturais por aí… Também aprecia muitíssimo caminhar, é músico, leitor e escritor https://cartasdofundo.wixsite.com/site e acredita no contato consigo mesmo, com a natureza, com a arte e com o outro como estilo de vida, abordagem de trabalho e de desenvolvimento pessoal e social. Tem 56 anos, é pai de seis filhos maravilhosos e mora em sua malinha de viagens. Contato: tiao@institutofonte.org.br
Entre em contato: contato@institutofonte.org.br – 11 3032-1108
O Instituto Fonte, ao longo dos anos, tem procurado acompanhar os fluxos de interesse em seus programas de formação para definir os inícios de novas edições.
No momento, o Profides: Profissão Desenvolvimento, ainda não tem previsão para uma próxima turma.
Mas, caso você tenha interesse em integrar uma nova edição do programa, preencha o Formulário de Interesse!
Agradecemos! E esperamos, em breve, nos encontrar!
EQUIPE INSTITUTO FONTE
Mais uma parceria de consultoras integrando as atividades da Escola de Formação da Ação Educativa. Agora, Ana Paula Giorgio e Flora Lovato se reúnem para a oficina Delicado ativismo: uma prática radical de promover mudança, nos dias 08 e 09 de novembro.
A atividade traz a tona a reflexão sobre a coerência, ambiguidades e incertezas entre o fazer e o pensar do ativismo, com base na intervenção social para a mudança a partir da abordagem fenomenológica desenvolvida por J.W. Goethe.
Muitas pessoas que trabalham com transformação social têm buscado desenvolver uma prática que zela pela profundidade e singularidade de cada fenômeno com que se relacionam. O discurso – apaixonante – das organizações sociais voltadas à mudança fala disso o tempo todo.
Querem agir de forma humana e consistente, sem simplificar a complexidade que encontram no seu entorno. Querem uma prática que faz emergir a distinção e não a separação, que preste atenção nas sutilezas e ajude a agir no mundo, não sobre o mundo. Essas mesmas pessoas se sentem enredadas pelo “automático”, pressionadas pelo tempo, levadas a solucionar as questões com as quais se defrontam e mantendo inalterado exatamente aquilo que querem mudar no mundo.
Será que somos capazes de olhar de frente para nossa prática e ver o que ela nos revela sobre o que de fato estamos trazendo pro mundo? O que muda no mundo a partir da minha prática? Onde está a vida – o novo – e onde está o automático – o velho – naquilo que eu faço?
Esta oficina foi desenhada para ajudar essas pessoas a manter viva dentro de si uma prática que supere essas ambiguidades e incertezas. Uma prática que pede que estejamos “acordados” para a coerência entre nosso fazer e o nosso pensar, para as formas de pensar que constroem liberdade e vida, que compreendem os fenômenos ao invés de buscar resolvê-los. Uma prática que, para ser assim, pede que nós mesmos sejamos assim.
A quem se destina: Profissionais que atuam com desenvolvimento social.
Carga horária: 12h
Investimento: R$150,00
Período: Quinta e sexta-feira, 08/11 e 09/11 de 2018 (2 encontros)
Horário: 08/11 – 14:00 – 18:00
09/11 – 09:00 – 18:00
Conheça as facilitadoras:
Ana Paula Giorgi: Formada em Letras pela USP, com mestrado em Desenvolvimento Sustentável e Treinamento (School for International Training, EUA) e Doutorado em Educação (UNESP), trabalha com Desenvolvimento Social desde 1996. Foi consultora por dez anos, trabalhando com ONGs, fundações, escolas agrícolas e programas de formação. Fundou e coordenou um programa de educação complementar para crianças em sua comunidade, onde também foi presidente do CMDCA. Escreveu um livro sobre um programa de educação rural realizado pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Retrato Falado da Alternância) e um guia, Elaboração Participativa de Projetos, publicado como parte de um programa da Fundação VITAE. Traduziu o livro de Allan Kaplan, Artistas do Invisível. Hoje atua como facilitadora de processos. Mora na cidade de Oriente, SP. Contato: anapaula.chavesg@gmail.com
Fruto da parceria de dois consultores que atuam com música em seus processos de facilitação de grupos e integrando as atividades da Escola de Formação da Ação Educativa, o Instituto Fonte vai oferecer, na próxima semana, o encontro Música corporal para facilitadores e educadores. Serão dois momentos, nas segunda-feiras 03 e 10 de dezembro, a partir das 19h.
Estes serão encontros voltados para educadores e facilitadores vivenciarem e conhecerem a linguagem da música corporal como um caminho para o trabalho com grupos. O processo contempla momentos de prática, experimentações e reflexão. O trabalho encoraja a expressão de forma livre e apresenta a música corporal como um elemento de desenvolvimento e de percepção de si e do mundo.
A atividade vai desenvolver habilidades criativas e musicais a partir da linguagem da percussão corporal, cuja principal referência é a metodologia desenvolvida por Fernando Barba, criador dos Barbatuques, grupo brasileiro internacionalmente reconhecido por sua trajetória com a percussão corporal. As atividades abordarão a exploração de ritmos simples, timbres que podem ser produzidos a partir do corpo, jogos de criação e exercícios de improviso utilizados nos ensaios e grupos de estudos desta metodologia. A construção de conhecimento se dará a partir de um processo prático-reflexivo sobre como esta abordagem contribui com processos de desenvolvimento de grupos e organizações.
A quem se destina: Educadoras(es), facilitadoras(es), profissionais de desenvolvimento.
Realização: Instituto Fonte e Ação Educativa
Carga horária: 6h
Investimento: R$75,00
Período: Segundas-feiras, 03/12 e 10/12 de 2018 (2 encontros)
Horário: 19:00 – 22:00
Quer conhecer mais sobre os formadoras(es):
Alexandre Randi: Consultor e facilitador de processos de desenvolvimento, associado ao Instituto Fonte desde 2007. Formou-se em Música Popular na Unicamp, com especialização em Educação Social pela UniSal e mestrado em Educação pela Unicamp. Participou de programas de capacitação e formação como o GESC (Gestão para Organizações da Sociedade Civil), o DIES (Desenvolvimento Institucional de Entidades Sociais) e o Artistas do Invisível. Por meio da Música, entrou no setor social, dirigindo a banda Bate Lata, de Campinas, e atuando em outros projetos socioeducativos. Trabalhou como gestor de projetos e programas até 2004, quando passou a atuar como consultor e facilitador. No Instituto Fonte, além de realizar consultoria em diversas áreas e coordenar a terceira e sétima edições do programa Profides (Profissão: Desenvolvimento), foi membro da diretoria no biênio 2015-16. Mora em Campinas (SP). Contato: alexandre@institutofonte.org.br
Helena Gomes: Consultora e facilitadora de processos, associada ao Instituto Fonte desde 2015. Formou-se em Gestão Ambiental pela ESALQ-USP, onde também fez Mestrado em Ecologia Aplicada/Ambiente e Sociedade, tendo como foco de pesquisa a parceria entre empresas e ONGs ambientais. Foi trainee da Fundação Boticário em 2007, onde teve seu primeiro contato com a abordagem do Instituto Fonte, que facilitou parte do Programa. Desde então vem atuando no campo do desenvolvimento de grupos e organizações. Na área ambiental, atuou nas áreas de educação, comunicação e posteriormente no campo da auditoria e consultoria em sustentabilidade. Em 2013, estudou teoria da complexidade e transformação organizacional no Schumacher College, Inglaterra. Nos últimos anos,vem se dedicando ao campo do desenvolvimento, experimentando e aprimorando a presença da arte e principalmente da música em seus processos. Formou-se no programa Aprimora, dedicado ao desenvolvimento de habilidades em consultoria de processos, oferecido pelo próprio Fonte e está, atualmente participando da formação Artistas do Invisível. Também facilita oficinas de música corporal com foco em desenvolvimento e é uma das integrantes da Orquestra do Corpo, regida por Fernando Barba. Contato: helena.gomes@institutofonte.org.br