Nos últimos anos, o Instituto Fonte tem procurado fazer de sua comunicação um processo de reflexão, de aprendizagem e de compartilhamento dos significados das assessorias que desenvolve ao lado de outras organizações da sociedade civil.
Dessa vez, gostaríamos de falar um pouco de um processo que representou múltiplas aprendizagens nos campos do planejamento, monitoramento, avaliação e facilitação de processos, realizado em parceria com a Cáritas do Brasil. Em seus quase 70 anos de existência, a trajetória desta organização destaca-se por sua ampla capacidade de articular a participação e a escuta de agentes que compõem sua rede atuação, em todo Brasil. E a realização da Assembleia é um momento relevante de interação com essas vozes e exige muito cuidado em sua preparação, pois sinaliza novas forças de atuação e o reforço da estratégia para os próximos anos, assim como é o encontro para também celebrar conquistas.
Abertura da Assembleia Cáritas 2023
Em 2023, o Instituto Fonte foi responsável por realizar a assessoria ao Comitê de Formação, que pensa a forma como os diálogos ocorrem durante a Assembleia. Conduziu a revisão do sistema de monitoramento da organização, que auxiliou na construção da programação e das dinâmicas, na produção do Guia Metodológico do Participante e esteve à frente da orientação das atividades realizadas no segundo dia de Assembleia, debatendo e levantando propostas sobre como desenvolver o tema da “Sinodalidade na luta por direitos e justiça socioambiental”, foco de estudo da organização para o território brasileiro no ano de 2024. Dois materiais foram fruto das atividades: o Cordel para celebrar as conquistas da organização e Carta para o Futuro da Cáritas, direcionada para a gestão dos próximos três anos.
Ju da Paz é a consultora responsável pela assessoria junto à Caritas Brasil. Seu olhar, como condutora do processo, destaca o caráter participativo da organização em todos os processos que desenvolve e o valor que dedica para a voz de seus colaboradores, parceiros e toda a rede de ação que integra e articula. “A Cáritas me desafia no desenvolvimento de metodologias capazes de ampliar, ou mesmo reforçar, a participação. É o que eles chamam internamente de ‘ampliar a tenda’, isto é, criar formas de favorecer a participação das pessoas, com confiança e cuidado”, explicou a facilitadora.
Grupos de trabalho
Este ano a programação distribuiu-se em três dias de atividades e incluiu um momento para visitas aos locais onde a Cáritas desenvolve projetos, como Mariana e Brumadinho, onde tem desenvolvido ações muito próximas das famílias que estão sofrendo diretamente as consequências dos dois desastres ambientais da região.
Para o Instituto Fonte é sempre um aprendizado desenvolver formatos participativos de planejamento e avaliação em uma organização tão ampla, tanto em quantidade de pessoas com as quais dialoga, como também com a amplitude regional de cada ação que implementa.
Fotos: Acervo Cáritas Brasileira, da Assembleia e de algumas visitas realizadas aos projetos.
Abertura da Assembleia Cáritas 2023Abertura da Assembleia Cáritas 2023Grupos de trabalhoVisitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos Visitas aos projetos
O Instituto Fonte acaba de iniciar um processo para contratação de Assessoria Administrativo-Financeira.
Estamos em busca de profissional que será responsável pelos procedimentos e controles administrativos e financeiros da instituição, de forma a atender aos procedimentos estatutários e apoiar a Diretoria Colegiada. A pessoa vai acompanhar os processos inerentes aos contratos de serviços de consultoria, publicações e projetos, formatando as informações para monitoramento e prestação de contas interna e externa.
Para acessar a descrição completa sobre a vaga, responsabilidades, atividades e como se inscrever, CLIQUE AQUI!
Mesmo mantendo sua atuação em todo o Brasil, o Instituto Fonte encarou uma importante mudança neste ano de 2023. Pela primeira vez, após mais de vinte anos de atuação, a organização arrumou as malas de sua sede administrativa rumo ao Nordeste. Agora, divide o espaço com a anfitriã FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), em Recife, Pernambuco.
A mudança veio com ares que já faziam parte das transformações que o Instituto estava vivendo, como uma proximidade muito grande com organizações de base que atuam no território nordestino. “A sensação de estar morando no coração de movimentos sociais, cruzando com atores que são referência de mudança e luta, é parecida com aquela de quando fomos morar na Ação Educativa”, explicou a consultora, moradora de Olinda, Saritta Falcão Britto.
A casa, que já foi residência de Dom Helder, parece estar sempre aberta para receber as pessoas e dialogar com as organizações, de acordo com Helena Rondon, também consultora do IF e moradora de Recife. Para ela, “é um espaço bonito e repleto de histórias de luta”.
As consultoras do Instituto Fonte e sua rede de parceiros permanecem espalhadas por todo o Brasil, atuando para o desenvolvimento social e oferecendo consultorias em gestão, avaliação, planejamento, monitoramento, formação e facilitação de processos para organizações, seus gestores, equipes e públicos.
Integrantes da FASE: Luiza de Marillac Melo (coordenadora), Rosimere Nery (educadora), Sarah Vidal e Ieda Valeriano (colaboradoras)Consultoras do Instituto Fonte, Saritta Falcão Brito e Helena Rondon.
“Nos últimos anos, o Fonte tem sido mais provocado a atuar junto aos de movimentos sociais locais e nacionais. Isso tem enriquecido muito nosso ativismo delicado e ampliado nossa missão no campo social brasileiro”. (Saritta Falcão Britto, consultora)
Uma comunidade não pode florescer em uma vida dividida. Muito antes de uma comunidade assumir uma forma e uma aparência externas, ela deve estar presente como uma semente num self íntegro: apenas se estivermos em comunhão com nós mesmos poderemos encontrar a comunidade com os outros”. (Parker Palmer, em Tudo sobre o amor, de Bell Hooks)
Inspiradas pela mensagem de Parker Palmer e ao som do Samba da Utopia, foi dada a largada do encontro “Somos uma comunidade de aprendizagem em PMAA?”, que reuniu diversas organizações da sociedade civil (OSCs), em São Paulos, nos dias 25 e 26 de abril de 2023, que integram a parceria entre Instituto Fonte e Pão para o Mundo. O encontro debateu, a partir de vivências e trocas de experiências, temas presentes no dia a dia das OSCs, como o planejamento, monitoramento, avaliação e aprendizagem.
Desenvolver uma comunidade de aprendizagem envolve muitos fatores. Por um lado, existe a necessidade de criar laços laços, afetos, confiança, escutas e cuidados coletivos, naturais em um processo onde a coletividade é um diferencial. Por outro, o coletivo vivencia formas de estudo com muita criatividade e experiências de compartilhamento de histórias de pessoas e de organizações. E, a partir desse formato, é possível fortalecer o interesse por um espaço coletivo de construção do conhecimento.
Essas são pequenas amostras de algumas das reflexões vivenciadas neste grupo de pessoas e de organizações repletas de histórias, de belezas, de tradições, de conhecimento e de afetos, que fizeram parte dos dois dias de formação, 25 e 26 de abril, na sede da Ação Educativa.
As formações fruto da parceria de Pão para o Mundo e Instituto Fonte acontecem há mais de dois anos e envolvem vários temas de interesse das organizações apoiadas no Brasil, em assuntos relacionados ao planejamento, monitoramento, avaliação e aprendizagem. Esse foi o primeiro encontro presencial de formação desde o início das atividades.
Estiveram conosco: Inesc, PACS, CAA, Cria, Assessoar, Capina, Ibase, Aspta, Ceseep, Fundo Brasil, Koinonia, Terra de Direitos, CPT-PR, CPT Nacional, CNMP, CPT-MT, Instituto Cultivar, CESE, Ação Educativa, FLD, Terramar, Abong, SOF, Fase, Cebi.
Para o Instituto Fonte, cada momento de planejamento de suas atividades representa possibilidades valiosas de aprendizado.
Este ano, no dia 27 de abril, encontramos pessoas que fazem parte da nossa história e que nos ajudaram a reconectar sentidos e interesses coletivos, anseios de desenvolvimento, diálogos que queremos valorizar.
Olhamos atentamente para os nossos padrões e procuramos relembrar os ciclos vividos pelo Instituto e, só assim, pudemos entender o que está pulsando rumo à renovação, transgressão e transformação de nossa ação no mundo.
Estaremos, mais uma vez, ao lado de outras organizações com quem podemos e queremos olhar, sentir e vivenciar processos de desenvolvimento.
Estamos prontas para o passo seguinte! 🌱
Estiveram conosco parceiros valiosos: Antônio Luiz, Martina Rillo Otero, Arnaldo Motta e Elie Ghanem.
Quem já desenvolveu algum tipo de parceria ou trabalho com o Instituto Fonte, sabe do cuidado e carinho que temos com as organizações, suas equipes e com os profissionais de desenvolvimento. Temos um jeito de olhar, de escutar e de sentir o que se passa, de entender necessidades e angústias, assim como perceber as conquistas e alegrias que carregam em suas trajetórias.
Nossa mensagem de ano novo quer celebrar a beleza do que vivemos nos últimos três anos ao lado dessas organizações e profissionais de desenvolvimento, que diante de tantos cenários de incertezas, foram fortes e resilientes. Muitas precisaram encontrar meios para para reduzir os impactos da pandemia e do empobrecimento das pessoas, inclusive durante todo o ano de 2022. E as transformações vivenciadas foram as mais diversas: quem oferecia educação, mobilizou alimentos e reduziu a fome de muitas crianças e suas famílias, quem atuava com saúde, foi para a linha de frente levando mais do que máscaras, mas apoio emocional, abraços e alento como tratamento, quem fazia trabalho presencial, fez do computador suas pernas e braços para chegar até as pessoas.
Todas essas organizações e profissionais demonstraram uma capacidade imensa de adaptação, de percepção da realidade ao seu redor, de empatia e conexão com suas comunidades. E no meio de tudo, ainda tiveram que cuidar de si próprias, de suas equipes, de sua sobrevivência e transformação. Talvez nunca mais voltem a fazer o que faziam, da forma como faziam.
O Instituto Fonte sente-se renovado para 2023, diante da ação de tantas organizações e profissionais que seguem fortes e merecem nossos aplausos, agradecimentos, carinho e cuidado.
Continuamos prontas para estar ao lado de vocês, no próximo ano e por mais quantos anos forem necessários.
No momento em que a fome volta a ser assunto presente no dia a dia do Brasil, é possível que grande parte dos brasileiros lembre do papel desempenhado pelo sociólogo Hebert de Souza e pela organização Ação da Cidadania, contra a fome, a miséria e pela vida, ainda nos anos 90, em torno desse tema.
Nádia Rebouças foi a publicitária encarregada, pelo próprio “Betinho”, como era carinhosamente chamado, para implementar um processo inovador de articulação, engajamento e planejamento de comunicação capaz de, por um lado, envolver publicitários e agências voluntárias que queriam auxiliar com a causa do combate à fome, e por outro, sensibilizar a população e diversos segmentos sociais a fazer parte, de forma efetiva, de ações pelo fim da escassez de alimentos nos lares pobres do país.
Nádia foi convidada para contar essa história para estudantes do curso de Gestão de Projetos Socioambientais da Pontifícia Universidade Católica de Pernambuco, na disciplina de Mobilização de Recursos e Engajamento, na qual a consultora do Instituto Fonte, Helena Rondon, é professora.
Muito longe de explanar sobre planos e tabelas, a publicitária tratou de um processo de comunicação repleto de vida, de pessoas, de ideias circulando em torno da proposta de transformar a realidade da fome no Brasil. “Quem tem fome tem pressa” ou “Você tem fome de quê?” foram alguns dos slogans que marcaram a trajetória da Ação da Cidadania nesses quase 30 anos desde sua criação e que trouxeram diferentes reflexões em toda a sociedade em torno do tema da fome.
Atualmente, Nádia acumula uma linda experiência como publicitária e consultora, tendo atuado com temas relativos à comunicação com diversas organizações da sociedade civil, empresas em suas ações de responsabilidade social e governos. Também escreveu o livro Ação da Cidadania – 25 anos, que registra a ação dos publicitários nessa campanha.
O Instituto Fonte, em parceria com a PUC-PE, decidiu disponibilizar esse conteúdo em suas redes, para pessoas, sejam estudantes ou profissionais da comunicação, gestores de organizações sociais e outros interessados em conhecer mais sobre a história da Ação da Cidadania.
Interessou? Então, acessa e assiste!
Mas é importante lembrar que a campanha de combate à fome da Ação da Cidadania está mais uma vez no ar. Encontre também sua forma de participar.
A mudança necessária é tão profunda que se costuma dizer que ela é impossível. Tão profunda que se costuma dizer que ela é inimaginável. Mas o impossível está por vir. E o inimaginável nos é devido.” (Paul B. Preciado)
Aqui estamos. 2022. Já acostumados com uma rotina híbrida, que tornou-se hábito e passou a constituir quem somos (talvez despercebidamente), vamos reaprendendo asonhar o futuro e voltando a nos encontrar fisicamente com naturalidade. Não épreciso muito esforço para enxergarmos também o aumento da desigualdade social, da distância entre visões de mundo, da concentração de poder e renda, do medo e da falta de confiança, entre tantos outros aspectos que caracterizam esse período “pós-pandêmico”. Nos deparamos com crescentes níveis de controle, polarização einstrumentalização da vida.Qual nosso lugar em meio a essa realidade? Como ser, estar e atuar em um mundo como esse? Como não paralisarmos frente aosentimento de impotência ou, ainda mais importante, como agirmos de modo acontribuir com a transformação desejada e não com o acirramento do que não desejamos mais?
Como nos diz Joanna Macy: “A coisa mais radical que qualquer um de nós pode fazer neste momento é estar inteiramente presente ao que está acontecendo no mundo”.Nesse sentido, um programa que nos ajuda a ler o que acontece a cada momento, acompreender o contexto e as situações de forma a responder a eles adequadamente, e que aprimora nossa habilidade de ver, compreender e participar da realidade de forma acordada e consciente – talvez nunca tenha sido tão necessário. Existemmuitas maneiras de ver e precisamos estar atentos a qual delas estamosescolhendo, trazer pra consciência não só nossa leitura sobre o que está acontecendo, mas também a maneira como temos construído essa leitura, olharpara seus fundamentos, ver além do óbvio.Talvez este programa possa ser nossopróprio ativismo frente ao mundo de hoje, reconhecendo que somos parte de um mundo vivo, ao qual não controlamos mas participamos ativamente na construção.
Com isso em mente e corações, lançamos esta nova edição do Artistas do Invisível.
PRÁTICA SOCIAL REFLEXIVA
Quanto mais observamos e prestamos atenção, mais vemos. Quanto mais vemos, mais compreendemos. E quanto maiscompreendemos, mais podemos permitir que a vida se desenvolta. Quanto mais penetramos em qualquer fenômeno, mais rico esse fenômeno setorna, o ordinário se revela como extraordinário e nosso próprio papel como co-criadores de uma realidade emergente e em desenvolvimentotorna-se mais evidente (e sério e prazeroso).
Uma Prática Social Reflexiva tenta honrar e penetrar no contexto vivo e único de cada situação e responder de acordo. Baseado nopensamento científico de Goethe, é uma formafenomenológica, holística, humana e ecológica de ver, compreender e se relacionar com o mundo. Muito mais do que um método é uma forma de viver, uma forma de estar no mundo.Uma Prática SocialReflexiva tem implicações práticas significativas sobre a maneira como planejamos e refletimos, sobre como nosrelacionamos e agimos em nossa vida cotidiana, especialmente considerando as mudanças sociais e ambientais. Na forma como lidamos com as pessoas nas organizações, na forma como possibilitamos a reflexão e a responsabilização, na formacomo nos estruturamos e nos relacionamos com as responsabilidades. Na forma pelas quaispermitimos que nossas iniciativas e ações evoluam como os organismos vivos, em vez de limitá-las por meio das implicaçõesrestritivas de nossos próprios sistemas e abordagens de gestão.
A prática é manter a consciência aberta.”
DESENHO DO PROGRAMA
O encontro, o “olho no olho”, asconversas em roda, a observação da natureza que nos envolve, a qualidade imersiva e a construção decomunidade constituem aspectos essenciais deste programa: um aprofundamento na prática social reflexiva, essa abordagem que nos convida à consciência como prática e à compreensão dos fenômenos sociais tais como organismos vivos que são. Se você nunca ouviu falar do Artistas, mas este documento chegou até você, aqui estão algumas informações:
ArtistasdoInvisíveléumprogramadesenvolvidopeloInstitutoFontee Proteus Initiative de profundo engajamento com a Prática Social Reflexiva, abordagem de transformação social inspirada no pensamento de Goethe. É voltadoaquemteminteresseemcompreendermaisdaabordagemfenomenológicaapartirdaexploração desuaprópriaprática.Temcomoobjetivo desenvolver em cada um de nós as habilidades e a sensibilidade para nos relacionarmos com o mundo vivo do qual fazemos parte e levar-nos a um diálogocriativocomassituaçõessociais que encontramos.Nãovisando controlar, justificar ou medir, mas sim retratar, antecipar e facilitar.Um programa que nos ajuda a ler significado enquanto participamos da narrativa,a refletir enquanto atuamos no mundo.
Em termos práticos, teremos:
4 imersões presenciais de 6 dias com Ana Biglione, Ana Paula Chaves e Pilar Cunha (2ª à sábado, até às 14h)
2 imersões presenciais de 6 dias com Allan Kaplan, Sue Davidoff, Ana Biglione, Ana Paula Chaves e Pilar Cunha (2ª à sábado, até às 17h). Contudo, a presença de Allan e Sue está sujeita a alterações relacionadas a visto e custos de passagem
Totalizando 6 imersões em 3 anos, uma imersão por semestre.
1 encontro virtual em grupo de 1 dia, com Allan e Sue, ao final do processo
1 encontro virtual em grupo de 1 dia por semestre com Ana, Ana Paula e Pilar, entre as imersões (5 no total)
Totalizando 5 encontros virtuais em 3 anos, um entre cada imersão.
DESENHO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
Cada novo objeto, visto em profundidade, abre em nós um novo órgão de percepção.” (Johann W. von Goethe)
O desenho do processo de aprendizagem deve ser coerente com a prática que pretendemos desenvolver.
TEMAS ENTRELAÇADOS E EM ESPIRAL: O conteúdo doprograma é interconectado – os temas são abordados em uma profundidade crescente à medida em que novos níveis de consciência emergem daexploração. Nenhum tema pode ser compreendido isoladamente.
O COMPROMISSO COM A PRÁTICA ESTÁ NO CENTRO: A atuação dos participantes é campo gerador de uma dinâmica de aprendizagemconectada ao contexto, que mergulha tanto nas questões do mundo quanto da prática individual. O programa não é meramente teórico. A aprendizagem é sempre experiencial e singular, intercalada com a prática dos participantes (e reflexão sobre essaprática), o que exige um real envolvimento consigo mesmo e com os outros, exigindo também algumtempo de dedicação entre as sessões.
MÚLTIPLAS ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM:Vamos experimentar uma série de atividades que exploram o tipo de pensamento presente e nossa consciência sobre ele. Em outras palavras, umprocesso vivo de desenvolvimento de nós mesmospor meio de exercícios que incluem leituras,observação da natureza, conversação, exploração biográfica, meditação, facilitação, estudos de caso, geometria projetiva e exercícios artísticos.
HABILIDADES DESENVOLVIDAS
Neste percurso, abordaremos especificamente o desenvolvimento das seguintes habilidades:
Ver, descrever e retratar– ajudando a revelar a essência dos fenômenos sociais (com que nos relacionamos).
Escrever e articular – e assim nos envolver com os aspectos invisíveis e com a morfologia dos processos vivos.
Exercitar a imaginação fenomenológica, a intuição e a antecipação– de situações e processos de desenvolvimento.
Manter uma consciência aberta e uma atitude facilitadora– que permita que a vida se desenvolva, que o vir-a-ser venha a ser.
O infinito não é medido por distância, é medido por relações.”
COMPROMISSO FINANCEIRO
Os acordos financeiros são parte do engajamento com o programa e serão desenvolvidos e acompanhados por todo o grupo. O custo total desta edição é de aproximadamente R$185 mil/ano (para todo o grupo). Partindo das premissas de que a saúde financeira do programa é de responsabilidade de todos os seus integrantes e de que as capacidades de arcar com o custo ideal do programa são diferentes para cada pessoa, há diferentes tipos de compromisso financeiro possíveis. Individualmente, você deverá se comprometer com parcelas mensais fixas e com contribuições conscientes variáveis – acordadas ao longo do processo – que, coletivamente, viabilizarão o custo real do programa.
Opções de parcelas fixas:
1 parcela de R$1550,00 (inscrição não-reembolsável)+ 36 parcelas de:
R$550 | valor subsidiado ou
R$750 | valor real ou
R$950 ou mais | valor que contribui com outros participantes e com a sustentabilidade geral do programa
Há possibilidade de bolsa parcial (abaixo de R$550/mês), prioritariamente para não-brancos, não-heteros e com deficiências. Não estão incluídos valores com hospedagem e deslocamento dos participantes (que costumam ser da ordem de R$250/300 por dia de imersão). Grupo máximo de 28 pessoas e mínimo de 20.
FACILITAÇÃO E EQUIPE
ALLAN KAPLAN e SUE DAVIDOFF: Fundadores da Proteus Initiative, Allan e Sue são facilitadores, professores, escritores e pioneiros da Prática Social Reflexiva. Com diversos livros publicados (sendo dois deles traduzidos para o português: Artistas do Invisível e O Ativismo Delicado. Seu trabalho é uma tentativa de perceber as consequências da verdadeira participação, da complexidade socioecológica e de uma consciência emergente no campo da transformação social. Eles vêm realizando diversos programas no Brasil e no mundo, entre eles Mestrados Internacionais e Pós-Graduações em Prática Social Reflexiva, em parceria com diversas organizações, tais quais Alanus University, Crossfields Institute, London Metropolitan University e a Faculdade Rudolf Steiner, entre outras.
ANA BIGLIONE: Formada em Adm. de Empresas pela FGV e Master of Arts em Filosofia da Inovação Social – Prática Social Reflexiva, pela Alanus University (Alemanha). Facilitadora e coordenadora de diversos programas de aprendizagem brasileiros relacionados à Prática Social Reflexiva, tais como Artistas do Invisível, Pós-Graduação em Facilitação de Processos (Faculdade Rudolf Steiner), Profides e Ativismo Delicado. Além de processos de aprendizagem, também atua como consultora e facilitadora de processos de desenvolvimento organizacional prioritariamente no campo da filantropia e iniciativas sócio-ambientais, tanto pela Noetá e Philó, quanto em parceria com diversas pessoas e organizações, tais como Proteus Initiative e Instituto Fonte. Esteve em todas as edições deste programa.
PILAR CUNHA: Formada em Geografia pela USP e pelos programas Profides e Aprimora (Instituto Fonte) e Artistas do Invisível (Proteus Initiative e Instituto Fonte). Desenvolveu sua trajetória profissional em organizações da sociedade civil socioambiental brasileira e atua como facilitadora e consultora de processos para iniciativas e organizações sociais, por meio da Prática Social Reflexiva, em temas como planejamento e avaliação. Tem nessa abordagem seu principal campo de estudo e desenvolvimento. Foi co-facilitadora da 9ª edição do Profides, participante da 2a e tradutora da 3ª edição deste programa.
ANA PAULA CHAVES: Bacharel em Letras pela USP, Mestre em Desenvolvimento Sustentável e Treinamento (EUA) e Doutora em Educação (UNESP). Trabalhou como consultora em desenvolvimento social pelo Instituto Fonte por vários anos, como empreendedora social no campo da educação complementar e como tutora convidada na Pós-Graduação Reflective Social Practice realizada no NE do Brasil pela Proteus Initiative, Crossfields Institute (Londres) e Alanus University (Alemanha). Hoje coordena a Pós-Graduação em Facilitação de Processos realizada em parceria com a Faculdade Rudolf Steiner. Traduziu os livros Artistas do Invisível e Delicado Ativismo. Hoje busca aprimorar sua experiência buscando a integração entre a facilitação de processos, a fenomenologia goetheana e a terapia artística. Foi participante e tradutora da 1ª edição deste programa.
Há muitos anos, o Instituto Fonte preserva uma forte relação de parceria e amizade com organizações do Nordeste brasileiro, incluindo de Pernambuco.
Neste momento, além de acompanhar os esforços destas instituições para cuidar das pessoas afetadas pelas chuvas, decidimos auxiliar na mobilização de recursos junto a parceiros financiadores que gostariam de ajudar, mas não sabem o caminho.
Iniciamos uma rede de solidariedade com o objetivo de auxiliar para que mais recursos cheguem até as comunidades afetadas, a partir das organizações que estão na linha de frente.
Gostaria de fazer parte dessa rede de solidariedade?
Envie uma mensagem com o assunto “Quero contribuir com Pernambuco” para contato@institutofonte.org.br , com dados para contato e retornaremos.
A publicação O combate ao racismo como dimensão do desenvolvimento institucional das OSCs é fruto de um processo para o fortalecimento do protagonismo, da capacidade de catalisar processos de mudança e da sustentabilidade das organizações. É uma iniciativa da Equipe de Apoio ao Desenvolvimento Institucional: Fundo de Transição – OAK Foundation/Brasil, que investe no fortalecimento e desenvolvimento institucional de oito OSCs que deixarão de ser apoiadas pela OAK Foundation no Brasil até 2024.
A questão racial foi identificada como um dos desafios emergentes e urgentes no campo das OSCs e seu enfrentamento exige posicionamento individual e institucional, além de comprometimento sistemático.
A publicação traz o conteúdo de quatro experiências de combate ao racismo no ambiente institucional, fruto de um seminário sobre o tema e organiza informações relevantes para organizações interessadas em atualizar temas sociais em sua própria gestão e em seus processos de mudança e desenvolvimento institucional.